O PIG não repercutiu com o seu tradicional estardalhaço midiático a declaração da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, que enfiou os dedos nos olhos daqueles que acham que na justiça brasileira não existe corrupção ao afirmar que a justiça sofre com os "bandidos de toga".
O PIG também não saiu em defesa do CNJ contra a ação proposta pela AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) que quer
restringir o poder de fiscalização do CNJ. A associação pede que o CNJ
só atue depois de esgotados os trabalhos das corregedorias regionais.
O PIG adora cobrar transparência do Poder Legislativo e do Executivo, mas fica pianinho com ao Poder Judiciário. Por que ?? A ministra afirma de forma engraçada e irônica sobre a dificuldade que o CNJ tem de inspecionar, por exemplo, o Tribunal de Justiça de São Paulo: "Sabe que dia eu vou inspecionar o TJ de São Paulo? No dia em que o sargento
Garcia prender o Zorro".
Nos últimos dias, magistrados acusados de irregularidades tentaram
evitar seus respectivos julgamentos antes de o STF se pronunciar sobre o
CNJ. Este, por sua vez, incluiu em sua pauta de discussão onze
processos que podem punir magistrados por conduta irregular. Se somados,
o CNJ terá mais de 20 casos de juízes investigados na pauta de
julgamento neste mês.
Este ano, houve uma guerra velada que colocou em lados opostos Eliana
Calmon e o presidente do CNJ e do STF, ministro Cezar Peluso. O CNJ
começou a funcionar em 2005 e já condenou 49 magistrados. Recentemente,
porém, ministros do Supremo concederam liminares suspendendo decisões do
CNJ que determinavam o afastamento de magistrados.
Ontem (27/09), o CNJ adiou o julgamento do presidente do TRE do Rio, Luiz
Zveiter. Segundo Eliana Calmon, o adiamento aconteceu a pedido do
advogado de Zveiter, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, que está fora
do país. As supostas irregularidades ocorreram no ano passado, quando Zveiter
era presidente do Tribunal de Justiça. O caso foi a plenário em
fevereiro, quando três conselheiros foram favoráveis ao afastamento e à
abertura de processo disciplinar. Saiu da pauta para análise de
suspeição de dois conselheiros. Segundo a corregedoria, há indícios de que informações prestadas por
Zveiter beneficiaram a construtora RJZ Cyrela, cliente do escritório de
parentes seus. Zveiter, o escritório e a Cyrela afirmam que o terreno em
disputa não tem relação com empreendimentos da construtora.
Fonte de pesquisa: http://www.adjorisc.com.br/

A ordem deste sistema social é a eterna desordem e nisto o judiciário é fiel com seus salários nababescos para garantir o caos!
ResponderExcluirNão vejo assim: o PIG também mete o malho no Judiciário, generalizando críticas sobre corrupção e supersalários - quando a maior parte dos servidores desse poder ganha bem menos que os do BC, CVM, Susep, BNDES, TCU, Receita Federal, etc. A Eliana Calmon, ministra togada do CNJ, tenta se alavancar a uma vaga no STF fazendo esse tipo de denúncia generalista, quando em outubro do ano passado ela mesma dizia que os desvios no Judiciário seriam 'pontuais' (palavra dela).
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