14/10/2011

Dilma enfatiza importância do pacto para erradicação da miséria

O encerramento da cerimônia de lançamento do Pacto Sul – Brasil Sem Miséria foi marcado pelo pronunciamento da presidenta da República, Dilma Rousseff. Após assinar o termo de pactuação do programa com os governadores da Região Sul, a chefe de Estado falou aos convidados e representantes políticos que lotaram, nesta sexta-feira (14), o Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. “O Brasil já fez da luta pela responsabilidade fiscal um momento importante na sua trajetória, mas nunca tivemos uma responsabilidade social explícita. Acredito que este momento marca uma ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal, pois só com a união destas três esferas conseguiremos vencer o imenso desafio de eliminar a pobreza extrema”, afirmou Dilma.

Segundo a presidenta, nos últimos anos, 40 milhões de brasileiros ascenderam da linha da pobreza para classe média, contudo, 16 milhões ainda seguem na miséria. “Este pacto representa o compromisso de cada um nós em desenvolver iniciativas para o Brasil ser um país sem pobreza extrema. Nos últimos anos, ficou claro que a nossa força não se encontra em nenhum país lá fora, mas aqui dentro, em nós mesmos e na nossa capacidade de produzir, consumir, trabalhar e criar”, enfatizou Dilma, citando o slogan do governo federal. “País rico é país sem miséria”. “Tirar 16 milhões de brasileiros da pobreza extrema é um imperativo ético e moral, mas também econômico, pois transformaremos brasileiros em cidadãos plenos. Não queremos a tutela dos mais pobres. O estado tem que querer a cidadania”, analisou.

Reflexo internacional

Dilma acredita que o respeito conquistado mundialmente pelo Brasil é fruto do crescimento econômico e da queda da desigualdade. “Entre os países emergentes, temos uma bandeira e uma vitória, que é a melhoria da igualdade. Este diferencial transformou o Brasil e permitiu que tivéssemos imensas defesas diante da atual crise. Somos atingidos, mas como nossa principal força está no mercado interno, temos uma capacidade de resistência maior. Somos o último país a entrar na crise na crise e o primeiro a sair”, argumentou a chefe de Estado, lembrando da dívida brasileira com o Fundo Monetário Internacional (FMI), paga durante o governo Lula. “O Brasil deu um grande passo e voltou a crescer quando pagamos o FMI. Pagamos e, com o passar do tempo, viramos credores. Isto mostra uma grade virada e um grande momento de soberania”, comemorou a presidenta.

Para ela, o programa Brasil Sem Miséria representa o amadurecimento da nação. “Acredito que vivemos um momento de crise, mas também de oportunidades. Não podemos ser soberbos, porque nenhum de nós vive em um mundo isolado. Temos que ter a humildade da cooperação com os demais países do mundo. Hoje, o Brasil sabe da sua força, da importância de continuar a crescer e de fazer investimentos para resgatar a população da pobreza”, destacou. Ela ainda reafirmou o compromisso com a população. “Nós nos importamos com os 16 milhões que vivem na miséria e juntos vamos superá-la”, acrescentou Dilma Rousseff.

Presenças

Estiveram presentes na solenidade os governadores do Rio Grande do Sul, Tarso Genro; de Santa Catarina, Raimundo Colombo; e do Paraná, Beto Richa; os ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello; e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro; ministros do Trabalho, Carlos Lupi; das Comunicações, Paulo Bernardo Silva; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; e das Cidades, Mário Negromonte; a ministra-chefe da Secretaria os Direitos Humanos, Maria do Rosário; os senadores Paulo Paim (PT/RS) e Ana Amélia Lemos (PP/RS); o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT/RS); o presidente dos Parlamento gaúcho, deputado Adão Villaverde (PT); o prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti; e a presidente da Câmara de Porto Alegre, vereadora Sofia Cavedon (PT).

Brasil Sem Miséria

A partir dos termos e protocolos que serão assinados com os governadores e associações de municípios, a meta do MDS é tirar da miséria 716 mil pessoas da Região Sul. Segundo dados divulgados pelo Ministério, os três estados (RS, SC e PR) têm 61% da população mais pobre concentrada na área urbana. A meta é beneficiar 16,2 milhões de pessoas (4,3% delas no Sul), com transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica.

Por Ag. ALRS.

1 comentários:

  1. As razões para Dilma manter Orlando Silva no cargo:

    As provas contra o Ministro que seriam entregues na Polícia Federal viraram um pedido para ver as provas contra o próprio policial militar anexadas ao processo, que já corre contra ele na justiça.

    A mentirosa da Veja deste fim de semana frusta a direita e o resto da imprensa golpista, agora os acusados são assessores e não mais o Ministro. E a revista cheirosa mostra documentos que provam que quem primeiro denunciou o bandido foi o próprio Ministério dos esportes. A própria revista se apunhala.

    A FIFA não quer o Ministro como interlocutor por que ele defende os interesses dos brasileiros na Copa.

    Orlando Silva é um homem de cor e comunista. A sanha da direita, dos Marinhos e dos Civitas não admite que um não branco tenha poder político no país. Não é por menos que todas suas matérias são contra as cotas.

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