27 de jan. de 2009

Yeda e a fase sabonete dove. Ops, ele caiu !


Se é uma coisa que o pessoal que trabalha com comunicação não pode reclamar é do governo Yeda. Cada dia tem um rolo novo, ou fases, como preferir. É uma areia movediça que a cada dia vai engolindo o corpo do governo, que se afunda com o peso de suas contradições políticas. O primeiro damo Carlos Crusius foi limado por decreto ontem (26) do cargo que exercia do Conselho de Comunicação do governo. A decisão de Yeda foi tomada após um barraco em reunião de governo com os caras da comunicação dos Gerdau. Enquanto a febre amarela corre solta e os problemas se acumulam, o governo do PSDB e de seus aliados discutem qual a melhor proposta: "coragem de fazer" ou ser vendido como um sabonete Dove. A coragem de fazer de Yeda a gente já viu, agora vem a fase sabonete. Querem agora, nesta fase passar o sabonete na gente ? Ops ! o sabonete caiu ! quem vai pegar ? ahahahah.

26 de jan. de 2009

Do MP e do TJ dá pra ver o fogo da vila chocolatão

A vila chocolatão,que arde em chamas neste momento (26/01), no centro da capital gaúcha, tem esse nome em homenagem ao grande e imponente prédio da Receita Federal que fica ao lado da vila. Por falar nisso, todos os prédios públicos que circundam a vila são imponentes, a começar pelo do Ministério Público Estadual -MP. Lá no MP se vê a fumaça preta dos 80 barracos que queimam na favela. O fogo também pode ser visto do Tribunal de Justiça gaúcho (outro belo colosso de construção). Falo isso porque há anos a prefeitura se omite no caso da vila chocolatão e os outros poderes fecham os olhos para a miséria e a degradação que circula por ali . Em 2008, membros do MP, articulados com o governo estadual, correram para arrancar às famílias do MST de uma área particular cedida, próxima a fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul, jogando-as na beira do asfalto da BR 386. O motivo: perigo real e imediato de que o MST invadisse a fazenda. O MP exigiu que o Incra no curto prazo resolvesse a situação das famílias acampadas. Sugiro que agora o MP faça o mesmo com a prefeitura de Porto Alegre no caso da vila chocolatão, exigindo prazo para a realocação daquelas famílias e o fim daquele depósito de seres humanos, ratos, animais e de lixo, ou a situação não exige tanta rapidez dessa vez ? foto: Leonardo Nunes

A crise global passará de jato por Dubai

Fome e crise para os pobres
Luxo e ostentação para os ricos

Parece que a tal da crise global não vai passar nem perto de Dubai, nos Emirados Árabes, ou se passar, cruzará num jato super-sônico em Match 3. A cidade é conhecida como a capital mundial da extravagância, dos mega hotéis de luxo e das máquinas mais caras do mundo que circulam em grandes volumes pelas ruas. A última novidade é um Mercedes-Benz C63 AMG totalmente cromado com tom de ouro (isso se não for de ouro mesmo). O sedã esportivo com motor V8 de 457 cavalos foi flagrado no estacionamento de um shopping. Enquanto isso na África e mais uma duzia de paises a fome campeia solto, matando principalmente crianças e idosos. Como diz o mega Player guasca Jorge Gerdau "quero mais mercado, mais mercado".

Carga Pesada para levantar

Após Zé H do PRBS abrir sua caixinha de ferramentas contra o PT para garantir o continuismo em 2010, seja ele com quem quer que seja, agora suas baterias abrem fogo contra o MST e de lambuja ainda dá uma página inteira para o governo Yeda tratar da sua "melhoria" na comunicação. Até o pessoal da mídia dos Gerdau foi chamado. O diretor-presidente da GAD,Luciano DEOS não fala em números quando perguntado quanto cobrará do governo (nós) para dar sua assessoria e melhorar a imagem do governo Yeda e a sua "coragem de fazer" ahahaha. Provavelmente sairá muito caro para os contribuintes gaúchos reerguer essa carga pesada. Se Yeda e seus aliados tivessem cumprido o que foi prometido na campanha, tudo seria diferente, mas como seus compromissos são com os setores mais conservadores e atrasados, seu papel é de fazer a pauta dos poderosos andar por dentro do Estado e de seu governo. Aliás ! porque o PRBS não divulga suas pesquisas sobre a popularidade de Yeda ? A corajosa,em 2006, antes mesmo de assumir, pediu que a Assembléia mantivesse o tarifaço que Rigotto aprovou no início de seu governo, repetiu a dose em 2008. Colocou o terror em técnicos do meio ambiente para fazer aprovar licenças ambientais para a multinacional Aracruz em faixas de fronteira. Montou uma operação de guerra para dar um natal turbinado às concessionárias que desejavam ajudar o RS com mais 15 anos de pedágios. Prometeu não vender o Banrisul e passou nos cobres 40% da instituição e ainda pegou mais R$ 1 bilhãozinho emprestado no BID. Na saúde a volta de doenças já extintas como a febre amarela. Na educação entrou na justiça contra o piso nacional dos professores e a segurança pública o estado bate recorde em homicídios e roubo de veículos, além do clássico cassetete nos movimentos sociais. E agora quer um jatinho novimho para passear com Serra pelo RS e levar seus pricipais assessores. Haja dinheiro pra melhorar esse imagem.

25 de jan. de 2009

ZH e a Guerra Fria por Kayser


Radicalismo, guerra fria contra o PT e 2010

Guerra Fria, radicalismo,enfrentamento, passado de conflitos. Assim Zero Hora dominical (26) aborda a relação do PT com a política gaúcha, e a relação com o seu "algoz" Cézar Busatto. No entanto, Zé H nem tangencia nos temas propostos por ela mesma à época das privatizações: pedágios são a solução para as estradas, o RS precisa de saúde, não de empresa de telefonia (CRT) etc. ZH não falou que na época de Britto e de seus aliados, o RS foi fatiado e vendido como carne no açougue. O grupo de comunicação ficou com a empresa de telefonia e a CEEE vendida para grupos privados ficando a parte podre (dívidas) com o Estado, reservando o lucro para as grandes empresas do setor. O grupo Gerdau abocanhou a Aços Finos Piratini do governo Federal e as estradas foram fechadas com cancelas de pedágios, sem a devida prestação de serviços. Passados 10 anos nossa saúde, educação, segurança pública e os serviços prestados pelo Estado foram dizimados. Se radicalismo é combater esse tipo de passado, então eu também sou um radical.

24 de jan. de 2009

Simon e o tucano amarelo de 2010


Depois da morte de quase 1000 bugios e o diagnóstico de três pessoas mortas com febre-amarela no RS, o secretário da saúde, Osmar Terra (PMDB) afirma que o pior já passou. A negligência na saúde, a falta do controle epidemiológico, e o déficit zero no RS do novo jeito de governar fez voltar ao Estado uma epidemia que não havia aqui desde a década de 1950. Enquanto isso, sobra dinheiro pra compra de jato e o senador Pedro Simon articula a reeleição de yeda com uma grande aliança com o PSDB de Serra. A grande mídia dispara seus laseres seletivos contra Dilma Roussef e Tarso Genro, principais candiatos de Lula à sucessão presidencial. Tarso é a vítima da vez, devido ao "rumoroso" caso Battisti. Tudo será maravilhoso no RS a partir de agora para Yeda na sua nova fase e majestosas e positivas manchetes do novo jeito de governar pipocarão em nossos jornais "amarelados" do RS.

A bala perdida, o bode e o coronel Mendes

Tudo indica que a bala que matou o vice-presisdente do Cremers-RS, o médico oftamologista Marco Antônio Becker é mesma de um lote doado a Brigada Militar pela Força Nacional de Segurança, em um exercício realizado no Rs em 2005. Imaginem se esse fato tivesse ocorrido na época em que o secretário de segurança fosse José Paulo Bisol, do governo Olívio Dutra. A grande mídia ja teria massacrado o secretário e alguns "jornalistas" ja teriam disparado seus laseres, exigindo a queda do comandante da BM e uma profunda investigação dos métodos que a BM utiliza para manter seus equipamentos de trabalho. Mas como nosso jornalismo guapo-investigativo hoje se contenta apenas com as notas oficiais , provavelmente a verdadeira responsabilidade pelo desvio dos projeteis nunca será descoberto, ou algum "bode fedorento" será convidado para exalar seu fedor nas redações da grande mídia . Se foi um policial ou um civil que cometeu o crime, isso provavelmente será apurado, mas saber como esse material foi parar na mão de matadores, bom, isso nós podemos chamar o coronel Mendes para nos ajudar a responder.

23 de jan. de 2009

O Brasil quebrou na crise do México e em 2002, e agora ?

A John Deere, uma multinacional do ramo de colheitadeiras, tratores e implementos agrícolas mandou para olho da rua 502 funcionários de sua fábrica em Horizontina, no noroeste do Rio Grande do Sul. É comum em épocas de vacas gordas essas empresas ranquearem a lista de beneficiárias de incentivos dos governos de nosso país, seja Municipal, Estadual ou Federal. São dezenas de incentivos: aquisição e doação de terras pelas prefeituras, isenções fiscais por décadas feitas pelos governos estaduais, planos e financiamentos especialmente encomendandos para a geração de emprego no setor. No entanto, como o compromisso desse tipo de empresa é com a sua matriz, geralmente com sede na europa ou nos Estados Unidos, qualquer sacrificio econômico deve ser imediatamente "compartilhado" com nossos irmãozinhos do norte, para que a empresa-mãe possa sugar o máximo de recursos.Todos sabemos que a crise chegou no Brasil, no entanto, cabe destacar a grande diferença entre os anos e as crises passadas com o momento atual. Temos reais condições de enfrentar o tsunami econômico provocados pelos grandes Players Globais e garantir que o brasileiro sofra bem menos do que de outras vezes. Na crise do méxico o Brasil quebrou, em 2002 o Brasil quebrou, quem apostar nessa mesma situação em 2009 vai se dar mal.

Keep América Way of life: o fluxo não pode parar

Obama, ao assinar o fim de alguns dos símbolos da era Bush: a prisão militar de Guantánamo e de outros centros de tortura norte-amercianos pelo mundo indicam que o berço da democracia é na realidade um fomentador de ódios pelo mundo, principalmente quando os interesses dos EUA são contrariados. A América Latina também foi alvo semelhante dessas políticas no final da década de 50 quando todo o continente foi tomado por ditaduras, insulfladas pelo interesse do governo norte-americano. Os interesses são vastos e seus tentáculos pelo mundo sugam petróleo, energia e materia-prima barata e abundante. Para manter esse status, financiam ditaduras, mandam assassinar, emvenenar, sequestrar e financiar qualquer um que sirva aos seus interesses. Saddan Hussein e Bin Laden era seus aliados num passado recente. O primeiro contra o Irã na guerra entre irã e Iraque. O segundo foi aliado de primeira hora contra a antiga União Soviética na resistência contra a ocupação russa do Afeganistão. Não importa quem seja o governante o que importa é que o fluxo de víveres e de energia não cesse. O distencionamento patrocinado por Obama é positivo e faz parte dessa estratégia, mas apenas encerra um modelo obsoleto e cria outro. Cuidado! o importante é que fluxo não pode parar.

22 de jan. de 2009

25 anos de MST, uma bela análise

Em função das comemorações pelos 25 anos de lutas e conquistas do Movimento Sem Terra em todo o Brasil, os meios de comunicação passam a analisar as ações desenvolvidas pelo movimento. Antonio Cechin, irmão marista, e Jacques Távora Alfonsin, procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado e professor de Direito, comentam dois artigos a respeito do MST, publicados recentemente em jornais locais.
Segundo Cechin e Alfonsin, o MST "pode ter muitos defeitos, como qualquer movimento popular tem, mas existem duas virtudes na luta que ele empreende, difíceis de serem negadas". Uma delas é "a coragem com que enfrenta, no país inteiro, na maior parte das vezes sob a sanção dos Poderes Públicos, o outro poder, aquele cruel, ilegal e injusto do uso da terra pelo latifúndio". A segunda é a de "não confundir, como faz a maior parte da mídia, segurança pública com preservação da injustiça social".
Eis o texto.
Dois artigos circulam atualmente na Internet, ambos relacionados com as atividades políticas atuais dos movimentos populares, especialmente do MST. O primeiro é de um crítico histórico desse Movimento e da sua liderança. Segundo ele, entre outras coisas, “o MST vive graças aos recursos públicos que recebe do Incra”, embora não poupe queixas do modo como essa autarquia conduz a reforma agrária, “a sua liderança maior é de um marxismo infantil, a reforma agrária está sendo implementada onde não devia”.
O segundo texto é da própria liderança, criticada pelo primeiro articulista. Faz um breve histórico do MST, “nascido das urgências de o povo pobre sem-terra se organizar, lutar por seus direitos, pela reforma agrária, por uma sociedade mais justa, combatendo a pobreza e a desigualdade social”; recorda “o custo em vidas humanas que tais metas sofreram em vinte e cinco anos”, critica “a nova forma de hegemonia do capital financeiro e das transnacionais a exigirem, por sua vez, novas formas de enfrentamento desse tipo de concentração de riqueza e dominação a exigirem mudanças projetadas pelo MST até para alcançar um novo modelo de produção”.
À simples comparação das duas posturas, pode-se antecipar que a primeira crítica - a do histórico, que é professor universitário - está mais preocupada com a forma bastante equivocada, conforme sua visão, com que o MST se conduz, e a segunda crítica com o conteúdo fundamental, legitimante das reivindicações populares.
O lugar social da primeira, salvo melhor juízo, parece mais o da academia, da docência inconformada com o que entende ser um movimento que age em desconformidade com padrões teóricos e ideológicos que seriam mais adequados à ordem jurídica vigente e mais democráticos (sua crítica ao fato de o MST não ter personalidade jurídica testemunha bem isso).
O lugar social da segunda parece mais o da identificação face a face das causas da injustiça social, dos responsáveis por ela, dos trágicos efeitos sociais que elas geram e da urgência de o povo se organizar e agir em sua inadiável defesa.
Agora que o MST está completando 25 anos, convém comparar tais textos, sob a lente do proveito, do que ganham os direitos humanos fundamentais dos sem-terra, secularmente violados em nosso país, como a história comprova; a que e a quem servem, enfim, os dois textos.
Isso pode ser feito à luz de três princípios jurídicos, pelo menos, sempre presentes nas ações judiciais que julgam direitos em conflito, inclusive à luz da Constituição Federal, como ocorre quase sempre com os direitos dos sem-terra.
O primeiro é o da proporcionalidade, um princípio interpretativo dos fatos e da lei, daqueles que menos abstração comporta, quando se comparam direitos. Para o texto crítico negativo do MST “esse movimento popular somente sobrevive graças aos recursos que lhe repassa o INCRA”.
Considerado o fato, todavia, de que o repasse de verbas públicas sofre severa vigilância do Tribunal de Contas da União, tem-se de convir que a crítica aí deduzida agrega proporção mais política do que jurídica. Aliás, a Zero Hora do dia 14 deste mês, segue o mesmo rumo, já que noticia a grande diminuição de recursos públicos repassados a entidades ligadas ao MST, sem considerar que muitos dos processos administrativos abertos no Tribunal de Contas da União ainda estão tramitando.
Respeitado, então, o princípio da proporcionalidade, aqui se sugere às/aos leitores, sejam comparados os recursos públicos utilizados pelas tais pessoas jurídicas direta ou indiretamente ligadas ao MST, (chegaram a milhões segundo a Zero Hora, não para o MST, sublinhe-se, mas sim para ONGs e cooperativas que têm relações diretas e indiretas com ele) com os bilhões (!) de reais que a União está perdendo, seja por anistia, seja por prorrogação de dívidas tributárias históricas dos latifundiários brasileiros. Se a reforma agrária fosse realizada como determina a lei, a proporção dos recursos alcançados por essa renúncia fiscal seria mais do que suficiente para a sua realização e o MST iria para casa, porque a miséria da grande massa dos seus integrantes teria sido curada. Teria caducado a luta por Reforma Agrária por ter sido coisa do passado e já ter sido realizada como diria Frei Betto.
O segundo princípio jurídico de oportuna lembrança para os dois textos é o da função social da propriedade (art. 5º inc. XXIII da Constituição, entre outros). Aqui tem lugar a tentativa de aproveitar ambos os textos como denúncia e base de ação contrária às promessas feitas pelas Constituições do país, reiteradamente traídas na história em desfavor das pessoas pobres sem-terra, violando os seus direitos humanos fundamentais.
Se a injustiça social gerada pela atual estrutura agrária do país for medida pelo número de agricultores sem-terra, religiosas/os e advogados mortas/os por jagunços a soldo de latifundiários, for medida pela desterritorialização progressiva das terras entregues às transnacionais, em crescente concentração da propriedade privada, for medida pelo desmatamento predatório de um lado e pela imposição da monocultura por outro, for medida pela extensão da grilagem iníqua, inclusive aquela praticada contras as/os quilombolas e as/os índias/os, pela substituição do espaço físico indispensável à alimentação do povo em favor do agronegócio exportador, é impossível deixar de reconhecer que o texto da liderança do MST é bem mais significativo do que o do seu crítico. Lanceta causas diretas de tumores antigos que infectam a nossa terra com um tão grande poder de exclusão anti-social que não podem ser atribuídas, apenas, a um marxismo infantil. Ideologia por ideologia, pior efeito contra os direitos humanos fundamentais das/os sem-terra tem aquela que vê o argueiro no olho delas/es (inspiração e forma de agir), sem atentar para a trave que cega os poderes de quantos lhes enganam, lesam e oprimem.
Um terceiro princípio jurídico, esse também previsto no art. 37 da Constituição Federal como vinculante da administração pública, é o da eficiência. O acesso à terra, como efeito da ação do MST e dos seus críticos pode ser, aqui, um bom critério de comparação da eficiência de uma e de outra das opiniões que versam sobre ele. Do texto crítico do MST, um desses efeitos, retirado de várias opiniões anteriores suas ao referido Movimento, já cumpriu toda a sua trágica e deletéria conseqüência, em sentido contrário àquele acesso. Serviu de base doutrinária para a argumentação de dois promotores gaúchos moverem quatro ações civis públicas contra o MST, em quatro comarcas diferentes do Rio Grande do Sul (Carazinho, Canoas, Pedro Osorio e São Gabriel), cujas liminares, deferidas pelas/os juízas/es de imediato, foram cumpridas com extrema violência e abuso de poder pela Brigada Militar do Estado: dissolução de dois acampamentos, com expulsão violenta de crianças e idosas/os, destruição de farmácias caseiras e escolas, identificação criminal das/os ocupantes, descaminhos de seus pobres pertences, barracas demolidas, barragem imposta à aproximação das lideranças do MST dos locais em que as tais execuções se processaram.
Isso obrigou o referido crítico histórico a, numa entrevista posterior, solidarizar-se com o MST, dando a entender que as reservas que ele guarda contra o Movimento são predominantemente relacionadas ao fato de ele não ter personalidade jurídica.
Como se observa dos dois textos, aqui examinados por quem se identifica com o ideário e as ações do MST, pode ter muitos defeitos, como qualquer movimento popular tem, mas existem duas virtudes na luta que ele empreende, difíceis de serem negadas. Uma é a da coragem com que enfrenta, no país inteiro, na maior parte das vezes sob a sanção dos Poderes Públicos, o outro poder, aquele cruel, ilegal e injusto do uso da terra pelo latifúndio que, não raro, despreza ou tem até força superior à da lei; a segunda é a de não confundir, como faz a maior parte da mídia, segurança pública com preservação da injustiça social.
O crime estrutural que essa anônima forma de oprimir e matar as/os pobres, pela fome, pela falta de teto, pelo desprezo da dignidade e da cidadania deles, passa como fatalidade; não há lei capaz de puni-lo, que o comprove a secular impunidade da exclusão social que os vitima. Pobreza e miséria, por mais injustas que sejam, não se considera violação de direito.
Entre tantas lições do querido Betinho, duas são bem oportunas para a celebração dos vinte e cinco anos do MST: "quem tem fome tem pressa"; "o último que nunca saía dos trilhos, o trem pegou...". Pelo jeito e pela história desse Movimento, para pesar dos seus críticos, ele tem sido bem fiel à uma e à outra. É de se esperar que assim prossiga
.

Uma lição chinesa para a justiça brasileira

Os dois principais acusados de adulterar leite em pó na China - que levou a intoxicação de 300 mil crianças daquele país, com um produto chamado melamina - foram condenados à morte pela Superma Corte. Por lá a Justiça também condenou à prisão perpétua a ex-presidente da principal empresa envolvida no escândalo. Por aqui o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes liberta da prisão com dois habeas corpus consecutivos o principal "empresário" envolvido em falcatruas, tramóias e corrupção. Como se não bastasse manda devassar a vida do delegado da PF que o investigou e destruir a carreira do direitor da Agência de Inteligência brasileira que deu suporte ao trabalho da Policia Federal. Imaginem se aplicássemos a lei chinesa em terras tupiniquins ? quem seria o primeiro ?

21 de jan. de 2009

Fotos da posse

Recomendo a visita ao site do jornal New York Times para ver as imagens da posse do presidente Barack Obama, ou Commander-in-chief. A Imagem de milhares de pessoas na esplanada é muito bonita e pode ser acessada pelo link de imagens . Recomendo também a leitura do artigo do jornalista Hélio Gaspari (Correio do Povo (21/01/09 - RS ) sobre a posse de Obama e a história recente de discriminação racial nos EUA.

20 de jan. de 2009

Uma mensagem para Obama

Para que deseja enviar uma mensagem ao novo presidente americano (olha lá o que vcs vão escrever), o link é http://www.whitehouse.gov/contact/ . Eu tenho uma lista de coisas que gostaria de dizer, a começar pela omissão do presidente Obama sobre o massacre em Gaza ou a base dos EUA de tortura de Guantánamo, mas como hoje é o dia da posse, vamos dar uma carência de 24 horas para o primeiro presidente negro americano. Amanhã o bicho pega.

Martin Luther King, sua luta não foi em vão

A primeira coisa que lembrei quando assistia a posse do Obama foi da figura de Martin Luther King > Em 1955, Rosa Parks, uma mulher negra, se negou a dar seu lugar em um ônibus para uma mulher branca e foi presa. Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus de Montgomery para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Durante a campanha de 381 dias, co-liderada por King, muitas ameaças foram feitas contra a sua vida, foi preso e viu sua casa ser atacada. O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana em tornar ilegal a discriminação racial em transporte público. Essa história é linda e enche de orgulho a todos aqueles que lutam por justiça e liberdade. Hoje, cinquenta e cinco anos depois o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, é um negro, o que demonstra que a sociedade americana evolui, mas precisa resgatar o respeito e a dignidade que King pregou e construiu para o seu país e para o mundo ao longo de sua vida.

Alianças: o PT mostra sua cara

Duas situações políticas recentes mostraram que o PT não perdeu a sua identidade, ao contrário. A primeira foi o documento que o PT Nacional deliberou em defesa do povo Palestino, contra a política genocída do Estado de Israel na Faixa de Gaza. A segunda foi da militância e do PT gaúcho, que se rebelou contra a decisão do prefeito de Canoas Jairo Jorge, que indicou Busatto na condição de secretário. Indicação que apontaria para uma futura e ampla aliança para o governo do Estado.
Que o PT necessita construir uma grande e duradoura aliança para voltar a disputar e vencer todos sabemos, no entanto, isso não quer dizer que o partido deva submeter seu programa aos interesesses de alguns caciques petistas. Para construir um novo bloco político que dê sustentação a um governo não significa que o Partido dos Trabalhadores tenha que abrir mãos da sua história e de seu programa partidário. Cézar Busatto representa, simbólicamente, justamente tudo o que o PT combateu na última década aqui no RS. Busatto ajudou a construir com Antônio Britto (esse se deu bem) às privatizações, a venda do patrimônio público, o Estado mínimo, os PDVs, e neoliberalismo como forma de governo. Recentemente Busatto foi engolfado pelo Tsunami de lama que envolveu o governo Yeda ao revelar os dutos que drenan o dinheiro público para as campanhas do PP e do PMDB. O deputado Nelson Proença (PPS) afirmou em entrevista que lamentava a posição do PT e disse que teve que "esquecer" do PT do Mensalão e do Valérioduto para compor alianças. No entanto, a militância petista não esqueceu e sempre é cobrada pelo episódio que serviu como passaporte para que o partido fosse nivelado por baixo e colocado na vala comum dos esquemas de campanha dos partidos. A mídia e a oposição se fartaram em desconstruir a imagem do PT como um partido que sempre lutou pela ética na política, contra a corrupção e pelas grandes mobilizações pelas conquistas sociais. O PT mostrou novamente sua verdadeira face , fez um gol de placa ao defender o seu programa e a sua identidade. O prefeito Jairo Jorge se elegeu porque pertence a uma sigla partidária que lhe dá sustenção política e contou com a militância petista e com a história do seu partido para fazer às mudanças necessárias em Canoas, pois, caso contrário, a população canoense teria deixado os mesmos que há anos tratam o erário público com se fosse dinheiro privado. Parabéns PT !

19 de jan. de 2009

Obama e o mãos a obra Améeerica

Se tem algo que os americanos sabem fazer direito além das bombas, é o markenting. Qualquer marqueteiro sabe o que significa essa imagem ao lado. Mãos a obra americanos (nós também). O que significa que o discurso e as medidas que Obama tomará a partir de amanhã serão indigestas para o mundo, mas é melhor perder os anéis ao ficar sem os dedos. Uma coisa eu tenho certeza: Os grandes barões do capitalismo, associados a Barak Obama não perderão um único centavo com essa crise e ainda farão com que os povos mais pobres paguem a conta da roubalheira de Wall Street. Eu lamento, mas para quem pensa que Obama é diferente de Bush, Sorry, está completamente enganado. Só mudaram os marqueteiros (bem melhores).

Cézar Busatto e o voo da galinha

A "desistência" de Cézar Busatto de assumir na condição de super-secretário no governo petista de Canoas teve como principal vencedor desta articulação e da queda de braço, a militância petista. Foram centenas de telefomas para deputados e até ministros. A executiva estadual do PT ficou numa saia justa e abriu as baterias contra a decisão do prefeito Jairo Jorge de nomear para seu governo um dos principais algozes do governo Olivio Dutra. Busatto foi o Homen de Ferro do governo Britto, responsável pela articulação da maioria das privatizações da década de 90 no RS, articulador da oposição ao governo Olívio Dutra na Assembléia Legislativa, e líder do governo Yeda (chefe da Casa Civil). No entanto, foi pelas mãos do vice-governador (aliado - fogo amigo) Paulo Feijó que Busatto sangrou politicamente ao ser gravado por Feijó ao fazer um desabafo de como funcionava os esquemas de campanha do PP e do PMDB no governo do Estado. O voo de Busatto deveria ser o da Fenix, que retorna das cinzas, mas ficou mesmo como a de uma singela batida de asas de um galinho carijó.

Ruas da Capital transformam-se em riachos


Nesta manhã chuvosa na Capital (19) ao tentar sair de minha casa, na Zona Sul de Porto Alegre, me deparo mais uma vez com as ruas completamente alagadas, praticamente um rio sobre o asfalto. Na pratica choveu forte apenas 20 minutos, tempo suficiente para encher os boeiros ate literalmetne explodir, pois há muito tempo não recebem a devida manutenção. Garrafas Pet, sacos de lixo, latas e restos de comida são vistos vagando pelas ruas ao sabor dos ventos.
A mudança não pode parar.

MST faz seu 25º aniversário com festa no RS

Um grande encontro marcará os 25 anos de lutas e conquistas do MST, com a presença de representantes de entidades e movimentos da sociedade civil, estudantes, autoridades, artistas, personalidades nacionais e internacionais em Sarandi, Rio Grande do Sul. Este é 13º Encontro Nacional do MST, que reunirá 1.500 integrantes do movimento entre 20 e 24 de janeiro. Clique aqui para a ler a matéria em sua íntegra.