23 de ago. de 2009

Viva a democracia

Venceu mais uma vez a democracia ao dizer um sonoro Não (18.212 votos) na consulta pública sobre a construção de prédios residenciais na área do antigo Estaleiro, na zona sul de Porto Alegre. Mesmo que o percentual tenha sido pequeno (22.619 eleitores) isso mostra que a sociedade tem sim o interesse em discutir temas de interesse público, temas coletivos que para muitos, deveriam ser resolvidos (negociados) numa reunião de executivos, com uma bela vista para o guaíba. Quem sabe a gente pode começar a discutir, por exemplo, o tema dos pedágios através desse intrumento ? Viva a democracia, com Sarney e Yeda no pacote.

Vote Não ao Projeto Pontal do Estaleiro

22 de ago. de 2009

Mais cabeças !

Será que só a cabeça do subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Lauro Binsfeld é que vai rolar ? Na quarta-feira, Binsfeld disse em entrevista que não havia pressa para executar a ordem de despejo porque queria fazer o serviço "bem feito". Mas a responsabilidade também é do comandante-geral da BM, João Carlos Trindade e do Ministério Público que até agora não abriu a boca, aliás, abriu, mas para falar M..... Agora o comandante-geral pede calma, imaginem se tivesse sido um brigadiano morto ? A essa hora centenas de colonos já estariam enjaulados e os jornais e tvs guapas já teriam dado a sentença condenatória ao MST. A transmissão do velório seria com honras e por dezenas de anos a morte seria lembrada, como fizeram com o PM Valdeci, usando de forma vergonhosa a sua imagem para fins politico-partidários. Quem é o oficial que matou o agricultor Elton ? Porque não revelam logo ?Enquanto isso persistir a coisa tende a piorar no RS.

BM matou dois ligados aos movimentos desde 2005


O gradativo aumento da violência da Brigada Militar, ao longo dos anos, culminou com o assassinato de dois trabalhadores ligados aos movimentos sociais desde 2005 . Além da BM ter executado pelas costas ontem (21) o agricultor sem-terra Elton Brun da Silva, também não podemos esquecer que em 2005 o sindicalista Jair Costa foi estrangulado (foto) por PMs — governo Rigotto (PMDB)— ,quando participava de uma manifestação contra o desemprego do setor coureiro-calçadista, em Sapiranga. De lá para cá, confrontos entre trabalhadores e policiais são cada vez mais comuns e violentos. No ano passado, com o arrocho do funcionalismo, o desmantelamento das políticas sociais e dos serviços públicos, sobrou apenas a última barreira da direita: a violência de Estado. Estimulado pela mídia guapa um midiatico coronel colocou anos de experiência de seus serviços prestados à época da Ditadura para bater, bater, bater e bater. Agora, mais um cadáver, reflexo da orientação política direta da governadora Yeda Crusius, do PSDB. Yeda é também culpada pela morte desse agricultor pois passados três anos de seu catastrófico mandato, acabou a política agrária e não assentou um única família Sem Terra. Se a situação política de Yeda já era insustentável devido a corrupção, agora, tendo um cadáver de um agricultor no colo e a revolta dos movimentos sociais, sua vida não será nada fácil daqui para diante.

21 de ago. de 2009

Silêncio na mídia, onde está a fita ?

Chega ser insurdecedor o silêncio da mídia nacional e blogs locais-oficiais sobre o assassinato do agricultor sem terra Elton Brum da Silva em São Gabriel. Medo ? não ! Como Elton pôde ter sido fuzilado pelas costas ? Quem Fez ? Como o MP não viu nada ? Filmaram ? Sim ! Onde está a fita ? Todas as ações da BM são registradas filmadas e fotografadas por P2s. O comando da BM pode responder e logo..

NOTA PÚBLICA MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas;

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães;

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força;

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina;

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais;

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional;

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal;

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!
Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

"Foi tudo muito profissional" by Lisiane Villagrande

Promotora Lisiane Villagrande
diz que foi tudo muito profissional

O MP Far Far Way

Agora a tarde (21), ao ouvir na rádio gaúcha a promotora Lisiane Vilagrande, representante do MP que "acompanhou de perto" a BM e a ação da desocupação da fazenda Southal pela BM, que culminou com o assassinato do agricultor, Eltom Brum da Silva , tenho a convicção de que essa defensora das leis estava muito muito distante dos fatos, até demais. Inicialmente ela disse que estava longe dos fatos e que o comandante a aconselhou, para a sua própria segurança, que ficasse longe da ação (hummmmm). Segundo ela, ficou mais próxima dos jornalistas (que estavam forçadamente afastados) do que da ação (onde ela realmente deveria estar). Durante todo tempo da entrevista ficou claro, para ela, que a BM agiu com a maior tranquilidade. Se a promotora afirmou que estava longe, a pedido do comandante, como pôde afirmar tranquilidade na ação que determinou o assassinato de um agricultor ? Ela nem sequer ouviu os disparos. Onde estava nessa hora ? Esse é o nosso MP muito muito distante da realidade social do Brasil e muito muito próximo dos poderosos. Depois de um assassinato e varias pessoas feridas na desocupação a promotora declara que tudo foi tranquilo e profissional, eu não sei o que dizer sobre essa turma.

Oficial da BM teria efetuado o disparo

Segundo apurou o site RS Urgente o disparo que matou o agricultor Sem Terra Eltom Brum da Silva, de 44 anos, foi feito por um oficial da Brigada Militar após "discutir" com o agricultor e atirar a queima-roupa um disparo de espingarda de caça calibre 12. Para identificar a origem desse disparo é fundamental o recolhimento de todas as armas daquele calibre e de todos os tickets (cautelas) gerados pela BM quando a arma é disponibilizada aos policiais numa operação como essa. A informação é extra-oficial e só poderá ser comprovada com uma rigorosa investigação.

Nota do Sindicato dos Jornalistas do RS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul recebe com pesar a notícia da morte do trabalhador rural sem terra, Elton Brum da Silva, ocorrida hoje (21/8) pela manhã, em São Gabriel. Ele foi morto com um tiro disparado por policiais da Brigada Militar. Para a entidade, a morte deste brasileiro é inaceitável e resulta da intransigência do governo do Estado, que encara protestos como crime, ocasionando agressões constantes a quem participa de manifestações, desconsiderando que elas são inerentes à democracia e asseguradas na Constituição Brasileira. A entidade espera que o fato seja apurado com a maior brevidade e rigor, com a responsabilização dos envolvidos.

Tiro de calibre 12 mata Sem Terra

Segundo o presidente da Comissão e Cidadania e Direitos Humanos - CCDH da Assembleia Legislativa do RS, deputado Marcon (PT), foi um disparo de calibre 12, com oito perfurações nas costas, que matou o agricultor Elton Brun da Silva de 44 anos.

Sem Terra é assassinado em São Gabriel

O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos- CCDH, da Assembleia Legislativa do RS, deputado Dionilso Marcon (PT), confirma o assassinato pela BM, de um agricultor Sem Terra no momento da desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel, realizada hoje (21) pela Brigada Militar. O deputado está se dirigindo nesse momento para o local do conflito. Ontem, militantes da Via Campesina denúnciaram na CUT-RS que a polícia aplicou choques elétricos em militantes do MST em São Gabriel. O filho do deputado Federal Adão Pretto, Edegar Pretto,também está se deslocando para o local do conflito. Pelo visto Yeda criou dois fatos relevantes para desviar o foco da CPI e da corrupção de seu governo: o dos pedágios e agora o assassinato de um agricultor sem terra.

A preocupação de Ana assusta


Olhem qual é a preocupação da jornalista Ana Amélia Lemos sobre os novos índices de produtividade: Grifo pessoal. "A reação de lideranças rurais e políticas contra alteração nos índices de produtividade foi criticada por alguns setores que entendem que os novos índices, propostos pelo governo, não representam risco e que a maior parte das lavouras no país supera os percentuais de produção. Enxergaram só a floresta e não a árvore. O problema não é a produtividade. A questão é a interferência do Estado na liberdade do produtor, que pode perder a terra, sob esse manto legal. Breve, o governo poderá tentar resolver o déficit habitacional desapropriando campos de golfe e casas de praia que não cumprem função social."

Parece piada que em pleno século XXI alguém coloque os campos de golfe com prioridade num país como nosso, com tanta violência e desigualdade social. Só gostaria de saber se alguns campos de golfe e dezenas de mansões (casas) da qual ela se refere tem todas as matrículas legais, principalmente no nosso litoral guapo.

O dia em que a Terra Parou

FALA RAULLLLLLLL !!!

20 de ago. de 2009

Um bode para despistar

Os deputados do PT criticaram a decisão de Yeda Crusius de transferir para o governo federal os contratos firmados entre o Estado e as concessionárias que exploram as estradas gaúchas. O petista, Raul Pont, classificou a medida de estapafúrdia. “É inacreditável que o governo gaúcho transfira os contratos para a União junto com uma dívida de R$ 1,1 bilhão, que ninguém sabe como foi constituída. É mais um factóide criado para desviar a atenção da opinião pública das denúncias de corrupção”, apontou. Segundo Pont, nem os membros do Executivo mostram consenso a respeito da dívida alegada pelas concessionárias. “Um ex-diretor do Daer afirmou na CPI dos Pedágios que o valor era de R$ 600 milhões. Outro disse que não havia dívida. E agora o governo anuncia que é de R$ 1,1 bilhão e quer repassar a conta adiante “Os cálculos são verdadeiras trapaças, montados a partir da contratação de empresas do mesmo grupo das concessionárias e da total falta de controle do número de usuários das praças de pedágios”, enfatizou Pont. O anúncio desse fato relevante de Yeda é mais uma tentativa de Yeda e de seus aliados para tirar o foco da CPI da Corrupção. Podem apostar, a partir de amanhã não se fala mais em corrupção nesse Estado porque nossa mídia guapa estará muito ocupada (ahahahah) tratando de pedágios.

Abaixo Yeda diz no ítem D que não tem controle contábil da arrecadação das concessionárias mas no ítem I aponta um "severo" desequilibrio financeiro. Se não tem controle como pode afirmar isso ?




Quem tem medo de um índice ?

Há centenas de regiões do Brasil e vastas áreas no Rio Grande do Sul que se aplicados o novo índice de produtividade da terra seriam desapropriados imediatamente. O índice atual está completamente defasado e tem como base o censo agropecuário de 1975. Naquela época a mecanização nas grande glebas era mínima e hoje os latifundiários e ou especuladores de terra se agarram nesse indicador com tábua de salvação. O índice, assim como qualquer outro indicador, deve atualizado constantemente o que não era feito desde 1980, ou seja, quase 20 anos. Para a agricultura familiar não há o que temer e nem aquele proprietário de terras que faz cumprir a sua função social. Quem conhece o Brasil sabe que essa não é a regra e muitos utilizam a terra para trabalho escravo, especulação financeira e milhões de hectares caem nas mãos de empresas estrangeiras e espertalhões que veem para cá com projetos mirabolantes já rechaçados nos seus próprios países de origem. Ganham dinheiro rápido e fácil e deixam a terra destruída enquanto nosso povo tem que arrendar terras para plantar. A renovação do índice é uma antiga reivindicação dos movimentos sociais e uma das promessas do presidente de campanha de Lula no que diz respeito ao aceleramento do processo de reforma Agrária.

19 de ago. de 2009

A direita joga verde


Recebi na semana passada o artigo do secretário de relações internacionais do PT, Valter Pomar, sobre a possível saída da senadora Marina Silva do PT. Quero compartilhar o documento com vocês para que possamos entender às consequências da saída de Marina para a eleição presidêncial em 2010.

Não sei se a senadora Marina Silva já decidiu se fica ou sai do PT, se disputa ou não a presidência da República. Mas sua eventual candidatura já está sendo comemorada pela direita brasileira.

O troféu da babação foi para Danuza Leão, autora de um artigo intitulado “Quem tem medo da doutora Dilma” (Folha de S.Paulo, 16 de agosto). Segundo Danuza, “não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura (....) Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula (....) Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior (...) Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos pe tistas (....) Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que (...) Dilma Roussef passe para o segundo turno”.

De maneira menos boçal, variantes deste raciocínio foram matéria de capa da Época (“Marina embaralha o jogo eleitoral de 2010”), da IstoÉ (“o Brasil não é só PT e PSDB”), bem como de textos publicados em Veja (que ainda não deu capa) e outras publicações.

Os que comemoram, não acreditam e geralmente não desejam que Marina possa ser presidente; acham apenas que ela pode atrapalhar uma terceira vitória do PT. Ou seja: sua candidatura é vista como linha auxiliar do PSDB, mais ou menos como o Partido Verde se comporta em vários estados do Brasil.

Como ficaria mal falar isto de maneira explícita, a grande imprensa faz três movimentos diversionistas: a) apresenta Marina como candidata de quem “manteve viva a utopia”; b) destaca a importância de incluir o meio ambiente no debate presidencial; c) diz que o Brasil deve escapar da falsa polarização entre PT e PSDB.

A verdade é que a direita não se incomoda com a defesa das utopias e do meio ambiente, desde que essa defesa não se materialize em atos de governo. Por isso, dirão o que for necessário para impedir uma vitória do PT nas eleições de 2010, pois sabem muito bem que nesta quadra da história não haverá presidente de esquerda, nem defesa efetiva do meio ambiente, sem o Partido dos Trabalhadores.

Neste sentido, a crítica à “falsa polarização PT e PSDB” tem o mesmo objetivo daquele discurso que fala que não existem mais diferenças ideológicas: quem se beneficia de ambos é a direita, que opera nos marcos do senso comum e das personalidades, não precisando demarcar diferenças, nem construir organizações coletivas.

Infelizmente, existem setores do PT que alimentam este discurso. Por exemplo, não por coincidência, a senadora Marina Silva, que em artigo intitulado “Renda básica na política” (FSP, 9/2/ 2009) defende que PT e PSDB, que “têm sido as forças mais estáveis no comando do país”, se unam “pelo resgate da política e por meio de um alinhamento ético”. Política de alianças adotada no Acre, segundo consta.

Acontece que estes dois partidos organizam a disputa política brasileira, exatamente porque representam dois projetos nacionais opostos e contrapostos: o neoliberal e o democrático-popular. Não é a disputa entre PT e PSDB que cria esta contraposição; é esta contraposição na vida real (algo que nossos velhos chamavam de luta de classes) que se traduz na disputa política entre os dois partidos.

Que a disputa às vezes assuma formas mesquinhas, rebaixadas, pouco claras ou elegantes, é outro assunto. Mas enquanto aquela contradição de projetos for dominante na sociedade brasileira, enquanto petistas e tucanos representarem projetos opostos, não haverá aliança estratégica entre eles.

Neste sentido, quem tiver a ambição de construir uma terceira via entre PT e PSDB, viverá o mesmo dilema do PSOL em 2006: no segundo turno, dividir-se entre Alckmin e Lula. A direita sabe disto e joga verde apenas para colher serra. Motoserra.

Os frutos da copa

Os R$ 15 mil reais em diárias que o peemedebista Clóvis Acosta Fernandes, o "Gaúcho da Copa" levou do gabinete da governadora para "acompanhar" a Copa das Confederações na África do Sul deve ser mais uma piada de mal gosto desse bando que está no governo da tramparência. Nossos atletas amadores ou até mesmo os profissionais penam para conseguir patrocínio público e geralmente quando precisam disputar alguma competição fora daqui têm que mendigar apoio para juntar dinheiro para passagens e hospedagens. A justificativa para a liberação da bufunfa seria que o Gaúcho da Copa divulgaria o Estado do Rio Grande do Sul. Como assim cara-pálida ? se fosse uma comitiva política que fizesse contatos comerciais com empresas que trabalham com o turismo e ou empresas que estão engajadas nas obras da copa de lá eu até entenderia, mas pagar R$ 15 milhas para um cidadão desfilar fantasiado com uma roupa típica de um estado brasileiro, seis anos antes da copa que o Brasil sediará, não faz o menor fundamento.Espero que esse dinheiro seja ressarcido aos cofres públicos. Parece que o Rio Grande já está colhendo os frutos da Copa de 2014 (ahahahahahahha).

É muita treta



Essa é em homenagem ao nosso governo da tramparência

18 de ago. de 2009

Uma nova fase com mamãe

O ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública, Adão Paiani, acostumado a transitar livremente pelo Palácio Piratini e até bem pouco tempo desfrutar da confiança de Yeda, agora, prova de uma nova fase da sua relação com a mamãe (ahahahahah). Paiani como ouvidor da segurança pública sempre fez ouvidos de mercador e ignorava sistematicamente as denuncias de violência contra os movimentos sociais. A política do bate primeiro e pergunta depois do coronel Mendes sempre foi ignorada pelo ex-ouvidor, mesmo quando parlamentares e os movimentos sociais condenavam internacionalmente o comando da BM, coronel Mendes, que mandava sentar o cassetete a torto e a direito em professores, estudantes e agricultores.
Paiani agora prova um pouquinho da democracia do governo Yeda e da forma com que seus colaboradores tratam seus adversários políticos. Mesmo assim entendo ser ilegal a tal ordem que o chefe da Casa Civil, José Roberto Wenzel, teria dado ao determinar a proibição do acesso do cidadão Paiani no palácio (um local público). Principalmente se o cidadão foi em busca de informações de seu interesse, no caso dele na condição de advogado,exigindo cópia de uma sindicância pública sobre o uso do sistema de escutas Guardião para espionagem política e chantagem contra adversários do governo.