27 de ago. de 2009

Imagem do agricultor Elton no acampamento

Edegar Pretto, filho do falecido deputado Adão Pretto envia uma das últimas imagens registradas do agricultor sem-terra Eltom Brum da Silva. A imagem foi registrada num encontro com os agricultores acampados que estavam no acampamento. A imagem tem duas semanas, e segundo relatos, Elton era tímido e cuidava da segurança das crianças do acampamento. No ato da desocupação os homens fazem a primeira linha de proteção, tendo as mulheres no segundo círculo e por último as crianças do acampamento. Ao assumir a morte de Elton o PM deve saber o que fez.

Ato interreligioso marca o sétimo dia da morte de agricultor Sem Terra na Capital

Foi realizado hoje (27), às 17h, um ato interreligioso pelo sétimo dia da morte do agricultor sem-terra Elton Brum da Silva, assassinado pelas costas pela BM,com um tiro de arma de calibre 12, na operação de desocupação da fazenda Southall. O ato teve nicio na frente da Assembleia Legislativa, passou pelo Palácio Paratini e pelo Ministério Público Estadual. O ato foi organizado pela Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS e Pastorais Sociais.

BM diz que foi um soldado que matou

A Secretaria de Segurança e a BM emitiram nota agora hoje (27/ 10h30) afirmando que um PM assumiu o assassinato do agricultor Elton Brum. Segundo a versão, o PM teria saido em defesa de um colega e por isso fez o disparo pela costas do agricultor. Isso ainda vai fedeerrr ......

Big Fish


O novo subcomandante-geral da BM, coronel Calixtrato Barreto do Santos, substituto de Binsfield, noticiou que nas próximas 24 horas a Brigada Militar tem a meta de prender 2 mil pessoas, na chamada Operação Centauro. A pergunta que faço é se nessa "meta" também está a prisão do assassino do agricultor Elton Brum da Silva, fuzilado pelas costas com um tiro de arma de calibre 12, desferida pela na BM na operação de desocupação da fazenda Southall. Já está ficando insustentável a posição do comando-geral da BM sobre o assunto. Segundo um oficial da BM com quem conversei, a demora ao apresentar o assassino pode ser comparado ao de um peixe grande (BIG FISH), que quando fisgado, tenta lutar para não sair da água.

26 de ago. de 2009

Brigada Militar matou o homem errado


A Brigada Militar matou o homem errado em São Gabriel. A denúncia foi feita pelo presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, deputado Dionilso Marcon (PT), na sessão plenária desta quarta-feira (26). O parlamentar quer que a governadora Yeda Crusius e a Secretaria da Segurança Pública revelem aos gaúchos o nome do assassino de Elton Brum da Silva e também digam qual sem-terra deveria morrer no seu lugar, durante operação da BM, na Fazenda Southall, em São Grabriel, na sexta-feira (21). Marcon também contesta informações da BM sobre a falta de experiência dos policiais que estavam no local na hora do crime. “Não houve despreparo da corporação e o tiro não foi acidental. A ação foi planejada”, afirmou o deputado, ao esclarecer que Elton era natural de Canguçu e não de São Gabriel, como reproduziu a imprensa a partir das informações da BM. “Ele foi morto por engano. O sem-terra que deveria ter sido assassinado também é negro. Há uma lista de outras pessoas para serem mortas”, advertiu Marcon, que levará as denúncias ao Ministério Público Estadual. A demora em tornar público o nome do autor do tiro que matou Elton também indigna o deputado Raul Pont. “Não é possível ter um sistema de segurança que compactue com o assassinato”, frisou. Para ele, a cumplicidade, a omissão e a conivência da governadora Yeda Crusius com esse episódio é inaceitável. Raul Pont contrapôs a eficiência da BM para apurar os responsáveis pela morte do soldado ocorrida em 1990 na Praça da Matriz durante confronte entre BM e sem-terra com a ineficiência para apontar o assassino do sem-terra de 44 anos. “Naquela oportunidade, a BM teve estrutura, organização e efetivo para cercar o Paço Municipal e tomar depoimentos em busca do pretenso culpado. Agora, essa mesma corporação age com um corporativismo inaceitável. Não é possível ter um sistema de segurança que compactua com o assassinato”, ressalta Pont.

A crise da receita Federal

Do blog Diário Gauche : O comentário inicial lido por Mônica Waldvogel é vergonhoso, antijornalístico, desonesto, porque desmentido ao longo de todo o programa pelos três entrevistados convidados pelo programa. A Globonews perdeu o rumo.Os três convidados são unânimes em afirmar que a politização ocorreu na fase de Lina Vieira, não agora. Mônica atropela as conclusões da mesa redonda, desrespeita os telespectadores ao antecipar conclusões falsas. Principalmente sabendo-se que a abertura sempre é feita após o programa, com base nas conclusões levantadas.O presidente do Sindifisco denuncia o aparelhamento da Receita… por Lina. Mostra que o pedido de demissão coletiva dos antigos superintendentes foi apenas uma antecipação para demissões que ocorreriam. O advogado tributarista nega crise na Receita. Disse que está mais preocupado com as taxas de juros dos bancos e temas mais relevantes.Mônica tenta se socorrer do ex-Secretário da Receita Everardo Maciel, da gestão FHC, pedindo que confirme a politização. Everardo diz que a politização ocorreu com Lina e que agora não há ingerência política, porque é atribuição do Ministro definir o Secretário.Depois disso tudo, Mônica volta ao papo de que Mantega estaria pressionando para não apertar os grandes contribuintes. Os entrevistados negam. Everardo mostra que esse foco nos grandes contribuintes começou em sua gestão. Mônica diz que houve aumento na arrecadação dos grandes contribuintes na gestão Lina. Everardo desmonta com números.Mônica vem com a história da opção do regime de caixa pela Petrobras foi manipulação. Everardo é incisivo: a Petrobras está certa. O factóide criado foi para justificar a queda da arrecadação na gestão Lina - embora diga que a queda tem muitos fatores, entre os quais a crise.Mônica: se fosse tão clara a possibilidade de mudar o regime no meio do ano, não haveria tanta controvérsia.Everardo: a regra é clara e foi feita em 1999 justamente para enfrentar o problema da desvalorização cambial.Mônica: mas até agora a Receita está para soltar um parecer.Everardo e os demais: já foi feito, concordando com a Petrobras. Essa prática existe há muito tempo, não existe qualquer ilegalidade ou manobra contábil.Mônica, balbuciando: a lei foi feita. Houve então uma manipulação da opinião pública?Todos concordam com a cabeça.Aí ela deriva a entrevista para o caso Sarney, perguntando se é legítimo pressionar a Receita para abrandar a fiscalização.O presidente do Sindicato disse que é impossível essa pressão, que nunca essa informação correu na Receita. Disse que sempre trabalhou próximo à chefia da Receita, tanto no governo FHC e Lula, e nunca viu esse procedimento. O chefe da Receita conversa com políticos todos os dias. Mas esse tipo de ingerência é novidade para a gente.Everardo disse que se ocorreu, o momento certo seria na época em que foi feita. Se não fez, cometeu prevaricação.Conclusão final: Lina foi um desastre para a imagem da Receita e caberá a todos os funcionários trabalharem para o resgate de sua imagem.Assista o programa e depois volte à abertura.P.S.: Com uma oposição trapalhona dessas, a Dilma se elege no primeiro turno, em 2010.

Privatização da água no RS, Odebrecht ataca


Essa aí de cima é do blog do José Renato de São Luiz Gonzaga, que está afim de consultar o Pai Ambrósio e o Pai Arnapio pra ver se "tranca" a privataria da água em São Luiz. Aliás, esse tema está caindo de maduro pois o grupo Odebrecht espalha rapidamente seus tentáculos no RS e vende a idéia para os prefeitos de que o problema da água e do esgoto serão resolvidos num passe de mágica, claro, via iniciativa privada. Um dos belos exemplos de gestão pública de água e esgotos é o Semae de São Leopoldo e a nossa valente Corsan que resiste bravamente à gestão Tucana aos moldes do Detran.

25 de ago. de 2009

Marcon exige de Yeda que apresente o assassino de Sem Terra

Na sessão plenária desta terça-feira (25), o deputado Dionilso Marcon (PT) exigiu da governadora Yeda Crusius, da Secretaria de Segurança Pública e da Brigada Militar que apresentem o assassino do trabalhador sem terra, Elton Brum da Silva. O parlamentar também quer garantias do governo estadual de que esse crime seja, de fato, o último confronto do Estado com os trabalhadores. Por conta dessa morte ocorrida na sexta-feira (21), na Fazenda Southall, em São Gabriel, a criminalização dos movimentos sociais voltará à pauta da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. A audiência pública acontecerá às 9h30 do dia 9 de setembro, na Assembléia Legislativa.As declarações da promotora do Ministério Público de São Gabriel causaram revolta em Marcon. Lisiane Villagrande considerou “extremamente profissional” a ação da BM que resultou na execução de Elton. “Esse é o papel do Ministério Público?”, indagou. Ele também ficou indignado com a truculência da Brigada Militar que montou um forte aparato policial para dominar as pessoas c

O conceito de armas não letais

Peço ajuda aos universitários e aos especialistas para esclarecer qual o conceito de arma letal. Talvez até mesmo o Ministério Público Estadual poderia me dizer. Além de armas de caça, calibre 12, recheadas de chumbo, também a BM utiliza sabres — nas mãos dos brigadianos da foto acima —, tiradas no momento da desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel. Essas armas também não são letais ? Há relatos de que mais de 45 pessoas (crianças, mulheres e Homens com H) foram pisoteados pelos cavalos e e tiveram pernas e braços atingidos pelos sabres.

O pagode da vergonha

Há pelos menos 4 meses uma das ruas centrais da cidade de Porto Alegre está bloqueada por uma barraca que teria inicialmente a função de atender a campanha de vacinação de idosos. Desse tempo para cá pelo menos dois terços do tempo a tal barraca permanece fechada. De vez enquando é aberta para atividade relâmpago. Quem conhece o local sabe que a barraca bloquea o fluxo de que chega de carro ou de taxi ao Parlamento Gaúcho ou de quem precisa fazer um retorno. Imaginem se fosse uma barraca do MST, provavelmente, a mídia guapa estamparia na capa que o trânsito foi bloqueado, caos no centro, atrapalhando o transito, o direito de ir e vir etc.. Hoje o pagode corria solto na frente do Palácio Piratini com uma duzia de pessoas em plena terça feira 10h50min. A pagodeira foi organizadao pelo governo Yeda num tal projeto contra à violência, por ironia, três dias depois do assassinato de um agricultor sem-terra pela BM.

Metade omem

Por que foi a Brigada Militar que recolheu as escopetas calibre 12 na operação da BM em São Gabriel ? Deveria ser a Policia Civil e não a mesma BM que vitimou o agricultor sem terra Elton Brum da Silva. Mais um crime ? Isso é como deixar a raposa cuidando do galinheiro. É impossível que passados quase sete dias da morte de Elton a BM não saiba quem atirou. Se esperarmos pela investigação do comando-geral da BM , talvez daqui uns 45 dias, saberemos que foi uma espingarda de caça que matou Elton, e se depender da coragem desse omem-oficial, a mesma que teve ao matar uma pessoa pelas costas, a coisa vai demorar ainda mais. Quero saber se a Assembleia Legislativa vai se pronunciar sobre o tema, o MP já falou que foi tudo muito profissional, através da sua promotora local. Novamente a instituição BM serve de manto protetor para esse oficial que não merece o H na palavra homem. Conheço muitos praças e oficiais da BM e acho que eles também não gostariam que o brasão com a imagem do centauro (vigilância, sabedoria, bravura e proteção) sirva de escudo para quem comete um crime.

24 de ago. de 2009

Vigília em memória a Elton Brum da Silva

A Coordenação de Movimentos Sociais (CMS) anunciou hoje que realizará na próxima quinta-feira (27) uma vigília em memória ao sétimo dia do assassinato do agricultor sem terra Elton Brum da Silva. A concentração será em frente a Assembleia Legislativa a partir das 17h.

Lançamento do 15º Grito dos Excluídos


Com o objetivo de denunciar todas as formas de injustiças e de corrupção presentes na nossa sociedade ocorre amanhã (25) o lançamento do 15º Grito dos Excluídos. O ato de lançamento será na sala do Fórum Democrático da Assembléia Legislativa do RS, às 18:30h, após o painel constituído por Dom Alessandro Ruffinoni, Bispo responsável pelo Setor das Pastorais Sociais do Regional Sul 3 da CNBB; por Milton Viário, Presidente da Federação dos Metalúrgico do RS e Celso Woyciechowski, Presidente da CUT-RS. O Grito dos/as excluídos/as acontecerá, em Porto Alegre, no dia 04 de setembro. Como o lançamento será o primeiro ato público que reunirá representantes dos movimentos sociais após o assassinato do agricultor Elton Brum da Silva, em São Gabriel, o tema da criminalização dos movimentos será um dos pontos alto dos lançamento.

Perfil atrasado e conservador

Posso estar enganado, mas seguidamente ouço reclames do aumento do ingresso de servidores públicos com o perfil ultraconservador e de centro-direita nas carreiras públicas de Estado. Não que isso seja novidade, no entanto, quando esse servidor público tem o poder de decidir sobre a vida, o futuro de uma pessoal ou de um grupo e toma uma decisão baseada nessa bagagem cultural, carregando preconceitos de uma elite atrasada, me faz pensar se dentro dos milhares de cargos abertos — que jaziam extintos na era FHC — pelo governo Lula, isso seria regra ou exceção. Sei que no caso da magistratura ou do MP a "origem" sempre teve peso. A fulana é filha de desembargador, o fulano é filho de juiz, o beltrano é neto do fomoso advogado, etc. Digo isso porque não me conformo com a relação que a promotora Lisiane Villagrande nutriu ao longo dos anos com os latifundiários da região de São Gabriel. As declarações sobre o “ profissionalismo” da Brigada Militar que determinou o assassinato de Elton Brum da Silva, 44 anos, me causa repulsa. Espero que além da investigação da morte de Elton, também a ação da promotora seja investigada, para o bem do MP Estadual.

23 de ago. de 2009

Viva a democracia

Venceu mais uma vez a democracia ao dizer um sonoro Não (18.212 votos) na consulta pública sobre a construção de prédios residenciais na área do antigo Estaleiro, na zona sul de Porto Alegre. Mesmo que o percentual tenha sido pequeno (22.619 eleitores) isso mostra que a sociedade tem sim o interesse em discutir temas de interesse público, temas coletivos que para muitos, deveriam ser resolvidos (negociados) numa reunião de executivos, com uma bela vista para o guaíba. Quem sabe a gente pode começar a discutir, por exemplo, o tema dos pedágios através desse intrumento ? Viva a democracia, com Sarney e Yeda no pacote.

Vote Não ao Projeto Pontal do Estaleiro

22 de ago. de 2009

Mais cabeças !

Será que só a cabeça do subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Lauro Binsfeld é que vai rolar ? Na quarta-feira, Binsfeld disse em entrevista que não havia pressa para executar a ordem de despejo porque queria fazer o serviço "bem feito". Mas a responsabilidade também é do comandante-geral da BM, João Carlos Trindade e do Ministério Público que até agora não abriu a boca, aliás, abriu, mas para falar M..... Agora o comandante-geral pede calma, imaginem se tivesse sido um brigadiano morto ? A essa hora centenas de colonos já estariam enjaulados e os jornais e tvs guapas já teriam dado a sentença condenatória ao MST. A transmissão do velório seria com honras e por dezenas de anos a morte seria lembrada, como fizeram com o PM Valdeci, usando de forma vergonhosa a sua imagem para fins politico-partidários. Quem é o oficial que matou o agricultor Elton ? Porque não revelam logo ?Enquanto isso persistir a coisa tende a piorar no RS.

BM matou dois ligados aos movimentos desde 2005


O gradativo aumento da violência da Brigada Militar, ao longo dos anos, culminou com o assassinato de dois trabalhadores ligados aos movimentos sociais desde 2005 . Além da BM ter executado pelas costas ontem (21) o agricultor sem-terra Elton Brun da Silva, também não podemos esquecer que em 2005 o sindicalista Jair Costa foi estrangulado (foto) por PMs — governo Rigotto (PMDB)— ,quando participava de uma manifestação contra o desemprego do setor coureiro-calçadista, em Sapiranga. De lá para cá, confrontos entre trabalhadores e policiais são cada vez mais comuns e violentos. No ano passado, com o arrocho do funcionalismo, o desmantelamento das políticas sociais e dos serviços públicos, sobrou apenas a última barreira da direita: a violência de Estado. Estimulado pela mídia guapa um midiatico coronel colocou anos de experiência de seus serviços prestados à época da Ditadura para bater, bater, bater e bater. Agora, mais um cadáver, reflexo da orientação política direta da governadora Yeda Crusius, do PSDB. Yeda é também culpada pela morte desse agricultor pois passados três anos de seu catastrófico mandato, acabou a política agrária e não assentou um única família Sem Terra. Se a situação política de Yeda já era insustentável devido a corrupção, agora, tendo um cadáver de um agricultor no colo e a revolta dos movimentos sociais, sua vida não será nada fácil daqui para diante.

21 de ago. de 2009

Silêncio na mídia, onde está a fita ?

Chega ser insurdecedor o silêncio da mídia nacional e blogs locais-oficiais sobre o assassinato do agricultor sem terra Elton Brum da Silva em São Gabriel. Medo ? não ! Como Elton pôde ter sido fuzilado pelas costas ? Quem Fez ? Como o MP não viu nada ? Filmaram ? Sim ! Onde está a fita ? Todas as ações da BM são registradas filmadas e fotografadas por P2s. O comando da BM pode responder e logo..

NOTA PÚBLICA MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas;

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães;

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força;

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina;

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais;

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional;

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal;

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!
Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra