8 de abr. de 2010

Selo Fiscal para Vinho


O ministro da Fazenda, Guido Mantega oficializa hoje (08), na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o selo fiscal do vinho gaúcho. A decisão, segundo o governo, deverá garantir mais qualidade ao produto local e coibir a informalidade do setor (leia-se contrabando). O selo era uma reivindicação das entidades vitivinicultoras do Estad, no entanto, muitas empresas familiares estão apavoradas com a decisão e entendem que o selo inviabilizará a produção artesanal.

O deputado Dionilso Marcon (PT) juntamente com o diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, senhor Silvio Porto, estiveram reunidos para discutir o tema, na comunidade de Faria Lemos, na vinícola Cristofoli, pertencente ao município de Bento Gonçalves, com representantes da União Brasileira das Vinícolas Familiares de Pequenos Produtores – Uvifam e com a participação de outras entidades do setor.

Silvio Porto defendeu o selo e entende que a ferramenta ajudará no combate ao contrabando de vinhos em nossas fronteiras, que se presume estar na ordem de 13 a 15 milhões de garrafas/ano. No entanto, Porto afirmou que o governo está aberto a receber sugestões para aprimorar o instrumento, garantindo que os pequenos produtores de vinho possam se adequar as novas exigências.

Para Silvio Porto um dos maiores problemas do setor está na carga tributária estadual. Silvio Porto destaca que o Rio grande do Sul possui um tributo de 17% sobre o vinho, enquanto que o Estado do Paraná, por exemplo, pratica alíquota zero, e nosso vizinho estado de Santa Catarina trabalha com o percentual de 6%. Segundo ele, é fundamental que o setor reivindique ao governo do Estado a equiparação com as alíquotas dos estados vizinhos para que o vinho gaúcho possa ter competitividade.

O Diretor da Conab também alertou para que o setor fique atento para a execução dos antigos acordos internacionais firmados entre os países do MERCOSUL na década passada. Segundo ele, esses acordos não colocaram travas para proteger o setor vitivinícola brasileiro e podem prejudicar em muito a cadeia produtiva. Contudo, o governo federal está elaborando políticas a longo prazo, estimulando os produtores de uva a destilar parte da safra 2010, transformando-a em álcool vínico. Segundo ele, em 2011, esse produto pode utilizado para a fazer a correção do teor alcoólico do vinho, dispensando o uso de açúcar de cana e garantindo que o pagamento do preço mínimo do produto.

Quem quer tudo fica sem nada

O PSB está isolado politicamente. Como o PC do B estará junto com o PT na candidatura de Tarso Genro e o PP estará com o PSDB de Yeda, e o PTB vai com os DEMOS, resta a o deputado federal Beto Albuquerque apenas o suicídio político se concorrer sozinho ou renovar suas antigas alianças com a Frente Popular. Acredito que a base do PSB não pretende se imolar em 2010.

Racha no PP

Alguns deputados estaduais do PP gaúcho, acostumados a negociar o apoio ao governo na Assembleia diretamente com o governo Yeda criaram um racha eno partido e entre as bancadas estadual e federal. O líder da bancada, João Fischer, quer fechar logo o acordo com o PSDB, mas apena na cabeça de chapa (governo do Estado), no entanto, nota assinada pelos deputados federais Afonso Hamm, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze, Renato Molling e Vilson Covatti exige a coligação em todos os níveis da eleição estadual. Nesse complicado jogo do xadrez político o pavor do PSDB tem fundamento, pois ao se coligar na proporcional, provavelmente reduzirá o tamanho da bancada tucana na Câmara. Eu assino embaixo da nota dos deputados federais (ahhahahaahah)

7 de abr. de 2010

De João Pedro Stédile para Luis Nassif

Estimado Luis Nassif,

tenho lido com alguma frequência seus artigos e cumprimento por sua clareza, determinação e coragem. Vi um comentário recente (em http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/28/sobre-manifestacoes-e-estrategias-politicas/ ), que faz referência a declarações que eu teria dado ao Zero Hora, de Porto Alegre, fazendo uma suposta autocrítica sobre as ocupações de terra.

Infelizmente, o jornalista charlatão me fez uma longa entrevista de mais de uma hora, e depois editou de acordo com os interesses de seus patrões. Mas gostaria de esclarecer o sentido das minhas respostas para você e seus leitores.

No atual período histórico, disse e reafirmo, não está mais em disputa apenas os interesses dos pobres sem-terra e dos latifundiários, que se apropriaram de grandes extensões de terras públicas mantidas ociosas como reserva de valor.

Estamos num novo período histórico, determinado pelo avanço do capitalismo internacional e financeiro sobre a agricultura brasileira, que leva a uma disputa entre dois projetos socioeconômicos para organizar a produção agrícola.

De um lado, os latifundiários “modernizados” (em geral, propriedades acima de 500 hectares), que construíram uma aliança com as empresas transnacionais, fornecedoras de insumos, sementes e compradoras da produção. Dessa forma, impõem o preço e controlam o mercado externo, a quem se destinam as chamadas commodities.

Esse modelo se chama de agronegócio, que se caracteriza pela necessidade de concentrar a propriedade da terra para aumentar cada vez mais a sua escala.

Expulsa o povo do interior para as grandes cidades, porque não oferece oportunidades de trabalho suficientes aos trabalhadores rurais.

É agressor do ambiente, pois o monocultivo destrói todas as outras formas de vida vegetal e animal, e só consegue produzir com elevado uso de venenos agrícolas. Daí porque o Brasil se transformou no maior consumidor mundial de agrotóxicos do mundo – que são, aliás, produzidos por empresas transnacionais.

Do outro lado, temos a agricultura familiar, que prioriza o mercado interno, com a produção de alimentos sadios, por meio de práticas agrícolas em equilíbrio com a natureza, com agricultura diversificada e que demanda muita mão-de-obra.

No outro ciclo histórico, a ocupação de terras era a principal forma de luta. Era suficiente para enfrentar o latifúndio e abrir um processo de democratização da propriedade da terra. E foi com essa prática que o MST nasceu.

Agora a ocupação de terras é insuficiente para enfrentar o modelo do agronegócio. Por isso, além das ocupações, o MST deve desenvolver novas formas de luta, que envolvam todos os camponeses e outros setores da sociedade interessados em mudar esse modelo de exploração agrícola, que agride o ambiente e produz alimentos contaminados.

Ou seja, nas regiões do país em que ainda existem muitos latifúndios improdutivos e trabalhadores sem-terra, certamente a ocupação continuará sendo a principal forma de luta – que vem acontecendo, inclusive, independente da existência do MST -, implementada por diversos movimentos sociais ou como reação à pobreza de comunidades rurais.

No geral, além das ocupações, devemos desenvolver novas formas de luta, para conscientizar a sociedade das perversidades do agronegócio e suas conseqüências para o nosso povo e para toda a sociedade.

Certo de sua atenção, receba um forte abraço

Culpa do LULA e da Dilma: Classe A/B e C se expandem

Pesquisa anual da Cetelem-Ipsos, confirma a mobilidade social do povo brasilieiro nos últimos cinco anos. Nesse tempo (culpa du Lula) a classe D/E perdeu 27 milhões para a C. Essa camada social agora é formada por 93 milhões de pessoas. Também as classes A/B cresceram de 15% para 16%, enquanto as D/E encolheram (de 40% para 35%). Foram 30 milhões de brasileiros e brasileiras que ascenderam devido as políticas sociais e econômicas do governo Lula,/Dilma tais como: bolsa-familia, Fome Zero, Prouni, a criação de 12 Universidades Federais, redução da carga de impostos para a classe média e é claro muita geração de emprego. Isso é culpa do Lula, isso é culpa do PT

6 de abr. de 2010

Pra vc

Yeda aponta latrocínio

Ao se manifestar sobre a crise entre o Ministério Público e a Polícia Civil no caso do assassinato de Eliseu Santos a governadora Yeda Crusius comprou a tese do latrocínio antes mesmo de que o caso fique totalmente apurado. Ela reiterou seu total apoio às investigações da Polícia Civil. Segundo o que o ex-deputado Marcos Rolim publicou no seu twitter, essa relação de Yeda com a Policia Civil sempre foi mal explicada ou simplesmente não explicada pelo uso do sistema Guardião e do aparato de segurança do Estado para espionar adversários políticos do governo (denúncia que envolveu diretamente o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied.

O terrenão da Fase

O governo Tucano de Yeda já está de olho na copa do mundo (ahahahahha). Já tramita na Assembleia Legislativa o projeto que prevê a permuta de uma área de 73,56 hectares da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) pela construção de nove unidades descentralizadas da Fase. Para quem não conhece o local, ele situa-se no lado oposto ao estádio Beira-Rio e é praticamente uma mina de ouro no mercado da construção civil. Segundo o deputado Raul Pont (PT) no projeto falta informação sobre o valor do imóvel e a não definição de onde serão construídas as unidades descentralizadas.

No local, segundo informações, está prevista a construção de um hotel de luxo, centros comerciais e milhares de vagas de estacionamento. O valor dessa área vale muito mais que a construção de apenas nove casas para os internos. Cabe aos funcionários da Fase se mobilizarem para que o governo Yeda não troque ouro por espelho, numa versão tucana que quem perde é o Estado e não governo.

5 de abr. de 2010

A derradeira fase de Yeda

Segundo pesquisa do Datafolha, o índice de aprovação do govenro Yeda passou de 12 % para 22%, e a rejeição, que era de 50% baixou para 42%. Assim como o caso Eliseu Santos, os casos de corrupção no governo Yeda sempre foram colocados em segundo plano pelo PIG, e nem foi a oposição, leia-se PT, responsável pelas denúncias, mas pelos próprios membros do seu governo.


Além dos três anos de estagnação econômica e de discursos de crise, que fez até o presidente da Fiergs puxar as orelhas de integrantes do governo tucano por passar uma imagem do estado muito negativa , a mídia guasca cansou de criar novas fases para o governo Yeda após sucessivas denuncias de corrupção. A troca de dezenas de secretários e a falta de compromissos com suas promessas de campanha fez com o governo Tucano chegasse ao patamar de 55% de rejeição da população. O abandono da saúde, da segurança pública e da educação foram sentidos pela população, no Estado campeão em homicídios e outros delitos graves.

Nesta nova e derradeira fase de Yeda, a governadora pretende gastar R$ 1 bilhão de reais do Fundo Previdenciário do funcionalismo em menos de 12 meses. Assim como no governo Britto (ex-PMDB) a tucana destinará a maior parte desses recursos para as empreiteiras, garantindo canteiros de obras (que não vai terminar), abandonando de vez o discurso de déficit zero. Na Assembleia , após três anos sem reajuste para os servidores públicos, Yeda forçou ao máximo em garantir reajustes para servidores, inclusive oferecendo em quatro anos apenas 6% para os professores e 12 % para os praças da BM.

O PIG vai ajudar Yeda, vai bombar aliança entre o PSDB e o PP no estado, garantindo palanque para Serra e um discurso para os programas de rádio e TV. Para o PIG guasca interessa a representação política na Assembleia, na Câmara e o grande sonho,: deixar o PT de fora do segundo turno no Estado e garantir uma representante do PIG no Senado.

4 de abr. de 2010

Balada IV : David Guetta - When Love Takes Over (Feat.Kelly Rowland)

Balada III: AlexUnderBase - Privacy (Official Music Video) HD


BALADA II : MOBY: GO



Balada: Edward Maya ft Alicia-Stereo Love

Detalhes "esquecidos" do debate de 89

Nem sabão de glicerina é neutro nessa terra

Quem aqui já não brincou numa festa de amigo secreto e ao falar sobre ele diz tudo ao contrário das caracteristicas pessoais do presenteado até que os participantes descubram o seu nome ? Pois bem, é mais ou menos assim que ocorre na nossa querida mídia nacional e guasca. Hoje (04/03), na pagina 11 o grupo RBS lançou o editorial "Compromisso com a Transparência" onde o grupo orienta seus colaboradores e avisa seus eleitores do seu compromisso com a [....neutralidade perseguida pelo Grupo na cobertura de uma eleição....], além de publicar "Normas para a cobertura eleitoral".

Ocorre que aqui nessa terra nem sabão de glicerina é neutro, muito menos um grupo de mídia com tentáculos e intéresses financeiros, tanto na iniciativa privada, quanto na esfera pública, por interesses em projetos, legislação e longooss financiamentos s dos governos Federal e e Estadual. O grupo Gávea investimentos, por exemplo, é um dos sócios do grupo RBS, e tem como um dos seus maiores acionistas o senhor Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central de FHC), assim como tem no Conselho de adminsitração do grupo o senhor Pedro Parente, membro destacado do governo Fernando Henrique, primeiro como ministro-chefe da Casa Civil e, no final do segundo mandato, como comandante do ministério do apagão.

Sobre a "cobertura" ser isenta, isso nem precisaria escrever, deveria ser uma obrigação, mas chama a atenção que já página ao lado "coincidentemente" há um artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o título "Hora de união" , em que FHC rechea os parágrafos com testes desabonadoras para Dilma Rousseff, dando a entender que será autoritária e que o partido terá o controle do Estado. Ao final, FHC chama voto para Serra e a união das oposições (?????) para: [....conduzir-nos para uma vitória que nos dê esperança de dias melhores. Tenho certeza de que não nos decepcionarão.]

Bem ! Se esse artigo não é propaganda eleitoral antecipada então eu não sei o que isso significa. O grupo se resguarda da propoganda escamoteada no artigo de FHC no último item de suas normas internas: 15) Durante o período eleitoral (5 de julho a 31 de outubro de 2010), os veículos da RBS devem se abster de publicar artigos que caracterizem propaganda de candidatos ou partidos.

Enquanto 5 de julho não vem FHC pode fazer propaganda para Serra e pregando a união da tal oposição (PIG+DEMOS+PSDB+PFL) nos editoriais que publica mensalmente nos grandes-pequenos jornais nacionais.

Eta transparência embaçada a dessa turma do PIG

2 de abr. de 2010

A agricultura familiar precisa de ajuda


Ainda no ano passado nos deparamos com os claros sinais de mudanças irreversíveis no clima de nosso planeta. Tornados, tempestades, enchentes, estiagens, chuvas de granizo, calores e frios intensos fizeram sofrer nossos agricultores, em especial no Rio Grande do Sul. Diante desse fato, se faz urgente à necessidade de criar um conjunto de políticas públicas para adequação da produção de alimentos às mudanças climáticas, visando a proteção aos nossos produtores, responsáveis direitos pela preservação do meio ambiente, da água, do solo e ar que respiramos.

Uma iniciativa fantástica do governo Lula (sempre ele) é o projeto que estabelece que nosso agricultor e a nossa agricultora recebam uma remuneração mensal pelo trabalho diário de preservar o meio ambiente em suas terras, evitando o agravamento do aquecimento da terra e do efeito estufa. A iniciativa tramita no Congresso Nacional com o número PL-5487/2009 Instituindo a Política Nacional dos Serviços Ambientais e o Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais. Na prática, os agricultores vão receber para preservar nossas matas nativas, fontes, sementes crioulas e reservas naturais.

Nesta semana o Movimento dos Pequenos Agricultores e o MST entraram em campo na defesa da agricultura familiar, daqueles que produzem e colocam a comida na mesa dos trabalhadores. Eles exigem a mudança da legislação sanitária que hoje protege e privilegia a grande indústria de alimentos e o agronegócio, impedindo que os pequenos possam vender seus produtos diretamente nas feiras, nas cidades e nas casas comerciais. O fim dessas barreiras geográficas municipais será fundamental para que nossos pequenos agricultores possam comercializar seus produtos em qualquer lugar do país, respeitando padrões de higiene e sanitários estipulados por critérios atuais do SIM, SISPOA ou SIF.

No entanto, essas normas hoje, impedem que nosso agricultor possa vender sues produtos em outros municípios. Essa mesma fiscalização é omissa com os produtos do agronégocio — geralmente recheados de venenos, anabolizantes e produtos químicos — mas tem a mão pesada sobre os pequenos agricultores. Não é novidade fiscais sanitários apreenderem e destruirem queijos, conservas e embutidos dos pequenos agricultores pelo simples fato de haver uma legislação atrasada que faz com que o mesmo produto consumido numa cidade está proibido de ser vendido na localidade vizinha apenas pela falta de um simples. Essa legislação sanitária ignora que essas famílias de pequenos agricultores há mais de 100 anos já industrializavam e vendiam seus produtos, de forma limpa, saudável e nutritiva.

Isso tudo vem ao encontro da retomada e da volta do homem para o campo, mas para isso é fundamental desenvolver a agroindústria familiar, gerando emprego e renda e é claro fazendo reforma agrária. Para evitar o abandono do campo nosso pequeno agricultor precisa ter apoio dos governos para renegociar suas dívidas, precisa de muita assitência técnica, de estradas decentes para escoar sua produção e financiamento. Isso evitará a sua descapitalização e o conseqüente empobrecimento do nosso agricultor, que ao longo dos sete anos do governo Lula, ainda precisa honrar seus compromissos vendendo parte de suas terras ou de seus bens.

Combate a Desigualdade Social, o MST e a reforma agrária no Brasil

Nesta segunda-feira, dia 05 de Abril, haverá o lançamento do livro Combate a Desigualdade Social, o MST e a reforma agrária no Brasil. O ato ocorrerá às 19 horas, no plenarinho da Assembleia Legislativa. O material foi organizado pelo cientista político Miguel Carter, que é pesquisador e professor da American University, em Washington, DC. O livro tem o apoio do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural - NEAD, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, da Comissão Pastoral da Terra – CPT e do presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia, deputado Dionilso Marcon (PT).

A defesa da reforma agrária no país, leia-se agricultura familiar, também é defendida pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), orgão Federal que coleta e produz estatísticas. Segundo o Ipea, ampliar a reforma agrária e aumentar os investimentos na agricultura familiar são formas de reduzir as desigualdades sociais e econômicas no campo. O inédito Censo da Agricultura Familiar também aponta para o mesmo caminho, e vai mais longe ao identificar que mesmo usando apenas 24 % da área do país, a agricultura familiar responde pela maior parte da produção de alimentos, equanto que o agronegócio, com mais de dois terços da área das terras brasileiras, pouco ou quase nada contribui para a alimentação do trabalhador brasileiro

1 de abr. de 2010

Só o PMDB pode barrar a CPI do caso Eliseu

Para uma polícia que possui mais de 1 milhão de inquéritos parados, a rapidez com que a Polícia Civil "desvendou" o assassinato do ex-secretário Eliseu Santos deixaria até mesmo Sherlock Holmes satisfeito. De cara a PIG guasca encampou a tese do latrocínio vendida pela PC. Tão rápida que no domingo, dois dias após Eliseu ser silenciado, pelo menos um jornal abria duas páginas "prevenindo" a população contra possíveis assaltos à noite e dando dicas de "segurança".

O que está se vendo é que a história é bem diferente e que, segundo investigação de dois promotores do Ministério Público, Eliseu Santos foi morto num crime de encomenda. Segundo depoimento do próprio Eliseu na Câmara de Vereadores, ainda no ano passado, dois homens pararam de moto ao seu lado e um deles disse que ele ia morrer porque estava perseguindo o seu pessoal (?????). O estranho é que a Policia desconsiderou esse depoimento feito na Câmara de Vereadores no dia 18 de maio de 2009, onde revelou essa ameaça de morte.

Um dos donos da empresa Reação, que prestava segurança na Secretaria da Saúde, também compareceu à Câmara, e reafirmou que supostamente sofria pressão para pagar propina ao secretário ou algum preposto dele, no entanto, o PMDB abafou a tentativa da oposição de abrir uma CPI para investigar denúncias de propina na Secretaria Municipal de Saúde no governo de José Fogaça (PMDB)

Vamos ver o que será feito pela base de Fogaça para impedir que a CPI não saia na Câmara de Vereadores. Num Estado, dito politizado, a CPI já teria ocorrido há muito tempo.

É 1º de abril, mas é tudo verdade

Parece piada de 1º de abril que o governo tucano tenha enviado ao Poder Legislativo gaúcho uma proposta vergonhosa de apenas 6% de reajuste aos professores como forma de recomposição salarial dos últimos quatro anos. Segundo o governo Yeda e seus aliados (PMDB, PTB, PP, PPS) o impacto nas contas públicas será de R$ 254 milhões até ao final de 2011. Enquanto isso os nababos do judiciário e os roliços oficiais da BM embolsarão mensalmente uma pequena bolada que pode chegar a 24 mil reais mensais. Os juízes ganharão até R$ 3 mil a mais nos seus contra-cheques e o magistério receberá um aumento de R$ 16 no vencimento básico, lamentou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.

Coincidentemente esse "gasto" com os professores, como gosta de chamar o governo Yeda, é quase o mesmo valor que Yeda "investiu" anualmente na grande mídia em forma de publicidade com o seu governo. E se somarmos o "investimento" de Yeda para sustentar politicamente o seu desastrado governo via mídia juntametne com os valores desviados do Detran, chegaremos ao mesm patamar do tal impacto financeiro.


O líder do governo Yeda, o deputado Adilson Troca (PSDB), disse que não era Silvio Santos para sair distribuindo dinheiro para todo mundo. Nesse quesito o deputado tucano tem razão, o governo Yeda só deu para as elites, para os poderosos. Para o magistério e os praças da BM foram apenas as migalhas, e depois não sabem porque o Rio Grande cresce ano-a-ano como rabo de cavalo: para baixo
O pior é que hoje é 1º de abril, o dia da mentira, mas tudo isso é a pura verdade.

31 de mar. de 2010

Yeda tem espírito de classe

Não dá pra dizer que Yeda e seus aliados não tenham espírito de classe. Quem não se lembra do discurso do défict zero do governo Yeda, que além de insistir no tarifaço de impostos por duas vezes, e simplesmente imobilizar a máquina pública por falta de investimento, agora, faz grandes anuncios midíáticos de obras (que ainda nem sairam do papel) e até ressucitaram o terreno da Ford, numa clara tentativa de marcar posição com o PT.

A farta distribuição de gordos reajustes para os maiores salários do Estado demostra que Yeda tem lado, e não é o nosso (ahahahhaha). Ela precisa dar mais para que não precisa, aumentando o desequilíbrio ente o maior e o menor salário, Mas isso não importa, são seus aliados e assim contará com o apoio das elites .

Enquanto isso, trava-se na Assembleia uma guerra entre oposição e governo para que professores e praças da Brigada recebam valores superiores aos 8% de recomposição propostos pelo PSDB neste quatro anos de governo . Enquanto isso, roliços coroneis e outros oficiais da BM terão 19%, além de RETROATIVOS, garantido um 15º e, com certeza, um 16 º salário para quem já ganha muito. Nesse trenzinho da alegria guasca, procuradores e desembargadores abocanharam mais R$ 2.000,00 passando de 22.111,00 para 24.117,00. Juizes e promotores também tiveram um reajuste real de R$ 1500,00 elevando de R$ 16.119,00 para R$ 17.582,00.

Mas isso não atrapalha o movimento nas cocheiras do PIG guasca, que terá muitos puros-sangue no páreo nestas eleições. Eles receberão cavalares injeções de anabolizantes da mídia, tendo como único objetivo deixar o PT de fora, tanto do segundo turno para o governo quanto na vaga do Senado. O acerto foi feito !
Charge : IOTTI- ZH/31/03/2010