A Associação de Proteção Animal(AIMPA) de Imbé está passando por dificuldades. A prefeitura não mais ajudará com recursos financeiros para os animais. A presidente VIRNA está desesperada, necessitando de doação de ração para os 200 animais abrigados na entidade. Sem a ajuda de doadores voluntários essa entidade fechará. Quem poder ajudar pode entrar em contato pelo telefone (51) 9748-2679 que a Virna dará maiores informações.
28 de set. de 2010
Reta final: ouvir o eleitor
A semana final é o momento mais critico de uma campanha, tanto para a militância, quanto para os candidatos. No entanto, é nesse momento que precisamos de muita mobilização, principalmente buscando o voto dos indecisos e daqueles que querem até mesmo anular o seu voto. Não ache que é perda de tempo ouvir uma pessoa dizendo que vai anular o seu voto, que odeia políticos, que nada funciona e que ninguém presta. Deixa o homem falar, descarregar, e depois coloque seus argumentos, e temos muitos para eleger Tarso, Dilma, Paim, Abgail e nossos parlamentares.
Nas minhas andanças pelo Rio Grande tenho visto que muitas pessoas ainda estão indecisas, principalmente às mulheres, que são mais resistentes a eleger uma mulher presidenta da república. Tenho visto também muitos professores estaduais que me disseram inicialmente que vão votar em branco e que estão desencantados com a política.
Entendo que temos um compromisso nesta semana de buscar o voto para nossos candidatos, mas também de ouvir o eleitor e a eleitora, numa espécie de divã militante, numa forma respeitosa e inteligente de buscar o voto daqueles que andam desencantados com a política.
27 de set. de 2010
Paim dá sinal à esquerda e começa a ultrapassagem
Eu disse neste espaço que Paim vai ultrapassar Ana Ana Amélia até quarta-feira, vésperas das eleições, e que Abgail vai crescer ainda mais. Aliás, Abgail vai ultrapassar a casa dos vinte pontos e pode encostar em Rigotto no domingo, se ele despencar ainda mais (aahhahha). A vitória de Paim, e porque não dizer também de Abgail (um nova liderança que surge), se deve ao acerto preciso (num segundo momento) da campanha, que fez colar a dobradinha dos dois candidatos da União Popular pelo Rio Grande, evitando que o segundo voto fosse para a A.Mélia e Sr. Botox, Ops, Rigotto.
Outro fator decisivo para o crescimento de Paim é que a população sabe que ele tem posição clara em defesa dos trabalhadores, e conta com o apoio esmagador da militância, de Lula, Dilma, Tarso e da classe da trabalhadora, que sabe quem a representa no Congresso Nacional.
26 de set. de 2010
Transito: até quando vai essa carnificina ?
Hoje (26) passei no local do acidente, em Bento Gonçalves (distrito de Faria Lemos), onde um caminhão se perdeu numa curva. Parece que o veículo já nao tinha mais freios quando bateu e massacrou uma familia inteira num outro veículo e o próprio motorista do caminhão. O lugar era desolador, e a carga viva, já destroçada, estava toda espalhada, com milhares de pintinhos esmagados e alguns ainda vivos gritando por socorro, 24 horas depois do acidente. O motorista do caminhão, segundo colegas de profissão, afirmaram que provavelmente seu colega já não tinha mais freios no momento do impacto, pois naquela descida, se não dosar a pressão na frenagem, liberando e pressionando os freios na hora certa, pode acelerar a desintegração das balacas, ocasionado a perda total do freio no final da descida.
Na realidade, dirigir um caminhão é um arte que exige muita técnica, conhecimento e equipamentos em perfeita manutenção. Muitas pessoas acham que frear um caminhão é como frear um carro, ledo engano. Meu pai, por muito tempo foi motorista de caminhão e pude aprender um pouco com ele sobre essa bela profissão e um pouco das habilidades dos caminhoneiros. Um caminhão é como um navio, ela não pára no momento da frenagem e se desloca ainda por dezenas de metros, e se tiver carga total ( de 13 mil a 27 mil quilos), exige ainda mais perícia. Hoje, a maioria dos profissionais que operam caminhões de transportadoras possuem alto grau de especialização e técnica, no entanto, esse não é o caso de milhares de motoristas que transistam por ai em nossas estradas. Assisto também caminhões em péssimo estado de conservação, ou que já deveriam ter sido substituídos há muito tempo, ou motoristas que acham que seu caminhão é um tanque de guerra e que você é um inimigo.
Lamentavelmente hoje (26), como se isso tudo não bastasse, passei por outro triste acidente, com duas carretas destruídas na RS-470 entre os municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves. Depois descobri que na realidade foi um veículo que havia se perdido na curva e batido em um desses caminhões, ocasionado a carambola das carretas, e que vitimou na hora o motorista do carro.
Entendo que os gaúchos terão que fazer um reflexão sobre esse tema e buscar uma solução para esse verdadeiro massacre que ocorre diariamente em nossas péssimas estradas gaúchas (na maioria de pista simples, mal sinalizadas e esburacadas)
Entendo que os gaúchos terão que fazer um reflexão sobre esse tema e buscar uma solução para esse verdadeiro massacre que ocorre diariamente em nossas péssimas estradas gaúchas (na maioria de pista simples, mal sinalizadas e esburacadas)
25 de set. de 2010
Fauna Política: a Raposa, a traira, os tucanos, os porcos e a arapuca
Não pensem que Pedro Simon, a velha raposa da política nacional, abriu o seu coração e seu voto para a ecotraira Marina Silva porque ela uma santa ecológica, o avatar tupiniquim. Quando o vice de Marina veio ao RS no 20 de setembro e discursou dizendo que Marina ia para o segundo turno, para mim, ali estava armada a verdadeira arapuca da direitalha nacional contra Dilma e os trabalhadores brasileiros.
Serra não crescerá mais e já estagnou, dentro da margem de erro. No entanto, Marina tem potencial de crescimento pois está abençoada pelo PIG e pelos tucanos. A ecotraira sabe que a sua candidatura não vai para o segundo turno, mas a ideia não é essa. A estratégia do PV e dos tucanos é potencializar Marina, fazendo com que tire pontos de Dilma, tentando levar Serra para o segundo tempo.
O discurso de Simon em apoio a Serra nada mais é do que uma peça dentro do quebra-cabeça para tentar eleger Serra presidente. Essa imparcialidade ativa do PMDB quasca às vezes tem serventia, principalmente nessa fauna política onde transitam raposas, trairas, tucanos e porcos (ahahhhah).
24 de set. de 2010
Paim pede passagem com motor V13.1
A mobilização da militância do Partido do Trabalhadores, a história de Paim em defesa dos direitos sociais da classe trabalhadora, e a mudança profilática na estratégia de sua campanha fez com que Paim ultrapassasse Rigotto (com sua neutralidade ativa) e com certeza será o senador mais bem votado, ultrapassando Ana Amélia (PP) . A inserção acertada de TV colou Paim e Abgail (os dois candidatos da União Popular pelo Rio Grande), e fez com que Abgail Pereira saltasse de 1 % para 10 % nas intenções de voto (tirando o segundo voto de Rigotto e de A.Amélia) e Paim subiu quatro pontos em menos de uma semana. O apoio do Psol ao senador Paim também causa um efeito psicológico positivo e nesses próximos dias o carro de Ana Amélia será ultrapassado. Essa disputa mostra que os candidatos que possuem posições claras, sejam de direita (Ana Amélia) ou de esquerda (Paulo Paim e Abgail), recebem o apreço de suas bases e turbinam uma campanha. Ana Amélia (PP ex-arena) faz o discurso do novo, mas representa a velha política das oligarquias, do latifúndio e dos grandes veículos de comunicação com seus interesses e projetos no Senado. Paim e Abgail sempre estiveram ao lado do povo nas suas lutas. Aliás, Abgail pode surprender se a militância se dedicar ainda mais, pois Rigotto, na minha opinião, vai descer e ficar colado no percentual de seu candidato ao governo do Estado
Se compararmos a disputa a uma corrida, o carro de Paim pode não ser o mais "novo", mas tem os melhores mecânicos e um motor V13.1 (ahahahha) azeitado . Já o de Ana Amélia é novinho, mas está fora de geometria e puxa para a direita na reta final.
23 de set. de 2010
Por que o PIG não assume Serra ??
Seria mais democrático se o PIG defendesse abertamente um partido político, e a candidatura do tucano José Serra. Pelo menos nós respeitaríamos essa posição clara de direita. A sociedade brasileira se daria conta que a imprensa tem lado, tem intere$$$$$e$$$, e que o deles sempre tem que vir primeiro, é claro. No entanto, ocorre que para eles isso nunca fez diferença, tanto faz quem seja o bode desde que o bode se eleja (Lula e Dilma serão excessões) , e coma nas mãos dele$ e faça o que seus aliados da Fiesp e do agronegócio sempre fizeram nesses quinhentos anos (mamar dinheiro público).
Esse é o esquema, não importa o partido (O PV é uma prova disso), o que importa é achar uma sigla de aluguel que possa impor uma derrota aos partidos que defendam a classe trabalhadora. Hoje é o PSDB de Serra, amanhã pode ser o Aécio (onde estará ele ???) ou qualquer outro pulha que eles possam colocar na vitrina de seus telejornais como um produto "novo" capaz de enganar a população e derrotar o velho, o velho e bom socialismo (ahahahahhaha).
22 de set. de 2010
Sun Tzu IV
A arte da guerra se baseia no engano. Portanto, quando és capaz de atacar, deves aparentar incapacidade e, quando as tropas se movem, aparentar inatividade. Se estás perto do inimigo, deves fazê- lo crer que estás longe; se longe, aparentar que se está perto. Colocar iscas para atrair ao inimigo. Golpear o inimigo quando está desordenado. Preparar-se contra ele quando está seguro em todas partes. Evitá-lo durante um tempo quando é mais forte. Se teu oponente tem um temperamento colérico, tente irritá-lo. Se é arrogante, trata de fomentar seu egoísmo.
Se as tropas inimigas se acham bem preparadas após uma reorganização, tenta desordená-las. Se estão unidas, semeia a dissensão entre suas filas. Ataca o inimigo quando não está preparado, e aparece quando não te espera. Estas são as chaves da vitória pela estratégia.
Se as tropas inimigas se acham bem preparadas após uma reorganização, tenta desordená-las. Se estão unidas, semeia a dissensão entre suas filas. Ataca o inimigo quando não está preparado, e aparece quando não te espera. Estas são as chaves da vitória pela estratégia.
GOLPISMO MIDIÁTICO? eu digo SIM
![]() |
| OPINIÃO DO BLOGUEIRO: SIM ! GOLPISMO MIDIÁTICO |
O grupo RBS lança um feroz ataque ao presidente da república e aos movimentos sociais em seu editorial, publicado hoje (22). Acusa Lula de estar iludido - dessa vez não usaram a expressão embriagado como fez nossa abelhinha - , pela sua estrondosa popularidade e avisa que ele vai manchar a sua biografia (mais do que ja tentaram nesses trinta anos ??ahahahahahacocofcofcof) , apontando que o Brasil caminha para uma venezuelização ou argentinização, seja lá o que signifique isso para o P.I.G. O editorial vai mais longe e aponta que Lula respalda o patrulhamento de conotação fascista, patrocinado por lideranças incapazes de conviver com a crítica e com ideias contrárias. Como não estou estimulado pelo emocionalismo eleitoral (vou deixar isso para A. Amélia e A. Motta), leia vc mesmo e tire as suas conclusões:
EDITORIAIS
GOLPISMO MIDIÁTICO?
Estimuladas pelo emocionalismo eleitoral e por manifestações sectárias do presidente da República, lideranças sindicais e de movimentos ditos sociais, com o respaldo de partidos governistas, estão anunciando para esta quinta-feira um “ato público contra o golpismo midiático”. A manifestação, que é legítima na democracia que os brasileiros sensatos defendem para o país, envolve também uma evidente ameaça às liberdades constitucionais, em especial à liberdade de expressão. Quem é a mídia golpista? São os meios de comunicação independentes que estão noticiando irregularidades no governo, apropriação indébita da máquina pública por apadrinhados políticos do poder e por seus familiares, evidenciada no explícito tráfico de influência que provocou recentemente a demissão da ministra-chefe da Casa Civil? A imprensa pode cometer equívocos, como qualquer obra humana, e pode ser criticada por determinada reportagem ou mesmo por alguma posição editorial. Mas deve ter também, como atribuição democrática, a representação da sociedade para ver e denunciar as irregularidades e as distorções do poder público em todas as esferas.Evidentemente, denúncias como as que vêm sendo publicadas nas últimas semanas podem trazer prejuízo político para quem está no governo e para os candidatos e militantes da chamada situação. Mas este é o preço da democracia. Imprensa digna é a que denuncia – e não a que se alinha submissa ao poder, abandonando seu compromisso com os interesses da população. As mesmas vozes que se erguem contra o papel da imprensa nos atuais episódios, a que qualificam de golpista, são as que elogiam quando as denúncias atingem seus adversários políticos. Assim, para esse pensamento sectário e deformado, a imprensa cumpre seu dever quando denuncia o mensalão do DEM, mas é antidemocrática quando descobre o tráfico de influência exercido na Casa Civil da Presidência. O ex-ministro José Dirceu chega ao cúmulo de ver na atitude fiscalizadora da imprensa o pecado de “abusar do direito de informar”, algo que soa como autoritário. Para corrigir tal pecado, propõe a receita embutida numa frase que eufemisticamente encobre a tentativa de controlar a imprensa livre: “A democratização dos meios de comunicação”.
O presidente da República, iludido pela sua estrondosa popularidade, corre o risco de manchar sua biografia de democrata ao avalizar tais gestos e ao respaldar o patrulhamento de conotação fascista, patrocinado por lideranças incapazes de conviver com a crítica e com ideias contrárias. O golpismo não está no exercício da liberdade de imprensa, insumo indispensável para qualquer democracia, mas na tentativa de silenciá-la. As frustradas tentativas de impor controles sobre os meios de comunicação, reiteradamente propostas nos últimos anos, recendem ao condenável modismo antidemocrático que vem sendo praticado na Argentina e na Venezuela.
21 de set. de 2010
Desemprego ao estilo tucano
Serra primeiro prometeu o reajuste de R$ 600,00 para os trabalhadores, coisa que em seu governo (FHC/Serra) nunca passou de US$ 85,00. Agora, o padrinho do fator previdenciário diz que vai aumentar em 10 % os aposentados (ahhahaha) . O engraçado é que quando governava com FHC o discurso sempre foi de que qualquer reajuste real para os trabalhadores não poderia ser dado para os aposentados, pois quebraria a previdência social. Além da taxa recode de desemprego, Serra sempre esteve ao lado de medidas contra os trabalhadores e falava a mesma lingua da Fiesp e de meia duzia de empresários. O PIG, é claro, se encarregava de dizer que isso era verdadeiro.Por isso peguei emprestado este excelente texto da Carta Capital denominado Desemprego ao estilo tucano. Nele é possível verificar a deterioração do mercado de trabalho nos anos 90, onde os ideólogos do PSDB culpavam os trabalhadores . O artigo é de Sergio Lirio.
Esqueçam o que eu fiz. Poderia ser essa a resposta de Fernando Henrique Cardoso sobre o tema geração de empregos. A vantagem de Lula nesse quesito é abissal.
Enquanto a economia no período de FHC criou 797 mil postos de trabalho com carteira assinada, sobretudo após a recuperação entre 2000 e 2002, quando a desvalorização do real impulsionou as exportações, na era Lula foram quase 9 milhões de empregos formais. A taxa de formalização pela primeira vez ultrapassou a marca de 50% da força de trabalho. O fenômeno recente derruba mais um dogma dos anos 90 alimentado pelos neoliberais: o de que a economia globalizada havia decretado a morte dos empregos com carteira assinada. Foi o tempo em que o ministro do Trabalho de FHC, Edward Amadeo, lançou o neologismo “inempregável”, como se a culpa da falta de vagas fosse de quem buscava uma colocação e não dos problemas da economia. Outro herói do período foi o economista José Pastore, da USP, sempre pronto a defender uma maior flexibilidade das leis trabalhistas ante a nova realidade.
A pedido de CartaCapital, o professor Waldir Quadros, da Unicamp, que há três décadas estuda o mercado de trabalho e a evolução das classes sociais no Brasil, fez um levantamento do total de ocupados e desocupados de 1995 a 2008. Por uma questão metodológica (para tentar medir o desalento, Quadros considera desempregado quem busca trabalho em um período de dois meses. O IBGE usa o critério de um mês), há pequenas diferenças porcentuais de suas taxas em relação aos índices oficiais. Essa discrepância não muda, porém, as tendências ao longo do tempo.
Na era do populismo cambial (1995-1998), a massa total de ocupados ficou estagnada: variou de 69,4 milhões a 71,3 milhões. De 1995 a 1999, o Brasil perdeu mais de 1,2 milhão de empregos com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho.
A desvalorização da moeda brasileira, que atenuou o processo de desindustrialização, melhorou a situação. De 1999 a 2002, a massa de ocupados subiu de 70,6 milhões para 79 milhões de trabalhadores. Mesmo assim, de acordo com o levantamento de Quadros, a taxa de desemprego no período fernandino subiu de 8% para 11,7% da população economicamente ativa.
“Até hoje o mercado de trabalho não se recuperou. O Brasil precisa crescer acima de 6% e melhorar o conteúdo de seu desenvolvimento para mudar a situação e absorver o estoque de desocupados. O governo Lula gerou muitos empregos, mas a quantidade mal deu para suprir a chegada anual de novos trabalhadores ao mercado. Além disso, são vagas no agronegócio e nos setores de consumo de baixo valor agregado. É fundamental retomarmos a industrialização e reconstruirmos as cadeias produtivas”, explica Quadros.
Um dado que dá bem a medida do argumento do professor da Unicamp: de 1993 a 2002, o total de desocupados subiu de 5,5 milhões para 10 milhões de brasileiros. Entre 2003 e 2008, caiu de 10,5 milhões para 8,8 milhões.
A “modernidade anti-getulista” de FHC produziu outro efeito deletério para as finanças públicas. Enquanto caía o número de trabalhadores que contribuíam para a Previdência, aumentava o número de beneficiários. Em um sistema de partilha, no qual os empregados sustentam os inativos, esse é o pior dos mundos. No balanço geral, a economia no período tucano abriu 797 mil vagas formais, ao mesmo tempo que 5,8 milhões de trabalhadores ingressaram na lista de beneficiários. Parte dessa expansão se explica pela incorporação de trabalhadores rurais ao INSS. Outra tem a ver com as privatizações, a perda de competitividade econômica e as ameaças de reformas radicais do sistema previdenciário. No período Lula, a situação inverteu-se: foram 8,7 milhões de postos (e novos contribuintes) e cerca de 5 milhões de novos beneficiários.
Aliás, o problema pontual de geração de caixa da Previdência nos anos 90 deu asas a outra ideologia. Diante do crescente rombo, fruto, como vimos, da queda dos contribuintes e do aumento dos beneficiários, ganhou corpo no governo FHC a defesa da privatização do sistema, à moda do Chile e da Argentina. O mentor da proposta foi o economista André Lara Resende, que preparou um longo estudo a favor da ideia e foi celebrado nos cadernos de economia dos principais jornais do Brasil. Em uma dessas publicações, um colunista chegou a escrever: “Não conheço a proposta de André Lara, mas sei que ela é genial”.
O tempo e o vento costumam colocar as coisas no devido lugar. Os sistemas privados do Chile e da Argentina entraram em colapso na primeira década do século XXI. Na terra de Augusto Pinochet, menos de metade da força de trabalho participa de algum fundo de pensão – o resto está ao relento. A crise de 2001 provocou uma perda de 75% do valor do patrimônio dos pensionistas argentinos (até hoje a Argentina não se recuperou do desastre Carlos Menem). Já Lara Resende, o genial, mora em uma quinta em Portugal e vive a levar de jatinho seus cavalos puro-sangue para partidas de polo no Reino Unido.
O ferrão da abelha
Olhem o detalhe da foto da matéria publicada pela nossa abelha rainha em sua coluna. de hoje (21) Para fazer uma abordagem sobre o "destino de Dilma", o PIG guasca puxou uma capinha de 10 anos atrás que dá entender que o PDT ficará alijado do governo, caso Tarso Genro vença. nunca vi esse tipo de capa por exemplo sobre o Pedro Simon, sobre alguns sabujos da direita, é só contra o PT.
Mas o pessoal do PDT não se preocupe com esse tipo de maldade pré-eleitoral. Tarso Genro vai vencer e governar com o PDT, o PTB e todas as forças que possam trazer desenvolvimento para o RS. O que o PIG tenta com esse tipo de manchete é levar a eleição estadual para o segundo turno e pedir que a base do PDT pare de aderir e massa à campanha de Tarso Genro.
O Crack e o PIG guasca
Quem olha a manchete do PIG guasca de hoje (21) acha que eles estão preocupados com essa chaga do crack, e até parece que é positiva para o governo, no fundo é pura políticagem. Na realidade é uma maneira sutil de acusar o governo Lula de lento e de burocrata nos temas da saúde. Veja a chamada antes do título " quatro meses depois ", é pura maldade. O engraçado é que o governo Yeda e o de Fogaça sempre passaram de lombo liso pela mídia em todos os temas ligados à saúde e a falta de investimentos.
Aliás, sobre o crack, tenho a dizer que a mídia guasca nunca deu bola para os milhares de pobres que morriam diariamente na periferia de Porto Alegre (faz 5 anos). Começaram a se interessar pelo tema quando há dois anos, playboys e filhinhos de papai começaram usar a droga e morrer, ou saquear os bens de seus pais de classe média para sustentar o seu vício.
Quem me elertou por esse interesse seletivo do PIG guasca sobre os usuários de crack foi uma amiga que mora numa das vilas mais pobres da cidade de Porto Alegre e acostumada a vivenciar a morte de dezenas de jovens pobres e negros, vítimas do crack, ou assassinados pelos traficantes. Segundo ela, cançaram de ligar para o DG denunciando chacinas e de desova de corpos de usuários pobres,vítimas de crack. Segundo ela, durante anos ocorreu chacinas diárias nas vilas por acertos de contas entre líderes do tráfico e usuários pobres, sem dinheiro e em fase terminal. Isso sim era problema sério e nunca foi pauta, era mais uma estatístisca dos jornais e nas rádios. A própria Brigada Militar dizia que aquilo era acerto de contas entre traficantes. Só foram acordar para o tema quando filhos de amigos da classe média, profissionais liberais, amigos e colegas começaram a usar a droga e acabar com a suas vidas e de suas famílias.
20 de set. de 2010
Carta Capital responde à vice-procuradora do TRE
Editora Confiança, que edita a revista CartaCapital, recebeu na tarde desta quinta-feira 16 um ofício assinado pela Sra. Sandra Cureau, Vice-Procuradora Geral Eleitoral.Nele somos requisitados a apresentar no prazo de 5 dias as cópias de todos os contratos publicitários que assinamos com o governo federal nos anos de 2009 e 2010.
Nos únicos dois parágrafos do ofício – leia o fac-simile no slide show deste site – não há qualquer referência às motivações que ensejaram a solicitação, nem o nome dos autores do pedido junto ao TRE. Abaixo, os leitores têm o contéudo integral de nossa resposta ao referido ofício, que será protocolado naquele Tribunal.
Agradecemos desde já as dezenas de cartas e moções de solidariedades que recebemos e informamos aos nossos leitores que na edição de CartaCapital que vai às bancas nesta sexta-feira 24, publicaremos uma matéria sobre o assunto.
Leia aqui a reposta ao TRE:
São Paulo, 20 de setembro de 2010.
Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora Geral Eleitoral
Acuso o recebimento do ofício de número 335/10-SC, expedido nos autos do procedimento PA/PGR 1.00.000.010796/2010-33 e, tempestiva e respeitosamente, passo a expor o que se segue.
Para melhor atender ao ofício requisitório de relação nominal de contratos de publicidade celebrados entre o Governo Federal e a Editora Confiança Ltda. – revista CartaCapital –, tomamos a iniciativa e a cautela de consultar, por meio de repórter da nossa sucursal de Brasília, os autos do procedimento geradores da determinação de Vossa Excelência. Verificamos tratar-se de denúncia anônima, baseada em meras e afrontosas ilações, ou seja, conjecturas sem apoio em elementos a conferir lastro de suficiência.
Permito-me observar que a transparência é princípio insubstituível a nortear esta publicação, iniciada em 1994 e sob minha responsabilidade. Nunca nos recusamos, portanto, dentro da legalidade, a apresentar nossos contratos e aceitar auditorias e perícias voltadas a revelar a ética que nos orienta. Não podemos, no entanto, aceitar uma denúncia anônima, que, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal ao interpretar o artigo 5º, inciso IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”), afronta o Estado democrático de Direito e por esta razão é indigna de acolhimento ou defesa e desprovida da qualidade jurídica documental.
A propósito do tema, ao apreciar o inquérito número 1.957-PR em sessão plenária realizada em 11 de maio de 2005, o STF decidiu, sobre o valor jurídico da denúncia anônima, só caber apurar a acusação dotada de um mínimo de idoneidade e amparada em outros elementos que permitam “apurar a sua verossimilhança, ou a sua veracidade ”.
Se esse órgão ministerial, apesar do exposto acima, delibera apresentar a requisição referida nesta missiva, seria antes de tudo necessário, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/1999, esclarecer e indicar os motivos da mesma, justificação esta que se encontra, me apresso a sublinhar, ausente da aludida requisição.
Cabe ainda ressaltar que todos os contratos firmados pela Administração Pública federal com a Editora Confiança, em atenção ao art. 37 da Constituição Federal, foram devidamente publicados em Diário Oficial da União e nas informações disponibilizadas na internet e, portanto, estão disponíveis à V. Excia.
Por último, esclarecemos que o levantamento de dados referido na requisição desse órgão implicará em uma auditoria nos arquivos dessa editora quanto aos exercícios de 2009 e 2010. Evidentemente, essas providências não cabem em um exíguo prazo de 5 dias, mas demandam meses de trabalho. Desse modo, se justificada adequadamente a realização de um tal esforço, indagamos ainda sobre a responsabilidade pelos custos correspondentes.
Ausente os pressupostos que justifiquem a instauração da investigação, requeremos o seu arquivamento. E mais ainda, identificado o autor da denúncia ainda mantido sob anonimato, ou no caso desta Procuradoria entender pela existência de indícios a dar suporte à odiosa voz que nos carimba de “imprensa chapa-branca”, nos colocamos à disposição para prestar as informações e abrir nossos arquivos e sigilos bancários e fiscais, observados, sempre e invariavelmente, os preceitos legais aplicáveis.
Atenciosamente,
MINO CARTA
Diretor de redação e sócio majoritário
Editora Confiança Ltda
Agradecemos desde já as dezenas de cartas e moções de solidariedades que recebemos e informamos aos nossos leitores que na edição de CartaCapital que vai às bancas nesta sexta-feira 24, publicaremos uma matéria sobre o assunto.
Leia aqui a reposta ao TRE:
São Paulo, 20 de setembro de 2010.
Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora Geral Eleitoral
Acuso o recebimento do ofício de número 335/10-SC, expedido nos autos do procedimento PA/PGR 1.00.000.010796/2010-33 e, tempestiva e respeitosamente, passo a expor o que se segue.
Para melhor atender ao ofício requisitório de relação nominal de contratos de publicidade celebrados entre o Governo Federal e a Editora Confiança Ltda. – revista CartaCapital –, tomamos a iniciativa e a cautela de consultar, por meio de repórter da nossa sucursal de Brasília, os autos do procedimento geradores da determinação de Vossa Excelência. Verificamos tratar-se de denúncia anônima, baseada em meras e afrontosas ilações, ou seja, conjecturas sem apoio em elementos a conferir lastro de suficiência.
Permito-me observar que a transparência é princípio insubstituível a nortear esta publicação, iniciada em 1994 e sob minha responsabilidade. Nunca nos recusamos, portanto, dentro da legalidade, a apresentar nossos contratos e aceitar auditorias e perícias voltadas a revelar a ética que nos orienta. Não podemos, no entanto, aceitar uma denúncia anônima, que, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal ao interpretar o artigo 5º, inciso IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”), afronta o Estado democrático de Direito e por esta razão é indigna de acolhimento ou defesa e desprovida da qualidade jurídica documental.
A propósito do tema, ao apreciar o inquérito número 1.957-PR em sessão plenária realizada em 11 de maio de 2005, o STF decidiu, sobre o valor jurídico da denúncia anônima, só caber apurar a acusação dotada de um mínimo de idoneidade e amparada em outros elementos que permitam “apurar a sua verossimilhança, ou a sua veracidade ”.
Se esse órgão ministerial, apesar do exposto acima, delibera apresentar a requisição referida nesta missiva, seria antes de tudo necessário, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/1999, esclarecer e indicar os motivos da mesma, justificação esta que se encontra, me apresso a sublinhar, ausente da aludida requisição.
Cabe ainda ressaltar que todos os contratos firmados pela Administração Pública federal com a Editora Confiança, em atenção ao art. 37 da Constituição Federal, foram devidamente publicados em Diário Oficial da União e nas informações disponibilizadas na internet e, portanto, estão disponíveis à V. Excia.
Por último, esclarecemos que o levantamento de dados referido na requisição desse órgão implicará em uma auditoria nos arquivos dessa editora quanto aos exercícios de 2009 e 2010. Evidentemente, essas providências não cabem em um exíguo prazo de 5 dias, mas demandam meses de trabalho. Desse modo, se justificada adequadamente a realização de um tal esforço, indagamos ainda sobre a responsabilidade pelos custos correspondentes.
Ausente os pressupostos que justifiquem a instauração da investigação, requeremos o seu arquivamento. E mais ainda, identificado o autor da denúncia ainda mantido sob anonimato, ou no caso desta Procuradoria entender pela existência de indícios a dar suporte à odiosa voz que nos carimba de “imprensa chapa-branca”, nos colocamos à disposição para prestar as informações e abrir nossos arquivos e sigilos bancários e fiscais, observados, sempre e invariavelmente, os preceitos legais aplicáveis.
Atenciosamente,
MINO CARTA
Diretor de redação e sócio majoritário
Editora Confiança Ltda
Dilma sabe do peso e da responsabilidade que Lula está lhe conferindo
Chega da gente tapar o sol com a peneira. Essa nossa mídia é golpista, é suja e escrota. Hoje é o Serra, amanhã será outro, não importa, o que é fundamental é acelerar a democracia nos meios de comunicação e a educação do nosso povo. Precisamos urgentemente acelerar a universalização da Internet e da banda larga (custe o que custar), erradicar a pobreza e investir ainda mais pesado na educação.
Dilma, com certeza, sabe do peso que Lula está passando para seus ombros e só um nordestino na condição dele sabe que Dilma é capaz, e muito capaz. Para isso, Dilma precisará do seu povo ao seu lado, o mesmo povo que nas horas difíceis estava com Lula e vai estar com Dilma.
Dilma ! o povo precisa de um olho no olho, onde tu diga para ele que a tarefa de Lula é tua agora, a tarefa de conduzir o povo brasileiro rumo ao seu destino, deixando o seu passado de fome e miséria para trás.
19 de set. de 2010
Ecotraira no Acampamento Farroupilha
A ecotraira e candidata do Partido Verde à Presidência, Marina Silva, disse hoje (19) em Porto Alegre, no Acampamento Farroupilha que ela vai para o segundo turno. Segundo ela, o Brasil vai ter uma grande surpresa no dia 3 de outubro (ahahaah). Com certeza vai mesmo, mas se depender dela será pra beijar a mão de Serra. Mas se depender de mim, essa ecotraira, seu vice (burguesão com discurso de ecologista) e o Gabeira podem ir preparando para colocar outra faixa. Não será a de presidenta, pois essa já tem dona, mas a de REVELAÇÃO TRAIRA 2010.
Assinar:
Postagens (Atom)




