27 de dez de 2008

Greve da PM de Santa Catarina: se a moda pega !

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), pediu ajuda ao governo Lula para que envie a Força Nacional de Segurança para patrulhar o Estado enquanto durar a greve (motim) de soldados, cabos, sargentos e subtenentes. Quartéis fechados e carros de polícia com pneus vazios são as armas dos amotinados. A paralisação das instituições militares em Santa Catarina, foi deflagrada na manhã de 22 de dezembro e já conta com 19 unidades militares totalmente paralisadas, entre batalhões, guarnições especiais, pelotões e destacamentos. Destaca-se, o 4º Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, o 7º Batalhão de São José e o 16º Batalhão de Palhoça, interrompendo o policiamento de toda a região da Grande Florianópolis.

No 12º Batalhão, em Balneário Camboriú - local onde se concentra a maior parte dos policiais destacados do interior para a Operação Veraneio - também está com o policiamento comprometido. As duas principais unidades administrativas da Polícia Militar de Santa Catarina, o Quartel do Comando Geral e a Diretoria de Apoio Logístico e Financeiro, estão fechadas e com os trabalhos interrompidos. Pelo menos 154 viaturas em todo o Estado estão paradas, com os pneus esvaziados ou trancadas dentro dos quartéis. Além disso, tem ônibus e motocicletas de rondas paralisadas.As esposas dos praças fecharam a entrada de quartéis em Florianópolis, Balneário Camboriú e Laguna, onde trabalham os principais efetivos da Operação Veraneio.De acordo com o sargento Edson Fortuna, um dos coordenadores do movimento dos praças, as atividades dos salva-vidas e dos bombeiros estão mantidas, por serem consideradas imprescindíveis. Participam da manifestação os que não estão de plantão. Já a maioria dos policiais militares em serviço estão fechados dentro dos quartéis.

A principal reivindicação da Associação de Praças de Santa Catarina é o cumprimento da Lei Complementar 254, sancionada em 2003. A Lei 254 estabelece um reajuste escalado de salários, de até 93%, em que o menor seja apenas um quarto do maior. Até agora foi pago apenas metade do que o governo estabeleceu. A última vez que os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros receberam reajuste salarial foi em 15 de novembro de 2005.
Se essa moda pega, podemos ter mais uma nova fase do governo Yeda aqui no Rio Grande do Sul.