5 de set de 2010

A lição que o PIG guasca está ensinando à sociedade gaúcha

Imaginem o que nossa imprensa livre faria caso militares ligados à Casa Militar do gabinete do ex-governador Olívio Dutra Lula fossem presos por participar de extorsão e espionagem política, e ainda usando carros oficiais do Palácio Piratini. Imaginem se o principal partido espionado por esses militares fosse o principal adversário político de oposição no Estado. Imaginem se o grupo, além de de espionar escalões estaduais, também espionasse ministros de Estado e senadores da República.

Provavelmente a imprensa livre guasca estaria rufando tambores da ética em seus veículos, seus arautos e articulistas cansariam gargantas e dedos para fustigar o governo.Uma equipe já estaria prontada na Assembleia pronta para gravar e passar em horário nobre a assinatura do último deputado no requerimento da criação de uma CPI da espionagem.  De segunda a segunda as capas dos jornais aproximariam mais e mais a crise das portas do gabinete do governador.

Nossa imprensa tem lado e nunca foi o da classe trabalhadora, sempre moveu-se por interesses econômicos e políticos, protegendo seus aliados, numa espécie de escudo das oligarquias, do latifúndio e dos poderosos que adoraram criticar o Estado de um lado, mas que não largam as gordas tetas estatais de outro.

Em uma semana tivemos dois casos escandalosos (a roubalheira do Banrisul e a descoberta de um grupo de arapongas do Piratini contra o PT). O PIG guasca trata os casos com pouco interesse (POLÍTICO)  e rufa tambores contra Dilma, Lula e o PT na tentativa inútil de levar tudo para o segundo turno.

Pelo menos que isso sirva de lição para aqueles que acreditam na "verdade" da imprensa. Nossa sociedade já está começando a enxergar quem o PIG representa em nossa sociedade.