16 de mar de 2010

Imprensa Marron ataca deputado



O deputado Dionilso Marcon (PT) criticou, na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (16), a conduta do jornalista Giovani Grizotti, da RBS. “Este jornalista tem se prestado ao papel de perseguir os movimentos sociais e os parlamentares. Faz isso com os sem terra, com as trabalhadoras rurais, com os caminhoneiros e, agora, com os deputados”, afirmou.Marcon foi abordado na entrada do plenário pelo jornalista, que queria saber por que o parlamentar deu presença na sessão da última quinta-feira e se retirou. “Como não havia votação, registrei a presença e fui para uma reunião no plenarinho com mais de trinta entidades. O trabalho parlamentar não se dá só na hora das votações. Trabalhamos dentro e fora da Assembleia”, explicou o petista.Segundo Marcon, a abordagem feita por Grizotti foi agressiva e desrespeitosa. “Sofri uma agressão moral, que reflete preconceito deste jornalista com os mandatos parlamentares”, assinalouA mesma cobrança foi feita pelo jornalista a outros deputados. A deputada Leila Fetter (PP) e o deputado Alexandre Postal (PMDB) também usaram a tribuna para criticar a postura do jornalista.

Sim ! trabalho escravo no RS

Apesar de Zé H tratar o tema como "trabalho degradante", o que os fiscais do Ministério do Trabalho descobriram no dia 6 de março foi puro trabalho escravo no Rio Grande do Sul. O grupo veio do Maranhão e trabalhava em regime de escravidão numa fazenda em Bom Jesus, nos Campos de Cima da Serra. Os trabalhadores submetiam-se a um acordo pelo qual não tinham o vínculo registrado em carteira e eram pagos pela intermediária, que ficava com cerca de 30% do que cobrava do produtor. Os agricultres dormiam no chão, sem banheiro e sem refeitório e provavelmente seriam descartados em alguma periferia de uma grande cidade.
O PIG não fala em trabalho escravo porque isso estimula a idéia de que toda a propriedade que possui trabalho escravo deveria ser desapropriada para fins de reforma agrária. Aliás, lei que ainda o Congresso não votou por temer a desapropriação de centenas de fazendas de multinacionais , pois essa situação é mais comum do que nó pensamos, tanto aqui quanto no resto do Brasil.
Não adianta o fazendeiro regularizar a situação dos trabalhadores, pagar verbas rescisórias e assegurar condições de retorno do grupo ao seu local de origem. Precisa ser punido pela perda de suas terras pela prática nojenta da escravidão, que na lei foi abolida a mais de 100 anos, mas que na prática aumenta a cada ano no Brasil, estimulada pela concentração de terras nas mãos do agronegócio e das multinacionais.
Estive recentemente na Serra gaúcha e pude comprovar a diferença de tratamento com os trabalhadores safristas. Lá, na vindima, os trabalhadores são tratados dignamente, com uma boa diária, alojamento e boa alimentação. E não é raro que o dono da propriedade almoce ou jante com os trabalhadores. Parte desses safristas são oriundos da empobrecida fronteira gaúcha, local com a maior concetração de terras improdutivas do país, ao contrário da serra gaúcha, que já fez sua reforma agrária há 100 anos.