14 de set de 2009

Café-com-leite, um Tiro no pé

Segundo a Wikipédia a política do café-com-leite foi uma política de revezamento do poder nacional executada na República Velha pelos estados de São Paulo - mais poderoso economicamente, principalmente devido à produção de café - e Minas Gerais - maior pólo eleitoral do país da época e produtor de leite. As cicatrizes desta política foram profundas e determinam até hoje o andamento do país através de modificações permanentes que diferenciam desde então o federalismo no Brasil de como esse sistema funciona no restante dos países do mundo, inclusive nos Estados Unidos, seu maior propagador.

Lembrando desse triste passado, assisto na Band-PSDB a nova Café- com-Leite patrocinada pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Pelo que deu para avaliar, Aécio jogou a toalha e costura um acordo político com Serra. Ou seja, nós do Sul e o resto do Brasil, com exceção de Minas, seremos alijados da partilha das verbas federais caso Serra ganhe a eleição em 2010. Acho que foi um tiro no pé essa tal esquina Minas Gerais com São Paulo que os marqueteiros de Serra reinventaram, basta saber explorar.

Quem brinca com fogo pode se queimar

Os saberes de Paulo Brossard

Gostaria de ouvir e principalmente de saber qual a opinião do jurista e ministro aposentado do STF, Paulo Brossard, sobre as ações do STF contra a governadora Yeda e oito de seus aliados. Hoje (14) ao ler os jornais, fiquei surpreso que um jurista do "nível" de Brossard publique um artigo sentando o pau no presidente Lula sobre o reaparelhamento das forças armadas e o pré-sal. Uma questão de Estado como essa até os minerais sabem que envolve geopolítica, apoios políticos em assuntos externos, acordos militares, transferência de conhecimento científico e tecnologia, ou seja, uma questão de Estado. Seria muita ingenuidade de um ex-ministro do STF achar que assuntos de tal monta é apenas uma decisão de Lula, sem que o presidente já tenha todas as informações de seus generais e ministros. Mas gostaria de ler mesmo é a opinião de Brossard e suas luzes em assuntos mampitubianos-guascas de corrupção.
Outro tema interessante que Brossard poderia abordar é o terceiro mandato de Uribe na Colombia. Aqui, a mídia crucificou Lula porque alguém ousou colocar o nome do presidente para disputar um terceiro mandato, acusando-o de ditador e que estava afrontado a democrácia. Mas como o governo dos EUA selou um grande acordo com a Colombia, que colocará quase uma dezenas de base militares nas nossas barbas, Uribe precisa mudar a Constituição para se rerereeleger,mantendo a política americana na Região, que fica com um olho no peixo e outro no gato. Mudar a Constituição para garantir um terceiro mandato de Uribe seria um grande assunto para o nosso ex-ministro Paulo Brossard.