30 de nov de 2010

Sarah Palin, a miss neofita do ano

Sarah Palin, além de ser uma reaça de extrema direita norte-americana, também demonstra que inteligência não é o seu forte. Palin, no inicio da semana, deu uma barriga fenomenal ao se referir aos norte-coreanos, e não sul-coreanos, como aliados dos Estados Unidos. “Obviamente, temos que ficar ao lado de nossos aliados norte-coreanos”, afirmou a ex-candidata à vice-presidência republicana durante um programa de rádio apresentado por outro ícone dos conservadores, Glenn Beck.

O apresentador imediatamente corrigiu a entrevistada e Palin repetiu: “Isso. E nós igualmente temos que manter prudência e ficar ao lado de nossos aliados sul-coreanos, sim”.

Agora, a miss neofita quer que o fundador da Wikleaks, julian Assange, seja caçado como terrorista por divulgar cetenas de e-mails confindenciais da diplomacia americana, fazendo estragos em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde "entregou" o cabo Anselmo de luxo, fazendo articulações de vassalagem com os norte-americanos.

Claro que o vazamento deve ter o dedo podre da CIA e da ultraconservadora direita americana. que estão fazendo de tudo pra encaçapar Barak Obama, mas pedir a cabeça de um ativista é dar o prêmio de burra do ano a essa criatura.


Morador de rua e seu fiel companheiro


Ganhei o dia hoje com essa imagem captada pelo aprendiz de publicidade (aaahaahahha - ele vai me matar ) Fernando Schramn. É por essas e por outras que ainda acredito no ser humano. Pena que esse tipo de exemplo de amor pouco seja seguido entre os homens e nossos jovens, que a cada geração ficam mais e mais egocentricos e preocupados apenas com o seu bem estar.

Nova propaganda da Hilux

29 de nov de 2010

Procriar ! um grande negócio na terra guapa para o futuro

Eu adorava assistir os neófitos debates do PIG sobre o controle de natalidade. A saída para a crise não era o crescimento econômico,mas sim, passar a tesoura  no ventre da mulherada e fim, os problemas do Rio Grande amado e do Brasil estavam solucionados.

Pois bem ! a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o Rio Grande do Sul e da Bahia foram as que menos cresceram na última década entre todas as unidades da federação, de acordo com o Censo, divulgado hoje (29). 

Esse dado é praticamente uma bomba  relógio nas contas públicas, pois o reflexo de tudo isso explodira no colo de algum governante em 2031, quando teremos uma população de idosos maior do que a de jovens. Em uma década o Rio Grande do Sul, cresceu de 10.187.798 para 10.695.532, o que representa um crescimento de apenas 4,98%,e a população brasileira saltou de 169.799.170 habitantes em 2000 --quando foi realizado o penúltimo censo-- para 190.732.694 em 2010, o que representa um crescimento de 12,3%.

Entendo que o grande negócio daqui 20 anos será procriar (ahahaha), o Estado vai ter  que pagar pra você fazer filho.

27 de nov de 2010

Violência no Rio é fruto da omissão crônica do poder público

Por
O Rio de Janeiro está passando por uma situação criada pela má gestão de seus últimos governantes. A ausência do poder público nas favelas abriu espaço para o surgimento de um poder paralelo. Para o deputado federal carioca Chico Alencar (Psol), os atuais governos combatem de maneira errada esses criminosos. Insistem em intervir no varejo das armas e das drogas enquanto fazem vista grossa aos atacadistas. Enquanto a polícia faz ações espetaculares nos morros, os “traficantes burgueses” continuam a lucrar com as transações internacionais. Até porque “não havia nenhum barão das drogas naquela marcha tétrica da Vila Cruzeiro ao Alemão”.

Alencar vê como simplista a responsabilidade dada às Unidades Policiais Pacificadoras (UPPs) como a principal causa dos ataques ocorridos desde o domingo 20. Para ele, as UPPs são um início, mas como elas mesmo mostraram, não serão eficazes a longo prazo se não houver uma política estrutural junto. Leia abaixo a entrevista feita por telefone com o deputado que está no Rio para acompanhar de perto os acontecimentos dos próximos dias.

CartaCapital: Como você enxerga o que está acontecendo no Rio de Janeiro?

Chico Alencar: O diretor daquela cena que corre o mundo, de mais de 200 jovens, pobres, de baixíssima escolaridade, armados, atravessando àquela estrada, que liga uma comunidade pobre a outra, chama-se: omissão crônica do poder público. Quem arregimenta esses figurantes do mal é a política institucional, do clientelismo e da reprodução das áreas de abandono das grandes cidades. Evidente, nessa altura, que isso acabaria nessa situação dramática, que não vai durar muito tempo, como sabemos. É necessário combinar as ações estruturantes das políticas que nunca existiram no Rio de educação, saúde e urbanismo, para não ter uma sociabilidade de barbárie como há nessas comunidades pobres, com a ação imediata. Víamos ontem o contraste de vários homens de chinelo com armas de potencial letal enorme nas mãos. Quem lembra de alguma operação, seja nas fronteira do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro, na Baia de Sepetiba ou na Baia de Guanabara interceptando comboios de armas e munição de maneira expressiva? Isso não acontece. O negócio transnacional das armas ninguém enfrenta.

CC: Isso mostra que os governos não agem no ponto exato, apenas na consequência do processo?

CA: Claro, agem muito mais na consequência do que na origem. Muito mais atacando o varejo armado das drogas do que nos grandes atacadistas. Claro que uma juventude sem perspectiva de vida, criada no ambiente da violência e de individualismo máximo que a sociedade de mercado estimula cria um caldo de cultura para esse tipo de situação. O interessante que nessas comunidades pobres, que são conviventes, mas não coniventes com o poder do tráfico ou das milícias igualmente criminosas, os políticos vão lá buscar votos periodicamente e muitos deles fazem acordos com os poderes locais. Na verdade é um conluio, uma cumplicidade que acabou levando a essa situação.

CC: Existe alguma solução?

CA: A esperança são a de autoridades, que respeito muito, como o secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e o secretario nacional de Segurança Pública, Roberto Balestra. Eles têm uma visão mais profunda sobre o problema e não são adeptos da política do extermínio dos bandidos. Os grupos armados se reproduzem muito rápido porque há uma profunda crise de valores na sociedade e de noção de país. É uma luta de todos contra todos. O monopólio da força pelo Estado só será legitimado e eficaz se de fato for poder público, ou seja, estiver a favor da sociedade e das maiorias sempre esquecidas. Temos hoje um Estado privatizado que vê os pobres das cidades como massa de manobra eleitoral e de negócios escusos.
CC: Há um avanço na política de segurança pública do Rio de Janeiro na gestão do Beltrame?
CA: Ele, ao contrário da tradição da cúpula de segurança e do ex-chefe de segurança Álvaro Lins, um emblema fortíssimo disso, não faz pacto com a corrupção. Atualmente, na cúpula, até por uma questão de sobrevivência, foram colocadas pessoas dignas. Isso não significa que acabou a corrupção na polícia. Ainda precisa de uma profunda reforma nas polícias, uma renovação, uma dignificação salarial, enfim, isso leva tempo, mas o Beltrame sempre deixou claro o respeito pelas populações dos morros. Embora, eu tenho que deixar claro, que em 2007 houve uma operação no mesmo complexo do Alemão que matou 23 pessoas, várias inocentes, algumas executadas sumariamente. Foi o Estado de barbárie entrando lá. E não adiantou absolutamente nada. Está lá uma área com o poderio entocado do tráfico. Esse tipo de ação espetacular é muito midiático, sensacionalista e ineficiente.

CC: E as UPPs?

CA: Elas representam o controle de apenas 2% do total de áreas dominadas fora do poder do Estado. Dominadas em sua maioria pelas milícias e também em boa parte pelo narcotráfico armado. Só 2% das áreas fora do controle do Estado foram, digamos “reconquistadas”. Mas pacificar não é ocupação militar. Se não houver, como não houve no Chapéu Mangueira, que é uma das UPPs mais antigas, políticas sociais, creches, atendimento de saúde, oportunidades de trabalho e espaços culturais, não resolverá o problema em profundidade. As UPPs só se realizam plenamente quando um conjunto de políticas sociais estiver sendo oferecido no morro como é oferecido em qualquer bairro do asfalto. É exagero também dizer que os ataques são apenas uma reação às UPPs, porque elas controlaram áreas do Rio de Janeiro turístico e olímpico, o que foi uma escolha política do Cabral. Claro que tem também uma insatisfação por perda de territórios, mas é um conjunto de fatores que provocaram essa reação dos traficantes, que deveria ser previsível por um serviço de Inteligência meramente decente. Não dá para prever que dois moleques vão incendiar um carro, isso é incontrolável, agora, uma previsão de que poderia haver essa orquestração, deveria estar nos cálculos, mas aparentemente houve uma surpresa do poder público com os ataques.

CC: E essa história das ordens terem saído dos presídios?

CA: É outro ponto importante que nos deixa indignados em aceitar que a ordem de articulação desse banditismo, que é tosco, iletrado e muito precário, por mais que as armas que tenham sejam poderosas, veio do Elias Maluco, do Marcinho VP, ou seja, dos presídios. Isso revela que a tal segurança máxima é muito débil porque se não consegue monitorar minimamente um advogado numa conversa ou bloquear um celular. Há muito mais do que crime organizado. Há um Estado desorganizado e dentro da própria institucionalidade do Estado um crime organizado em suas altas esferas.

CC: Há uma legitimação, nesse momento, do extermínio dos traficantes pela polícia do Rio?

CA: Acho que não. É uma expressão da opinião pública que não chegou à compreensão que o Estado não pode agir com os mesmos métodos dos bandidos. Ele tem o dever da racionalidade. Ao contrário do que aconteceu em 2007 no Alemão, a ocupação da Vila Cruzeiro, embora tenha acontecido a perda de uma menina de 14 anos por uma bala perdida, no geral, o confronto que se esperava, não aconteceu. Houve uma ação intimidatória, forte, mas o confronto foi pequeno em relação ao que poderia acontecer. Eles poderiam de imediato invadir o complexo do Alemão ou metralhar aqueles bandidos em fuga, mas não o fizeram porque há uma maior racionalidade, cautela e tática nessas ações. Além de uma maior preocupação com os direitos humanos, que é uma conquista nossa. Estou falando isso agora, mas nada me garante que nesse momento esteja acontecendo alguma atrocidade, gente desarmada sendo executada.

CC: Você anunciou que entrará com um pedido de investigação na comissão de Direitos Humanos da Câmara.

CA: Nós vamos formar uma comissão de acompanhamento, com vários deputados, para dialogar com o secretário nacional de Segurança Pública, com o ministério da Defesa e as autoridades locais do Rio de Janeiro. No sentido de acompanhar, inclusive, os recursos. Soube que no começo deste ano, o Programa Nacional de Segurança da Cidadania destinou 100 milhões de reais para o Rio. Iremos acompanhar como os recursos estão sendo utilizados para garantir uma ação que seja, no imediato, mais ponderada e efetiva, e a médio e longo prazo as políticas estruturantes. Se não cortar as fontes de abastecimento do crime pela sua cúpula que não está nos morros, porque não havia nenhum barão das drogas naquela marcha tétrica da Vila Cruzeiro ao Alemão, vai se estar sempre enxugando gelo de alguma maneira.

CC: Você chegou na quarta-feira ao Rio de Janeiro, vindo de Brasília, no meio de todos os problemas. Como estão as ruas da cidade?

CA: Eu dei uma circulada pela cidade. Eu moro numa rua, em Santa Tereza, onde ao lado dela, esses rapazes do crime passam na porta de casa, mas estão mais interessados no seu negócio, que tem muitos consumidores. O problema não é a droga, que é tão antiga quanto à sociedade humana, mas é a letalidade do negócio da droga e de seu armamentismo. Nas ruas há um ambiente de tensão. Qualquer carro que passa com a sirene ligada, como acabou de passar aqui no Largo do Machado, todo mundo olha assustado. Há uma discussão acalorada, porque o descontrole do poder público foi tão grande que qualquer muleque, estimulado pelo espírito de zoar mesmo, taca fogo em um carro. Ontem, desceram dois do Salgueiro, em área de UPP, e tocaram fogo em um ônibus. O curioso é acontecer em uma área dita “pacificada”, o que mostra que ainda tem uma relação psico-social com as populações marginalizadas, que enquanto elas não forem integradas na sociedade através da escola, cultura e no trabalho, ficam na marginalidade a disposição dessas movimentações. Atribui-se ao varejo armado das drogas um poder além do que tem de fato. Ele não terá grande fôlego se houver ação preventiva e policiamento ostensivo, mas o grande problema é estrutural, que continua criando espaço para apropriação pelo poder paralelo, que elege políticos, como no caso das milícias nessas eleições.

25 de nov de 2010

Politicas públicas para as rádios comunitárias e a ampliação da banda larga no RS

Após anos de perseguição política e de polícia contra o movimento de rádios comunitárias, hoje, temos centenas delas outorgadas e espalhadas pelo Rio Grande do Sul. Na  maioria dessas emissoras há excelentes quadros técnicos,com ótima audiência. Ocorre que ainda precisamos avançar muito mais para democratizar às ondas de rádio no Brasil . Para isso ocorrer é fundamental o compromisso do governo de Dilma Rousseff na esfera federal e do governo Tarso Genro aqui no RS.

Na esfera federal é urgente garantir mudanças na legislação para as rádios. É fundamental  que tenham o direito de acessar de forma democrática os recursos de publicidade do governo, que possam fazer links  para trasmissão fora da rádio (eventos culturais, esportes etc) e o direito a transmissores mais potentes, atingindo comunidades distantes ou com dificuldades topográficas. No RS, o governo estadual, além de valorizar nossas rádios e jornais do interior, precisa também levar em conta que nossas rádios comunitárias conquistaram, de forma democrática,  uma boa parcela da audiência da nossa população gaúcha, e isso deve ser levado em conta e valorizado.

Outro tema que deve ser prioridade nas duas esferas de governo é a universalização do sistema de banda larga, pois chama a atenção a deficiência desse sistema tanto no interior, quanto nas comunidades mais carentes. O governo do estado em parceria com o governo federal tem todas as condições de fazer avançar a democracia nos meios de comunicação, basta querer e para seu próprio bem, haja vista a experiência  da eleição anterior.

24 de nov de 2010

Os olhos da cara

Muitos gaúchos e gaúchas são vegetarianos por opção, no entanto, a parte carnívora sofre nas mãos das grandes redes de supermercado, que "cravam a faca" em seus clientes na hora de oferecer carnes de qualidade com preços acessíveis. Em outros estados (Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso) a carne é infinitamente mais barata do que aqui na terra guapa. Os produtos do dia-a-dia também são bem mais baratos em outros estados , clique aqui e compare os preços com a rede de supermercado Mundial, do estado do Rio de Janeiro.

Frutas, verduras, laticínios, pães, embutidos, tudo é muito mais caro por aqui nessas grandes redes, até o feijão e o arroz têm preços superiores, e não consigo entender como um estado produtor de carne, de arroz,de frango e de derivados do leite, pratica preços absurdamente mais caros que em outros Estados.

E não me venham dizer que é só imposto a diferença, pois supermercados da periferia praticam preços inferiores para o mesmo produto, e no caso da carne, a diferença de preço e de qualidade pró consumidor chegar ser de 30% inferior.

23 de nov de 2010

O que Yeda não fez no setor da irrigação

O anúncio de que um período longo de estiagem se aproxima do RS deixa claro que a tal Secretaria Extraordinária da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, criada no desgoverno de Yeda, não passou de pura demagogia política. Na minha opinião, este final de ano vai mostrar que o Estado não foi preparado para tal evento climático, como a imprensa afirmava. 

No auge do verão, quando a seca estiver "pegando" nossas cidades do interior e da Região Metropolitana  é que veremos o tamanho da peça pregada nos gaúchos pelo governo Tucano. Pela entrevista concedida hoje (23), à rádio gaúcha, o secretário Rogerio Ortiz Porto enrolou enrolou, e não fez o balanço qualitativo e quantitativo das ações do governo no setor, e por fim,  afirmou que seriam necessários R$ 5 bilhões de reais em investimentos para resolver o problema.

O prefeito de São Borja e presidente da Associação dos Municípios da Fronteira-Oeste, Mariovane Weis, também foi entrevistado ,e afirmou que  há muito pouco investimento em irrigação, açudes e barragens na região, e que esses municípios ainda dependem do rio Uruguai, ( que  já  dá sinais de que sofrerá uma redução do fluxo de água com a estiagem que se aproxima). Segundo ele, a região depende da água para as plantações de arroz e soja, bem como para a criação de gado.

O certo é que o governo Tarso, por meio da Defesa Civil, Secretarias afins e Banrisul , junto com os prefeitos, precisam trabalham de forma articulada para amenizar o problema, dando agilidade aos processos de homologação dos decretos de emergência, acelerando o envio desses documentos para o Ministério de Integração Nacional.
A criação de uma verdadeira política de irrigação passa pelo aproveitamento racional dos recursos de água e solos fazendo o aproveitamento racional desses recursos com a maximização da produção e a utilização mínima desses recursos, além é claro, de apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de projetos com o apoio de todas as esferas do governo.

Novas imagens "eletrizantes" de Lasier Martins

20 de nov de 2010

Afinal, quem é a nova classe média?

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

A nova classe média brasileira é composta de famílias conservadoras em termos religiosos e de hábitos sociais. É muito consumista, espantosamente consumista e não vota em candidatos que signifiquem ruptura porque tem receio de cair de novo. O comentário é de Rudá Ricci em entrevista ao sítio do Sindicato dos Professores de São Paulo – Sinpro-sp, 19-11-2010.

Rudá Ricci é graduado em Ciências Sociais pela PUC-SP. É mestre em Ciência Política e o doutor em Ciências Sociais pela Unicamp. Atua como consultor no Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal e do Instituto de Desenvolvimento. É diretor do Instituto Cultiva e professor da Universidade Vale do Rio Verde e da PUC Minas.

Eis a entrevista.

Professor, quem é mais especificamente essa nova classe média que está surgindo no Brasil?
Principalmente na primeira década do século 21, praticamente 24 milhões de pessoas são alçadas à condição de classe média no Brasil. Esta é uma situação inédita na história do país e só encontramos algo similar nos Estados Unidos, na década de 1950, depois da Segunda Guerra Mundial. Essa é uma nova classe C, que ganha entre 4 e 10 salários mínimos – pensando na renda familiar e não individual. Ela rompe com o histórico de pobreza. São pessoas jovens, com até 25 anos, magras e negras. Eles romperam portanto com a história dos pais, dos avós, dos bisavós e, por isso mesmo, consomem muito, porque querem se afastar a qualquer custo, como faria qualquer pessoa no lugar deles, do histórico de marginalidade que sempre existiu.
Já temos várias pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, do Ibope, do Boston Group, muitos dados, sobre essa nova classe C. Ela sabe que não é miserável, mas tem medo da queda. Por isso mantém uma rede de relações que, em caso de qualquer liquidação, por exemplo, uma família avisa a outra e rapidamente vão ao consumo. Eles não consomem produtos populares, ao contrário do que se possa imaginar. A classe C compra produtos de marcas top e Premium, TV de plasma, celular, carro, imóveis na periferia. É muito consumista, espantosamente consumista. Essas famílias são conservadoras em termos religiosos e de hábitos sociais, desconfiam de tudo que é público, são conservadores politicamente e não por ideologia.

É o medo de perder as conquistas?
Exatamente. A nova classe média tem muito receio de cair de novo, por isso não vota em candidatos que signifiquem ruptura, que demonstrem alguma tendência de mudar a ordem pública. É importante ressaltar que esse grupo não se prende a curral eleitoral e essa talvez seja uma característica nova no jogo político nacional. Nunca antes tivemos um grupo com características assim. Só votam em quem garante a ascensão social, ou seja, querem garantias de que vão continuar comprando e que vão pagar as dívidas, porque 60% já estão endividados e 40% desse total não sabem o que fazer para pagar esses débitos. E a segunda característica é que eles não votam em quem propõe ruptura. E nesse sentido, o Lula cai como uma luva para esses anseios. Mas não como idolatria, é fundamental dizer isso. Lula combina com esse pensamento pragmático da ascensão social e da manutenção da ordem vigente.

E, portanto, também a candidata apoiada por ele, Dilma Roussef. 

O candidato dele – mostram várias pesquisas qualitativas – foi o próprio Lula. Esses estudos revelam que uma parcela significativa da classe C e das classes ainda mais baixas votaram no lulismo. E não por ignorância, não é um grupo inconsciente, mas eles identificaram em Dilma a continuação do lulismo. Eles sabiam que estavam votando num projeto que assegurava a ascensão da família, como eu já expliquei. Essa população tem letramento, tem acesso à informação. Não lê, é verdade, mas sabe o que está acontecendo e escolhe seus candidatos de forma bem egocêntrica. São famílias egocêntricas. Por exemplo, vão à igreja para conseguir o sucesso, por isso fazem muitas novenas e promessas. A religião é usada como uma estratégia de garantia e de estratégia da família.

Parece que isso muda então o lugar social da religião, não? 


Muda sim. Completamente. Eu mesmo coordenei uma pesquisa com os católicos praticantes e isso ficou muito claro. É o que estamos chamando de religiosidade privada, de se trabalhar a fé a partir de si e da sua família. A votação no final do 1º turno, com dados muito duros de crítica, ligadas à candidatura de Dilma, como a questão do aborto e do casamento de homossexuais, foi a primeira emergência pública política desse conservadorismo fundamentalista religioso no Brasil. Eu acho que surgirá nos próximos anos o primeiro movimento social de massa, de base, depois do regime militar, ultraconservador no Brasil. E eles vão definir as próximas eleições.

O senhor acha que esse movimento já está em gestação? 

O que estou querendo dizer é que já há no Brasil um caldo de cultura ultraconservador, vindo dessa classe média emergente, mas também das classes menos abastadas, e surgindo ainda como uma reação, não de cunho conservador religioso, mas de indignação, por parte da classe média tradicional, que por sua vez vem perdendo poder aquisitivo. A política de transferência de renda do governo federal retira recursos desse segmento tradicional.

Pois é, surge uma nova classe, com novos valores, novas demandas e certamente isso causa respostas sociais. Como se posicionam os outros atores diante dessa realidade? 

Em primeiro lugar, já existia esse caldo de cultura, mas não organizado. Então, no final do primeiro turno das eleições a gente teve uma liderança que se candidatou a se tornar referência desse segmento, que deve estar girando entre 10% e 20% do eleitorado brasileiro. No final do primeiro turno, as lideranças carismáticas da igreja católica e alguns bispos pentecostais e neopentecostais também se apresentaram, mas não se garante que são de fato lideranças dessa mobilização. Antes de responder a pergunta, vou levantar uma questão histórica e sociológica. Temos o caso da Espanha, país dividido em dois grupos, um mais à direita, conservador, e outro mais à esquerda, mais progressista. Mas lá são dois blocos bem unificados. E temos o Tea Party nos Estados Unidos, que também é um movimento ultraconservador.
A diferença é que existem 600 grupos conservadores norte-americanos que, embora votem juntos e pensem muito parecido, não se unificam nacionalmente. Na minha leitura, essa situação dos Estados Unidos é a que mais se aproxima da situação do Brasil. Se unem em eleições, em tempos de ajustes na economia, mas não se unificam num só partido, sob uma única bandeira, apesar de começarem a ter voz ativa. É o primeiro grande movimento de massa de direita depois da democratização. Isso é inédito. Tivemos a União Democrática Ruralista, a UDR, mas dessa vez é de base.

E os outros segmentos? 

 Estão surfando na onda do sucesso e do crescimento do país. As classes A e B não apresentam nenhuma rejeição à pauta do desenvolvimentismo que tivemos no Brasil nos últimos anos. Pelo contrário. Tivemos até uma parcela do empresariado – cito aqui o caso do George Gerdau – que até lançaram o terceiro mandato de Lula. Temos fatia da classe B e segmento da classe média tradicional que se posta com uma rejeição muito forte ao lulismo e a tudo que ele representa porque, além de perder o poder aquisitivo, é uma parcela que se posiciona contra os comportamentos fundamentalistas, eles se consideram mais livres, autônomos, cidadãos do mundo. Criticam o que consideram populismo e o que não leva em conta a alta cultura, a cultura de elite. Esse segmento tem uma postura mais ideológica e mais unificada. São os segmentos que assinam os jornais.

Vamos lembrar que as classes menos abastadas e a classe C, que juntas representam mais de 70% da população brasileira, não lêem jornais. A nova classe C, que é metade da população brasileira, não lê jornal. Então a gente tem aqui um confronto da linha editorial dos grandes jornais que, além da postura editorial, também têm uma estratégia de mercado de continuar falando com esse segmento. Então os jornais, como a Folha de São Paulo e O Globo, se alinharam e acabam virando porta-vozes dessa classe média tradicional, classe B, que se sente vilipendiada nos seus valores e no seu consumo. Essa segmentação política e ideológica tem relação direta com o mapa do Brasil. As classes emergentes estão no Norte e no Nordeste, enquanto o Centro-Sul e o Sudeste são mais reativos ao lulismo. O Brasil está dividido.

Daí as velhas reações preconceituosas de culpar os nordestinos pela vitória do lulismo, ou querer separar São Paulo do resto do país, porque aqui seria um país de primeiro mundo? 


Essa daí é a base cultural e de sentimentos que faz surgir reações de preconceito, de xenofobia, de racismo. Ou seja, temos hoje uma cultura ultraconservadora de orientação fascista. Precisamos começar a discutir aqui no Brasil – que se considera um país tão tolerante, uma democracia racial – que essa tolerância foi muito desgastada no processo eleitoral. A história da bolinha de papel vira uma senha para que os ânimos se acirrem. E essas manifestações contra nordestinos e homossexuais que vêm acontecendo em São Paulo estão no mesmo pacote de reações dessa classe média que se sente roubada. Uma pesquisa, se não me engano do Ibope, mostra que os universitários brasileiros são três vezes mais duros no que consideram punições justas para os infratores. São os universitários os que pedem as penas mais severas.

Parece existir então um momento político novo, com novas forças. 

Temos uma crise, um momento de crise, porque o cenário político-partidário vigente hoje não representa, não retrata esses grupos ultraconservadores. O Democratas está sumindo, já se fala em fusão com o PMDB e outra parte com o PSDB, não há esse espírito de direita conservadora nas eleições. E não ter essa força organizada em termos políticos acaba desembocando nessa oposição de afrontas pessoais, de briga por valores. A democracia vive de contradições. Ou seja, todas as forças políticas precisam estar representadas no espectro partidário. Se o país tem essa pluralidade ideológica e isso não se encontra no processo eleitoral, acaba se manifestando na rua. Então teremos daqui para frente eleições complicadas, principalmente porque também nosso sistema partidário está em frangalhos e o Estado cada vez mais poderoso. Os prefeitos hoje estão nas mãos do governo federal, através de convênios e parcerias. Ou seja, faltam instâncias mediadoras entre o governo federal e as ruas e isso é perigoso para a democracia.

Falamos das forças mais conservadoras, mas também me parece que as forças progressistas e alinhadas com as esquerdas também estão desaglutinadas. Durante o segundo turno, houve certa união, mas terminado esse processo, para onde vão essas forças? Parece que o lulismo não responde a velhas reivindicações, como a reforma agrária, a descriminalização do aborto, o casamento de homossexuais... O que o senhor pensa disso? 

As forças progressistas estão desaglutinadas, em especial as não partidarizadas. No campo partidário, temos um chamamento de aproximação entre PCO, PCB, PSOL, PSTU, entre outras forças. Outras organizações partidárias de centro-esquerda e todo movimento sindical estão sob as asas do lulismo, compõem uma única força política. Mas é no campo das organizações populares, como alguns movimentos sociais, pastorais sociais, ongs, fóruns e redes que a divisão é maior. Houve excesso de partidarização deste campo, que perdeu autonomia e jogou muito esforço em composições de governo e eleições. Agora percebem o peso de perder a autonomia e o protagonismo da agenda de reformas do país.

O que penso é que a reforma política poderá galvanizar este bloco. Temas como apenas uma reeleição para parlamentares, extinção do Senado, voto distrital misto, responsabilização de autoridades públicas que não melhorarem indicadores sociais, gestão participativa no parlamento, criação de um órgão federal semi-autônomo de planejamento estratégico do país (ao estilo Banco Central, com participação de representantes da sociedade civil e governo), democratização e articulação dos conselhos de gestão pública podem gerar uma pauta de retomada do controle social sobre o Estado.

Após oito anos o PIG guasca redescobre os problemas do RS

Fica claro, pelo menos para mim, que o PIG guasca voltou a identificar os graves problemas  do Estado do Rio Grande do Sul. O engraçado é que por oito oito anos (Rigotto e Yeda) o  tema  foi praticamente  esquecido. Lembram que a mídia só bombava aquela parolagem do Pacto pelo Rio Grande e da Sociedade Convergente ?  Resmas e resmas de papel, e que de nada fez avançar o desenvolvimento do RS. Prova disso  é o abandono do sistema carcerário, o aumento da criminalidade, o caos na saúde por falta de investimento do Estado, e a fragmentação da infraestrutura das estradas estaduais. Aliás, o RS só não parou durante os três  primeiros anos do governo Yeda  (que fazia o discursos do caos) porque , o governo Lula investiu na revitalização da agricultura familiar, no Polo Naval, nos aeroportos e estradas Federais do RS, além de bancar  centenas de viaturas e ambulâncias do Samu, que  Yeda propagandeava como se fosse investimentos de seu governo.

Pelo visto, o PIG retoma com força a vigilância dos problemas do Rio Grande, e posso apostar que até meados de maio do ano que vem, irá exigir do governo Tarso que todos os problemas do RS estejam resolvidos. O governo Tarso tem duas opções: ou compra a pauta diária do PIG e vira refém, ou faz o seu governo priorizando os temas que assumiu no seu plano de governo. Ah ! mais um coisa, a turma do PIG quer dinheiro para publicidade no inicio do ano e já deve estar preparando  suas câmeras escondidas. ahahahaha

19 de nov de 2010

Magno Malta sugere convocação dos donos da RBS para explicar preconceito



O discurso da senadora Ideli Salvatti, de Santa Catarina, foi aparteado pelo senador Magno Malta.
Falavam a respeito do comentário que reproduzo abaixo, na RBS de Santa Catarina:

18 de nov de 2010

O hedonismo da juventude

O hedonismo designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais. Esse sentido é utilizado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência de um povo. Pois bem ! eu quero estar errado,mas a visão que eu tenho da filosofia de vida da maioria dos nosso jovens, em especial aos filhos da classe média,  é a do prazer pessoal puro e simples, sem limites. 

Não quero generalizar, mas para mim, são jovens com o mínimo de preocupação social, desrespeito aos mais velhos, aos portadores de deficiência, alienados politicamente,  preocupados  apenas com a último lançamento de celular do que com a qualidade da educação oferecida por sua escola. Entendo que muito dessa alienação vem do fato de que os pais estão omissos ao deixarem para as escolas a função primordial da família: educar, formar caráter, honra, honestidade, solidariedade, respeito etc.

Não é normal ver jovens espancando professores, ordas de adolescentes bêbados em postinhos ou boates em altas horas da madrugada, sob o olhar complacente do pais. Na minha opinião, é dever da família (pai,mãe, avós, irmãos mais velhos, padrinhos e tios) ajudar esses jovens a buscar outro caminho antes que uma geração  inteira de se torne refém  de espelhos, tendo a vaidade com a principal virtude.

16 de nov de 2010

Para celetista do PIG guasca pobre não pode andar de automóvel



IMAGINA A INSOLÊNCIA DESSE ZÉ POVINHO ATROLHANDO OS AEROPORTOS E AS RODOVIAS (AHAHAHAHHAA). Só falta agora ir pra europa. É O FIM ! AAHAHAHAHAH

Qualquer semelhança com o vídeo abaixo é mera coincidência 

15 de nov de 2010

Tramandaí: A Tombstone do Litoral norte

Além dos carros-boates que aportam na cidade de Tramandaí nos finais de semana, trazendo ordas de bêbados, que passam à noite com o som ligado no mais alto grau, superior até a de uma turbina de avião, agora, também, a cidade sofre com uma espécie de arrastão para furtar radios de automóveis, pertences e os veículos, seja onde estiver. Pude presenciar neste final de semana uma senhora desesperada porque roubaram seu automóvel de dentro do estacionamento de um hipermercado da cidade.

Conforme me informa um morador antigo da cidade, somente na rua perto de uma pizzaria tradicional de Tramandaí, a Tio Bidi,  foram arrombados 10 veículos em questão de 1 hora.  Deixar o carro na beira da praia ou em ruas próximas, pode ter certeza, é 100% de chance de que seu veículo será arrombado ou furtado.

Cabe ressaltar ainda que as forças "vivas" de Tramandaí se recusam a ter uma penitenciaria na cidade, obrigando a cidade de Osório a receber grande parte de seus presos, ocupando cerca de 60% das vagas com apenados da Capital das Praias.

Infelizmente o que impera na cidade e no Litoral Norte é a especulação imobiliária, o desprezo por uma política social séria, e a falta de rigor na segurança pública , em especial  com aqueles que chegam para fazer verdadeiros  bordeis a céu aberto e acham que aquilo é  terra de ninguém. Saneamento  Básico ? ahahahahah, tratamento de efluentes (ahahahahahahcofcofcofof). A Capital das Praias está, para quem viu o filme, uma verdadeira Tombstone, sem lei e sem ordem.

14 de nov de 2010

Geração uísque com red bull

Para quem deseja entender a razão pela qual dezenas de jovens morrem nas estradas gaúchas nos feriadões e nos finais de semana, basta percorrer os barzinhos e os postinhos de qualquer cidade, para verificar que na maioria delas, a galera usa o mesmo padrão: álcool e direção. O básico é o famoso uísque com redbull, cerveja à vontade, vinho, vodka e pé na estrada. Após horas de consumo desse coquetel, é comum ver esses mesmos jovens pegar seus carros e partir para outras cidades na busca da "melhor festa". Após horas e horas de consumo de álcool, a maioria precisa retornar à cidade de origem, mas muitos ficam pela estradas, nas curvas da morte. A geração uísque com red bull tem dificuldade em assimilar liberdade com responsabilidade e não adianta campanha na mídia se é na família que isso precisa ser ensinado.

13 de nov de 2010

PIG não vai afastar o PT do PDT

Não adianta o PIG guasca querer plantar as sementes da discórdia entre o PT e o PDT porque não vão levar. Até os minerais sabem que a maioria das bases do PDT: lideranças regionais, vereadores e prefeitos apoiaram Tarso Genro e não embarcaram na canoa furada do PMDB guasca, exatamente ao contrário do que fizeram alguns parlamentares do partido.

Que o PDT deve e terá secretarias de ponta e ocupará cargos estratégicos no governo Tarso eu não tenho a menos dúvida, no entanto, entendo que o governador precisa ter em áreas essenciais — saúde por exemplo — pessoas com alto grau de conhecimento técnico, seja que partido for, mas que tenha a missão de fazer uma política de saúde capaz de atender as angustias da população, sem a politicagem que vimos no governo Yeda e Rigotto.

Também nao concordo que a Emater permaneça na pasta da Agricultura, pois o foco desta Secretaria será o agronegócio, e a Emater tem no seu DNA o apoio à agricultura familiar. Pelo que entendi, nenhum secretário vai nomear os seus de cabo a rabo numa Secretaria, pois terá que aceitar as indicações de outros partidos, numa espécie de pluralidade partidária em todos os órgãos. Portanto, esse blá blá blá do PIG guasca tem apenas o objetivo de criar a cizânia e contentar alguns parlamentares que foram ativos apoiadores de Yeda, pegaram o trem errado no primeiro turno, e agora querem passar por cima das suas bases eleitorais.

Ter o apoio do PDT no parlamento é fundamental, agora, formar uma aliança solida entre o PDT e o PT  é um sonho da base de ambos os partidos, e precisa ser perseguido pelas lideranças dos dois partidos.
O PIG NÃO VAI LEVAR ESSA.

NÃO VÃO LEVAR !

12 de nov de 2010

Ato repudia grupos neonazistas

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul – CCDH, presidida pelo deputado Dionilso Marcon (PT) promoveu hoje (12) um grande ATO EM REPÚDIO A TODA MANIFESTAÇÃO DE PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO.

A iniciativa do ato foi motivada por episódios recentes onde a 1ª Delegacia de Polícia apreendeu materiais e vídeos de conteúdo neonazista. Um desses vídeos apreendidos na operação da 1ª DP causou ainda mais preocupação, pois nele, o grupo neonazista veicula imagens do senador Paulo Paim, insinuando alto teor de preconceito racial e de incitação à violência contra os negros. 

O delegado Paulo Cezar Jardim, titular da 1ª DP da Capital, fez um longo e importante retrospecto da atuação de grupos nazistas no RS, demonstrando que em 1937 havia oficialmente no Brasil o Partido Nazista, substituído posteriormente pelo Partido Integralista, sendo que ambos pregavam a superioridade da raça ariana . O delegado também destacou que esses grupos atualmente operam em forma de célula, são organizados, violentos, e atuam ideologicamente, usando símbolos numéricos em camisetas (88, 18,14) como forma de saudar Adolf Hitler.

O senador Paulo Paim rechaçou que esses grupos de criminosos ganhem força no Rio Grande do Sul, e destacou o papel pioneiro dos gaúchos na luta contra o racismo e a discriminação racial. Segundo ele, as questões de raça começaram a ganhar visibilidade política no Rio Grande do Sul, em 1935, quando foi eleito o primeiro deputado negro da história do Parlamento gaúcho, Carlos Santos.  Também destacou outros políticos negros que fizeram história. Ele citou primeiro governador Negro do Brasil, o ex-governador Alceu Collares e afirmou que foram os gaúchos que o elegeram o primeiro deputado federal negro e o primeiro senador negro. O parlamentar também entende esses grupos neonazistas devem ser tratados como criminosos e defendeu a criação junto a Policia Federal de um departamento específico para combater o preconceito e a discriminação racial e de minorias.

As lideranças presentes alertaram que a sociedade precisa ficar atenta ao crescimento de grupos neonazistas e do fortalecimento de partidos de extrema-direita, principalmente em países de primeiro mundo. Segundo eles, esses grupos pregam a xenofobia, a discriminação racial entre os povos e o preconceito sexual. Os presentes também destacaram que no tanto no Brasil quanto na Argentina, grupos neonazistas agem infiltrados em torcidas organizadas de clubes de futebol com o objetivo de atrair jovens para a causa neonazista.  

O deputado Marcon parabenizou o trabalho da Policia Civil do Rio Grande do Sul e a atuação permanente do delegado Paulo Cezar Jardim, titular da 1ª DP da Capital, no que diz respeito ao combate à discriminação racial e ações criminosas contra as minorias. O parlamentar determinou que todo o conteúdo do ato documentação
pelo trabalho incansável

O objetivo do ato foi de demonstrar que a sociedade civil e o poder público estão atentos, denunciando, fiscalizando e agindo quando manifestações de intolerância de qualquer natureza vêm à tona. 

O ato contou com a presença de lideranças políticas, do judiciário, do Ministério Público e de dezenas de entidades em defesa dos direitos humanos e contra a discriminação racial: deputado estadual eleito pelo PT – Edegar Pretto; Delegado Wilson Müller; Presidente da ASDEP/RS; Quilombo Areial da Baronesa – Gessi Fontoura; Asseps – Gonzalo Garcia; Ponto de Cultura Campo da Tuca – Antonio Matos; Instituto de Pesquisa e Estatística da População Afro – Juarez; Sinsociólogos – César Schultz; Sintec/RS – Carlos Paulleto; Sindicato dos Técnicos Agrícolas – Carlos Coelho; GT Angola Janga – Flávio Teixeira; Federação Israelita do RS – Mário Cardoni; GTB/RS – Eder Pereira; Movimento Nacional de Direitos Humanos – Beatriz Lang; Representação do Povo Charrua – Sérgio Varela; Caminho da Águas – José Leonel de Carvalho; Comitê de Mulheres do PT – Marta de Barros; Frente Parlamentar Quilombola – Pernambuco; CEUCAB/RS – Clóvis de Souza; CTB/RS – Guiomar Vidor; CGTB/RS – Eder Pereira; Secretaria de Direitos Humanos – Mário Azambuja OAB/RS – Paula Ribas; MPE – Comissão de Direitos Humanos – Francesco Conti; MNU – Celso Woithecowiski; FTN/RS – Enio Santos; Coop. Afro-Brasileira de Geração de Renda – Luis Pires; Federação dos Metalúrgicos do RS – Milton Viário; ABRACO – Josué Franco; Nuances – Célio Golin; Igualdade – Marcele Malta

Nas entranhas do poder existem coisas além da imaginação

Eu não tinha dúvida que o palhaço Tiririca, deputado federal eleito pelo PR em São Paulo com 1,3 milhão de votos, sabia ler e escrever, claro que não com a aquela caligrafia (ahahahah). Na realidade, o movimento para cassar Tiririca tinha o objetivo claro de impedir que mais quatro deputados federais da base de Dilma fossem eleitos, todos ajudados com o voto do Franscisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca. Um deles é o delegado Protógenes Queiroz, mentor da Operação Satiagraha, que prendeu o o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity ( o mesmo que operava com Antônio Britto por essas bandas) 

Ocorre que a sentença foi proferida pela 7.ª Vara Criminal Federal, liderada pelo juiz Ali Mazloum. Ele decretou a perda do cargo do delegado Protógenes Queiroz  e o escrivão Amadeu Ranieri Bellomusto por violação de sigilo e fraude processual - crimes que teriam cometido na investigação contra o banqueir. Ocorre que o juiz Ali Mazloum é conhecido por sua ligação com o ministro Gilmar Mendes e por diversos outros escândalos. O ministro Gilmar Mendes é o mesmo que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas numa das ações mais rápidas da justiça brasileira.

 

Em 2004, Mazloum foi investigado pela Operação Anaconda por suspeita de formação de quadrilha na venda de sentenças judiciais e, em 2004, foi absolvido pelo STF com votos dos ministros Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Carlos Velloso e Celso de Mello.  Ali Mazloum teria ameaçado policiais rodoviários federais encarregados de monitorar escutas sigilosas e tentado obter deles cópias das gravações que diriam respeito a ele e a outros implicados na Operação Anaconda. O juiz responsável pela escuta era e ainda é o titular da 10ª Vara, enquanto o juiz Ali Mazloum atuava na 7ª Vara. 

Outra novidade das entranhas do Poder é o estreito relacionamento da ministra Ellen Gracie com o ex-presidente da República, o tucano Fernado Henrique Cardoso (o Homem com o pé e outras coisas na cozinha ahahaha). A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie anulou em junho de 2003 a desapropriação das fazendas Estância do Céu, Santa Adelaide, Caieira, Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil hectares), de propriedade de Alfredo Southall, trazendo grandes desgastes para o INCRA e uma grave crise social no meio rural. 


Como vocês podem ver, nas entranhas do poder, existem coisas que vão além da nossa imaginação, e na minha opinião, só vamos mudar nosso país para melhor quando tivermos uma purga em nosso judiciário, judiciário esse que nunca foi questionado por suas decisões.

11 de nov de 2010

Perfil parlamentar de Adão Pretto será lançado nesta quinta-feira

O livro "Perfil Parlamentar do Deputado Federal Adão Pretto" será lançado nesta quinta-feira (11), às 19h, no estande do Senado Federal da Feira do Livro de Porto Alegre. O evento é uma iniciativa do senador Paulo Paim e do primeiro vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia.

Trata-se de uma homenagem ao político falecido em fevereiro de 2009 em consequência de uma pancreatite. Pretto foi um homem ligado as questões camponesas,iniciou sua trajetória política no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí, participou das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), instituições ligadas à Igreja Católica, além de ser um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra no Rio Grande do Sul.

No ano de 1980 filiou-se ao PDT e em 1985, migrou para o PT, sendo eleito deputado em seis ocasiões consecutivas: como deputado estadual constituinte no ano de 1986, um dos primeiros deputados do PT gaúcho. No ano de 1990, foi eleito como deputado federal revisor e reeleito como deputado federal nos anos de 1994, 1998, 2002 e 2006. O deputado era presidente da Comissão de Legislação Participativa e foi um dos membros brasileiros do Parlamento Latino-americano.

Como parlamentar, opunha-se aos ruralistas na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Sua principal bandeira política foi a reforma agrária. Chegou a escrever um livro sobre o tema: "Queremos Reforma Agrária" (Editora Vozes, 1987). Sempre se destacou na defesa da causa dos movimentos sociais populares, em especial aos ligados as questões do campo como a defesa dos interesses dos pequenos agricultores e da luta do MST, pois fez de seus mandatos ambientes institucionais para a articulação dos movimentos sociais populares no Brasil.

Fonte : WWW.PTSUL.COM.BR // Por Denise Ritter.

10 de nov de 2010

Os desafios da Saúde Pública

Na minha opinião, um dos temas mais sensíveis para os gaúchos e também para os brasileiros é o tema da saúde pública. O governo Tarso e também o de Dilma terão o desafio de qualificar e ampliar ainda mais o Sistema Único de Saúde.Consultas com médicos especializados, Unidades de Pronto-Atendimento, mutirão para consultas atrasadas, remuneração compatível aos profissionais de saúde, reabertura de hospitais privados falidos, implantação de hospitais regionais e, agrego a isso tudo,  a criação de albergues públicos para que possam trazer dignidade para aqueles pacientes que necessitam sair das suas cidades e ficar meses longe da família, em tratamento médico.

A criação de um imposto específico para a área da saúde proposto pelos governadores precisa ser bem discutido, e se aprovado, precisa ser apenas mais uma receita, além das já destinadas ao setor pelo orçamento da União, dos estados e municípios, caso contrário, não funcionará. Entendo também que os governos estaduais precisam ter o compromisso com a saúde pública e impor metas para  que saia do papel a aplicação de 12% do orçamento para a saúde.

Entendo que o governo Tarso precisa ter os melhores quadros técnicos e políticos para ocupar a Secretaria da Saúde, pois o governador eleito terá que superar muitos desafios na saúde pública nos próximos quatro anos. 

8 de nov de 2010

ENEM: O início do terceiro turno

É puro engano para quem pensa que o PIG vai dar sossego para Lula e Dilma, haja vista o burburinho que a grande mídia está fazendo para "denunciar" o erro em 0,04 % das provas do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM. Que a gráfica tem responsabilidade sobre o erro eu não tenho a menor dúvida, agora, CONDENAR o processo inteiro é pura sacanagem.

O engraçado e que a mesma mídia que critica o processo do Enem, e a mesma que silenciou no caso dos livros didáticos de geografia distribuídos pelo governo do estado de São Paulo aos alunos da 6ª série do ensino fundamental. Os livros tinham erros grosseiros no mapa da América do Sul. O Paraguai e Uruguai foram trocados de posição e o nome do Paraguai aparece também dentro da Bolívia. 

Para quem não entendeu ainda, ocorre que o PIG quer fazer o terceiro turno das eleições, e tudo, eu disse tudo que o governo Lula e Dilma fizerem ou deixarem de fazer será ampliado negativamente. Problemas sempre ocorrerão, principalmente em se tratando de um país continental como o nosso. 

Portanto, cabe ao Ministério da Educação avaliar apenas se vale apena sofrer esse desgaste que a mídia tenta fazer com o exame, ou descentralizar às provas de forma regional com a fiscalização da Policia Federal. O RESTO É TERCEIRO TURNO.

5 de nov de 2010

Não tem preço

Orçamento da Defesa Nacional:
R$: 33,4 bilhões de reais;

250 blindados Leopard 1 A5:
R$ 12,5 milhões;

36 caças de 4ª geração: 
US$ 2,2 bilhões.

VER OFICIAIS DA DITADURA BATENDO CONTINÊNCIA PARA DILMA:  NÃO TEM PREÇO

3 de nov de 2010

#vergonha alheia



Senti vergonha alheia por essa gente ai do vídeo acima, pois acham que são eles que trabalham pelo Brasil (ahahahahhaha). Espero que esses vermes sejam processados por xenofobia e que passem longe das praias do nordeste em suas férias.

Campeões do Bolsa Família: Bahia, São Paulo e Minas


São Paulo é o terceiro estado da união com maior número de famílias beneficiadas pelo programa do governo federal Bolsa Família ficando atrás somente dos Estados de Minas Gerais, e Bahia. No Rio Grande do Sul há 414 mil beneficiados com o programa bolsa-família.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. O Programa integra o Fome Zero que tem como objetivo assegurar o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a conquista da cidadania pela população mais vulnerável à fome.
O Bolsa Família atende mais de 12 milhões de famílias em todo território nacional. A depender da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 22 a R$ 200.
Uma das reações da chamada elite paulista é desdenhar os altos índices de aprovação do presidente Lula, que gira em torno de 80%. E uma das justificativas estapafúrdia encontrada é dizer a popularidade é por causa do Bolsa Família dos nordestinos e que Dilma foi eleita por esse motivo.
Os meios de informação da mídia golpista não trazem em seu conteúdo artigos e matérias de ações positivas do governo federal. Nesta campanha voltou a ser comentado o programa de distribuição de renda do governo Lula, principalmente depois que o candidato tucano José Serra declarou que irá manter o Bolsa Família, seus aliados sempre chamavam o programa de Bolsa Esmola.
Provavelmente quem faz essas afirmações de que só é dirigida ao norte e nordeste do país desconhece o mapa acima com os últimos dados de 2009 sobre a quantidade de famílias beneficiadas nos estados do país pelo programa do governo federal.
Como podemos ver só a região sudeste, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, chegam a três milhões de famílias, ou seja, 30% do total, que hoje ultrapassa os 12 milhões de famílias atendidas. Na região Centro-Oeste, Mato Grosso, Mato grosso do Sul e Distrito Federal, totalizam 600 mil famílias incluídas no programa.
Os três estados do sul do país, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, têm também um milhão de famílias incluídas no programa de distribuição de renda, números quase idênticos aos cinco estados do norte.
O número de famílias contempladas é um pouco maior no nordeste por ser formado por nove estados, precisamos frisar bem o que é norte e nordeste por que a elite paulista desinformada costuma fazer confusões com mapas geográficos, vide os mapas do governo Serra distribuídos nas escolas que tinham dois mapas do Paraguai e não constava o do Equador.
Enfim, a justificativa que a popularidade de Lula é por causa do povo de cima, ou que bolsa família é pro povo do norte, e que Dilma foi eleita pelo eleitor nordestino, como costumam desdenhar, não serve mais de argumento, pois o estado de São Paulo é o terceiro estado da união a beneficiar o maior número de pessoas assistidas pelo programa, e os dados atualizados atingem mais de 1 milhão e 200 mil famílias.
Fonte: http://blogdadilma.blog.br/

2 de nov de 2010

Mesmo sem Nordeste, Dilma se elegeria presidente

Depois de uma das campanhas mais acirradas à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, de 62 anos, se consagrou neste domingo (31) como a primeira mulher a governar o Brasil. A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando conseguiu ampliar seu colchão de votos no Nordeste e no Amazonas, além de melhorar seu desempenho em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, segundo e terceiro colégios eleitorais do país.

A conjunção desses fatores assegurou sua folgada eleição. Dilma venceu no Distrito Federal e em 15 estados – a maioria no eixo Norte-Nordeste. Já José Serra (PSDB) virou a eleição em três estados em relação ao primeiro turno — Rio Grande do Sul, Goiás e Espírito Santo — e obteve maioria de votos em 11 unidades da federação, concentrados no Sul e no Centro-Oeste, além de São Paulo.

Era esperada uma alta abstenção, devido ao feriado de Finados e ao término antecipado das corridas estaduais. Apenas 14% do eleitorado nacional, em oito estados e no Distrito Federal, precisaram voltar às urnas para definir o governador – o que contribuiu para uma menor mobilização no segundo turno.

O percentual de eleitores que deixaram de votar foi de 21,39%, entre os 135.804.433 que estavam aptos. A abstenção no primeiro turno, como de costume, foi mais baixa, 18,12%. Em relação aos últimos segundos turnos, a ausência foi maior. Em 2006, foi de 18,99%, e, em 2002, de 20,47%. Neste segundo turno, porém, os votos nulos e em branco – que foram respectivamente de 5,51% e 3,13% em 3 de outubro – caíram para 4,40% e 2,31%.

Com 100% das seções apuradas, Dilma amealhou 55.752.508 de votos (56,05% do total de votos válidos) contra 43.711.350 (43,95%) de José Serra (PSDB). A expressiva vantagem da petista para o tucano – de pouco mais de 12 milhões de votos – ocorreu graças, sobretudo, à sua enorme votação nos estados do Nordeste.

Na região, consolidada como maior reduto eleitoral dos partidos de esquerda, a candidata teve 10,7 milhões de votos a mais que Serra. Mesmo se o Nordeste fosse excluído dos cálculos, Dilma venceria a eleição por um saldo superior a 1,3 milhão de votos – ou 0,9 ponto percentual (50,9% a 49,1%).

Serra não arrasa em SP

Uma mostra das dificuldades da oposição neste pleito foi o resultado final em São Paulo – maior colégio eleitoral do país. No estado governado pelo PSDB há 16 anos e por Serra até abril, a campanha tucana esperava abrir 3 milhões de votos a favor de Serra, para fazer frente ao massacre eleitoral no Nordeste.

Mas os paulistas não corresponderam tanto. No primeiro turno, o tucano venceu Dilma no estado por 40,66% a 37,31%, ao passo que Marina alcançou 20,77%. Já em 31 de outubro, Serra ganhou de 54,1% a 45,9% – uma vantagem de “apenas” 1,8 milhão de votos.

No Paraná e em Santa Catarina, Serra amealhou cerca de 1,1 milhão de votos a mais que Dilma. Foi apenas somando a votação nesses dois estados e em São Paulo que o tucano extraiu tal vantagem de quase 3 milhões de votos.

Nos outros oito estados vencidos pelo candidato do PSDB, o colégio eleitoral era pequeno ou o tucano teve vantagem reduzida – como no Rio Grande do Sul, onde o placar de 51% a 49% significou pouco mais de 100 mil votos de vantagem. Na soma desses 11 estados mais serristas que dilmistas, Serra abriu vantagem de quase 3,5 milhões de votos.

Os trunfos de Dilma

Dilma recuperou essa desvantagem e ainda pôs a diferença de 12 milhões de votos do resultado final ao obter votações maciças no Nordeste, no Amazonas, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Em Minas, a candidata abriu uma dianteira de 1,7 milhão de votos, praticamente anulando a vantagem que Serra obteve em São Paulo.

Depois de vencer no estado por uma margem folgada (46,98% a 30,76%) em 3 de outubro, Dilma obteve 58,4% dos votos (6,2 milhões) na terra de Aécio Neves no segundo turno, contra 41,5% (4,4 milhões) de Serra. A performance do tucano foi 33% melhor (mais 1,1 milhão de votos) e a de Dilma, 22% (mais 1,15 milhão). Mas a diferença manteve-se no mesmo patamar, entre 16 e 17 pontos.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, o tucano, com 22,53%, ficara em terceiro no primeiro turno, atrás dos 31,52% de Marina Silva. Subiu 17 pontos percentuais, para 39,5% (3,2 milhões). Mas Dilma avançou praticamente o mesmo índice – 16,74 pontos –, indo de 43,76% a 60,5% (4,9 milhões).

No eleitorado fluminense, ela se aproximou do governador Sérgio Cabral (PMDB) – que se reelegeu com 66% dos votos válidos no primeiro turno. Mais do que isso, só com o resultado do Rio e de Minas, Dilma compensou a desvantagem nos 11 estados perdidos para Serra.

O lucro veio do Amazonas e do Nordeste, onde a petista alcançou votações arrasadoras. No Maranhão, Dilma teve seu maior percentual da região (79,09%), seguido por Ceará (77,35%), Pernambuco (75,65%) e Bahia (70,85%). Nestes quatro Estados, Dilma pôs uma vantagem de 9 milhões de votos sobre o adversário.

O estado onde a futura presidente alcançou o seu melhor desempenho percentual foi o Amazonas, com 80,57% (o que significou 865 mil votos a mais que Serra). O melhor desempenho do tucano foi no Acre, com 69,69%. O Distrito Federal, única unidade da Federação vencida por Marina Silva no primeiro turno, foi conquistada desta vez por Dilma.
Fonte: http://www.vermelho.org.br/