22 de set de 2010

Sun Tzu IV

A arte da guerra se baseia no engano. Portanto, quando és capaz de atacar, deves aparentar incapacidade e, quando as tropas se movem, aparentar inatividade. Se estás perto do inimigo, deves fazê- lo crer que estás longe; se longe, aparentar que se está perto. Colocar iscas para atrair ao inimigo. Golpear o inimigo quando está desordenado. Preparar-se contra ele quando está seguro em todas partes. Evitá-lo durante um tempo quando é mais forte. Se teu oponente tem um temperamento colérico, tente irritá-lo. Se é arrogante, trata de fomentar seu egoísmo.


Se as tropas inimigas se acham bem preparadas após uma reorganização, tenta desordená-las. Se estão unidas, semeia a dissensão entre suas filas. Ataca o inimigo quando não está preparado, e aparece quando não te espera. Estas são as chaves da vitória pela estratégia.

Lula e o elitismo subalterno da Folha de São Paulo

GOLPISMO MIDIÁTICO? eu digo SIM

OPINIÃO DO BLOGUEIRO: SIM ! GOLPISMO MIDIÁTICO

O grupo RBS lança um feroz ataque ao presidente da república e aos movimentos sociais em seu editorial, publicado hoje (22). Acusa Lula  de estar iludido - dessa vez não usaram a expressão embriagado como fez nossa abelhinha - , pela sua estrondosa popularidade e avisa que ele vai manchar a sua biografia (mais do que ja tentaram nesses trinta anos ??ahahahahahacocofcofcof) , apontando que o Brasil caminha para uma venezuelização ou argentinização, seja lá o que signifique isso para o P.I.G. O editorial vai mais longe  e aponta que Lula respalda o patrulhamento de conotação fascista, patrocinado por lideranças incapazes de conviver com a crítica e  com ideias contrárias. Como não estou estimulado pelo emocionalismo eleitoral (vou deixar isso para A. Amélia e A. Motta), leia vc mesmo e tire as suas conclusões:

 EDITORIAIS

GOLPISMO MIDIÁTICO?

Estimuladas pelo emocionalismo eleitoral e por manifestações sectárias do presidente da República, lideranças sindicais e de movimentos ditos sociais, com o respaldo de partidos governistas, estão anunciando para esta quinta-feira um “ato público contra o golpismo midiático”. A manifestação, que é legítima na democracia que os brasileiros sensatos defendem para o país, envolve também uma evidente ameaça às liberdades constitucionais, em especial à liberdade de expressão. Quem é a mídia golpista? São os meios de comunicação independentes que estão noticiando irregularidades no governo, apropriação indébita da máquina pública por apadrinhados políticos do poder e por seus familiares, evidenciada no explícito tráfico de influência que provocou recentemente a demissão da ministra-chefe da Casa Civil? A imprensa pode cometer equívocos, como qualquer obra humana, e pode ser criticada por determinada reportagem ou mesmo por alguma posição editorial. Mas deve ter também, como atribuição democrática, a representação da sociedade para ver e denunciar as irregularidades e as distorções do poder público em todas as esferas.

Evidentemente, denúncias como as que vêm sendo publicadas nas últimas semanas podem trazer prejuízo político para quem está no governo e para os candidatos e militantes da chamada situação. Mas este é o preço da democracia. Imprensa digna é a que denuncia – e não a que se alinha submissa ao poder, abandonando seu compromisso com os interesses da população. As mesmas vozes que se erguem contra o papel da imprensa nos atuais episódios, a que qualificam de golpista, são as que elogiam quando as denúncias atingem seus adversários políticos. Assim, para esse pensamento sectário e deformado, a imprensa cumpre seu dever quando denuncia o mensalão do DEM, mas é antidemocrática quando descobre o tráfico de influência exercido na Casa Civil da Presidência. O ex-ministro José Dirceu chega ao cúmulo de ver na atitude fiscalizadora da imprensa o pecado de “abusar do direito de informar”, algo que soa como autoritário. Para corrigir tal pecado, propõe a receita embutida numa frase que eufemisticamente encobre a tentativa de controlar a imprensa livre: “A democratização dos meios de comunicação”.

O presidente da República, iludido pela sua estrondosa popularidade, corre o risco de manchar sua biografia de democrata ao avalizar tais gestos e ao respaldar o patrulhamento de conotação fascista, patrocinado por lideranças incapazes de conviver com a crítica e com ideias contrárias. O golpismo não está no exercício da liberdade de imprensa, insumo indispensável para qualquer democracia, mas na tentativa de silenciá-la. As frustradas tentativas de impor controles sobre os meios de comunicação, reiteradamente propostas nos últimos anos, recendem ao condenável modismo antidemocrático que vem sendo praticado na Argentina e na Venezuela.