
A sensação de que uma quadrilha tomou de assalto o governo do Estado, para mim é cada vez mais clara. Entendo ser a mesma sensação de ser assaltado por um policial fardado, pela impotência que a sociedade tem em resolver esse lamentável problema e que só pode ser resolvido daqui 15 meses. O principais partidos que dão sustentação a esse governo corrupto (PSDB, PP, PPS, PMDB, PTB, PDT) não largam o osso pois se o fizerem terão de abandonar centenas de cargos em comissão, e como todo mundo sabe, as eleições estão chegando. O caso Lied é o simbolo desse governo sem escrúpulos, assim como outras dezenas de casos já desbaratados pela Polícia Federal na Operação Rodin e na Operação Solidária. A mídia guapa tenta segurar o paciente (governo Yeda) vivo nos aparelhos dando de vez enquando algumas injeções do remédio Nova Fase no paciente vegetativo. O PMDB, partido com grande força no interior, tem como um de seus principais líderes, o deputado Federal Eliseu Padilha, outro envolvido até os ossos nos esquemas de corrupção e favorecimento de empreiteiras em obras públicas e outras cositas mais. O certo é que estamos no meio do ano e o governo Yeda já tem morte cerebral constatada, mantendo-se vivo apenas através dos aparelhos da grande mídia. O PT por sua vez tem a grande oportunidade de voltar a governar o RS desde que saia unido de seu encontro de hoje (19), que ocorre na Assembleia Legislativa. O 19 Encontro Extraordinário Adão Pretto, em homenagem ao deputado falecido em fevereiro deste ano. Lá é preciso encontrar a união de seus delegados em torno de um projeto, de uma coordenação ampla, da política que acolha ou deixe aberta às portas para seus históricos aliados e não somente em cima de nomes, pois se for assim, corre-se o risco de novamente o Estado continuar avançado rumo ao abismo por mais quatro anos.