26 de set de 2010

Transito: até quando vai essa carnificina ?

Hoje (26) passei no local do acidente, em Bento Gonçalves (distrito de Faria Lemos), onde um caminhão se perdeu numa curva. Parece que o veículo já nao tinha mais freios quando  bateu e  massacrou uma familia inteira num outro veículo e o próprio motorista do caminhão. O lugar era desolador, e a carga viva, já destroçada, estava toda espalhada, com milhares de pintinhos esmagados e alguns ainda vivos gritando por socorro, 24 horas depois do acidente. O motorista do caminhão, segundo colegas de profissão, afirmaram que provavelmente seu colega já não tinha mais freios no momento do impacto, pois naquela descida, se não dosar a pressão na frenagem, liberando e pressionando os freios na hora certa, pode acelerar a desintegração das balacas, ocasionado a perda total do freio no final da descida. 

Na realidade, dirigir um caminhão é um arte que exige muita técnica, conhecimento e equipamentos em perfeita manutenção. Muitas pessoas acham que frear um caminhão é como frear um carro, ledo engano. Meu pai, por muito tempo foi motorista de caminhão e pude aprender um pouco com ele sobre essa bela profissão e um pouco das habilidades dos caminhoneiros.  Um caminhão é como um navio, ela não pára no momento da frenagem e se desloca ainda por dezenas de metros, e se tiver carga total ( de 13 mil a 27 mil quilos), exige  ainda  mais perícia. Hoje, a maioria dos profissionais que operam caminhões de transportadoras possuem alto grau de especialização e técnica, no entanto, esse não é o caso de milhares de motoristas que transistam por ai em nossas estradas. Assisto também caminhões em péssimo estado de conservação, ou que já deveriam ter sido substituídos há muito tempo, ou motoristas que acham que seu caminhão é um tanque de guerra e que você é um inimigo.

Lamentavelmente hoje (26), como se isso tudo não bastasse, passei por outro triste acidente, com duas carretas destruídas na RS-470 entre os municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves. Depois descobri que na realidade foi um veículo que havia se perdido na curva e batido em um desses caminhões, ocasionado a carambola das carretas, e  que vitimou na hora o motorista do carro.

Entendo que os gaúchos terão que fazer um reflexão sobre esse tema e buscar uma solução para esse verdadeiro massacre que ocorre diariamente em nossas péssimas estradas gaúchas (na maioria de pista simples, mal sinalizadas e esburacadas)