6 de jul de 2009

CPI Já, Lair abriu tudo ao MPF, a casa caiu


Se os deputados estaduais que tinham "dúvidas" (ahahhaha) sobre a necessidade da abertura de uma CPI na Assembleia , agora não têm mais nenhuma justificativa, a menos que estejam recebendo algum beneficio do governo Yeda, ou envolvidos de alguma forma, ou protegendo amigos, ou protegendo colegas ou a própria sigla partidária a que pertencem . A confirmação veio ontem por meio de documentos a que Zé H teve acesso. (gurizada da pesquisa ! guardem esse material todo, recomendo ahahaha) e está pública na edição de hoje (06/07)

Segundo a reportagem, no ofício OF/SECRIM/PRRS/Nº 2669, datado de 16 de abril, o procurador Alexandre Schneider encaminha ao então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, um texto escrito por Lair Ferst detalhando 20 supostas irregularidades que teriam sido cometidas na campanha de 2006 e no início do governo de Yeda.

Lair afirma afirma que a casa de Yeda foi comprada por R$ 1 milhão, e não por R$ 750 mil, como está no contrato, e que a diferença foi paga com caixa 2.

Um dos 20 fatos, segundo apurou Zé H, afirma que a SP Alimentação, fornecedora de merenda escolar para a prefeitura de Canoas, doou R$ 500 mil que foram utilizados no início da organização da campanha. Os valores teriam chegado ao comitê por meio de Chico Fraga, então secretário de Governo de Canoas. A SP é suspeita de envolvimento na fraude no município.
O dinheiro não contabilizado normalmente era recebido por Marcelo Cavalcante, ex-assessor morto em fevereiro, e por Walna Meneses, assessora de Yeda e, segundo o depoimento, “controladora do caixa 2”. Lair faz ataques ao ex-marido de Yeda. Conta que Crusius era avisado da chegada de doações. Muitas vezes, à noite, diz o relato, Crusius buscava dinheiro no comitê e levava para o apartamento da candidata. Os recursos nunca mais retornavam.
Recomendo a leitura dos PDFs em anexo da reportagem em O confronto de versões