19 de fev de 2009

A casa caiu ?

Seria loucura do PSOL colocar em risco os mandatos do seu vereador Pedro Ruas, recém eleito em Porto Alegre e de sua única deputada Federal no RS, ao denunciar esquemas de corrupção no governo Yeda e de caixa 2 durante a campanha ao governo do Estado feita pelo PSDB. Eles devem estar bem "calçados" para fazer tais denúncias, pois se tudo o que foi dito é verdadeiro a casa de yeda caiu. A morte misteriosa de Marcelo Cavalcante, ex-representante do Estado do Rio Grande do Sul em Brasília, segundo Luciana Genro, provocou a antecipação da denúncia. Bem ! Se não foi o MP que passou às supostas provas para o PSOL, que teria tais provas ????????? Se Calvalcante era uma arquivo vivo e foi silenciado, imagino que uma pessoa com a mesma envergadura possa ter se apavorado e chutado o balde com medo de se transformar na próxima vítima. Sobre a denúncia de que havia dado R$ 500 mil de caixa 2 para Yeda na campanha, o deputado federal José Otávio Germano (PP) enviou a seguinte nota: "É repugnante a tentativa rasteira de fazer politicagem utilizando a morte de um ser humano. A nojenta declaração é mentirosa." Já o advogado de Lair Ferst, o criminalista Lúcio de Constantino afirmou que ficou entusiasmado, porque se tiver vídeo sobre às denuncias ele utilizará na defesa de Lair. O procurador da República Adriano Raldi informou que não havia depoimento de Marcelo Cavalcante marcado; que não houve acordo de delação com Lair e Marcelo no inquérito da Rodin; que não conhece as provas que o PSOL disse estarem em poder do MPF e nega que o PSOL tenha tido acesso a qualquer informação do processo junto ao órgão. Na frente do Palácio Piratini, os repórteres se amontoam aguardando o pronunciamento oficial de Yeda, que segundo a esposa de Calvancante, se reuniu com ele junto com o presidente nacional do PSDB, alguns dias antes de sua morte. Se Yeda foi conversar com Cavalcante para lhe oferecer um cargo, por que levou o presidente nacional da sua legenda junto ?
A governadora deve uma explicação.

Déficit zero de Yeda em iniciativas de combate à crise


O governo Yeda, passados quase quatro meses da implosão econômica de centenas de Players Globais, até agora não apresentou nenhuma medida econômica para amenizar os efeitos da crise global aqui nos pagos. Os efeitos da crise na economia gaúcha refletem na queda de 39% nas exportações gaúchas, redução na produção industrial, diminuição do emprego. Mas como Yeda não agiu e nem agirá, ontem, a bancada do PT na Assembleia Legislativa apresentou 22 sugestões para o governo Yeda de combate à crise. Os eixos principais passam pelo cumprimento dos percentuais constitucionais para saúde e educação, a retomada do Simples gaúcho com redução das alíquotas das pequenas empresas, antecipação do reembolso do ICMS pagos na compra de máquinas e equipamentos para a produção e suspensão do Fundopem das empresas que estão demitindo trabalhadores. Como Yeda se afunda com sua bandeira e discurso do déficit zero, provavelmente deixará dezenas de empresas quebrarem, sem tomar nenhuma atitude. Aliás , o discurso da crise serve muito bem para Serra em 2010 e o quanto pior melhor será a plataforma do PSDB nas próximas eleições.