26 de out de 2011

Código Florestal, a luta continua

Apoiado pela bancada ruralista na Câmara do Deputados, o deputado comunista Aldo Rebelo ( PC do B), relator do projeto do novo Código Florestal naquela Casa, fez aprovar o seu parecer, onde constam inúmeras aberrações contra o patrimônio ambiental brasileiro. Anistia para desmatadores, permissão para retirada de Áreas de preservação sem a devida compensação no mesmo bioma e por ai vai.

Agora, o projeto está no Senado, nas mãos do  relator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e provavelmente será votado nas próximas semanas. Se aprovado do jeito que veio da Câmara, o Brasil sofrerá um retrocesso ambiental imenso, permitindo que, por exemplo, imensas áreas de preservação, localizadas nas grandes cidades caiam nas mãos de grandes construtoras, ávidas por mais espaços, ocasionando certamente a destruição de fontes, extinção de espécies e do resta ainda da mata atlântica.

Além dos movimentos sociais (MST, Via Campesina, MPA, MAB), deputados e senadores comprometidos com a causa ambiental associada ao desenvolvimento sustentável,agora, inúmeras personalidades da sociedade brasileira se engajam nessa luta.  A modelo gaúcha Gisele Bündchen, o cineasta Fernando Mereilles e os atores Bruna Lombardi ,Wagner Moura, dentre outros, entraram nessa briga.

Para quem é fã da atuação desses artistas e modelos, vale a pena também conferir o que eles tem a dizer sobre o novo projeto do Código Florestal e o que isso afetará a sua vida e a de seus filhos.








24 de out de 2011

A verdade liberta, por Rita Sanco

 Rita Sanco, prefeita eleita pelo voto dos cidadãos de Gravatai

Gravataí está nos noticiários da semana, não pelas suas importantes conquistas administrativas respaldadas pela participação popular, mas porque se constituiu na Câmara Municipal uma maioria oposicionista circunstancial contra os representantes legitimamente eleitos pela população para governar a cidade entre 2009 e 2012. A cassação de meu mandato de prefeita, assim como o do vice, Cristiano Kingeski, votada por 10 vereadores do município, é uma afronta às regras de convivência política sob o Estado Democrático de Direito e responde por um nome: golpe. Além do PMDB, do PP, do PV e do DEM, siglas que tradicionalmente se opõem a nosso projeto de sociedade, tomaram parte na injustiça golpista o PTB e o PSB.

Sem identidade programática, a composição que impetrou o ato violento, calando a vontade das urnas, revela a que ponto pode chegar a luta pelo poder, quando esta se esgota em si mesma. Não há nada que, com base nos fatos e nos procedimentos em relação à coisa pública, justifique esse retrocesso institucional nas relações do Legislativo com o Executivo, o qual sequer foi investigado por uma CPI. O que há é a sede do poder, que conduz à deterioração do conceito de política como busca do bem comum. Não apostem, contudo, na falta de memória dos gaúchos em geral e dos gravataienses em particular.

Na ausência de provas para as falsas acusações, pífias em termos jurídicos, o condomínio que enxovalhou a democracia recorre ao argumento de que a prefeitura teria comprometido as finanças municipais ao negociar dívidas com instituições públicas. A mais citada, é uma dívida com a CEEE, que remonta ao período de 1992 a 1997, adquirida e cobrada pelo Banrisul em um processo que se arrastou até início de 2011, quando o banco enfim aceitou um acordo em que abria mão de todas as atualizações monetárias, juros e multas, resguardando somente a atualização pela taxa Selic. Assim, a dívida que beirava R$ 84 milhões foi reduzida para R$ 24,5 milhões fixados em acordo firmado ad referendum da Câmara de Vereadores, e depois aprovado pela mesma. A negociação fechou em excelentes condições, permitindo que o município voltasse a obter crédito, financiamento e recursos para a qualificação da vida de seus moradores. A ilação de que a dívida chega a R$ 150 milhões é descabida, soa como uma interessada mágica financeira. Esperamos pela Justiça.



Charge -Blog do Kayser