16 de jul de 2009

Aula de cidadania à tucana

A governadora Yeda mostrou nessa manhã uma aula de cidadania à tucana ao baixar o cassetete nos professores que fizeram manifestação em frente à sua casa-mansão em Porto Alegre. A presidente do Cpers, Rejane de Oliveira foi presa, além da vereadora do PSOL Fernanda Melchionna, e de dois professores e o repórter fotógrafico do Cpers. No governo Olívio lembro que um grupo de manifestantes de direita pintaram seguranças e deputados do PT com duzias de ovos podres e ninguém foi agredido. A saber: O Palácio Piratini era a casa oficial do governador. No ano passado, numa passeata contra a corrupção, a BM cercou e espancou dezenas de pessoas próximo ao Parque da Harmonia, e sou testemunha da orientação pessoal do coronel Mendes de que ninguém deveria chegar ao Piratini pois "já havia muita gente lá se manifestando". A questão da mansão de Yeda e o desgaste público dessa senhora me lembra outra figura triste de nossa política, a de Antônio Britto. Aliás, o principal aliado de Yeda, o PMDB guapo, sempre sai de lombo liso dessas situações. O saboneteador, ops, senador Simon deve mesmo apoiar Yeda até o fim, pois foi no governo de Rigotto que o esquema de corrupção no Detran foi montado sendo ampliado no governo tucano de Yeda e desmontado pela Policia Federal na Operação Rodin. É lamentável que nossas eleições não sejam neste ano, pois nunca vi um Estado tão débil de política, do econômico, do social e de moral.

O Titanic brasileiro e a CPI Petrobrax

Sugiro que nossos pizzaiolos, ops, senadores desejososos de um palanque eleitoral, ops, de uma CPI sobre corrupção na Petrobras, retroaja suas investigações a março de 2001, quando a P-36, maior plataforma de produção de petróleo no mundo afundou. Seu valor à época U$ 350 milhões. No dia 15 de março daquele ano trabalhavam 175 pessoas no local, no momento do acidente, das quais 11 morreram, todas integrantes da equipe de emergência da plataforma. Depois das explosões, a plataforma tombou e no dia 20 de março afundou. O acidente foi causado por "não-conformidades quanto a procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto"
Lembro que naquele tempo o governo FHC queria privatizar a Estatal e seu governo propôs trocar o nome da empresa para Petrobrax, para ficar mais palatável para os lábios americanos e ingleses neoliberais. Senhores senadores, não tenham medo de investigar a empresa, mas comecem de onde se deve começar, ou seja, de 2001 em diante.