12 de nov de 2010

Ato repudia grupos neonazistas

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul – CCDH, presidida pelo deputado Dionilso Marcon (PT) promoveu hoje (12) um grande ATO EM REPÚDIO A TODA MANIFESTAÇÃO DE PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO.

A iniciativa do ato foi motivada por episódios recentes onde a 1ª Delegacia de Polícia apreendeu materiais e vídeos de conteúdo neonazista. Um desses vídeos apreendidos na operação da 1ª DP causou ainda mais preocupação, pois nele, o grupo neonazista veicula imagens do senador Paulo Paim, insinuando alto teor de preconceito racial e de incitação à violência contra os negros. 

O delegado Paulo Cezar Jardim, titular da 1ª DP da Capital, fez um longo e importante retrospecto da atuação de grupos nazistas no RS, demonstrando que em 1937 havia oficialmente no Brasil o Partido Nazista, substituído posteriormente pelo Partido Integralista, sendo que ambos pregavam a superioridade da raça ariana . O delegado também destacou que esses grupos atualmente operam em forma de célula, são organizados, violentos, e atuam ideologicamente, usando símbolos numéricos em camisetas (88, 18,14) como forma de saudar Adolf Hitler.

O senador Paulo Paim rechaçou que esses grupos de criminosos ganhem força no Rio Grande do Sul, e destacou o papel pioneiro dos gaúchos na luta contra o racismo e a discriminação racial. Segundo ele, as questões de raça começaram a ganhar visibilidade política no Rio Grande do Sul, em 1935, quando foi eleito o primeiro deputado negro da história do Parlamento gaúcho, Carlos Santos.  Também destacou outros políticos negros que fizeram história. Ele citou primeiro governador Negro do Brasil, o ex-governador Alceu Collares e afirmou que foram os gaúchos que o elegeram o primeiro deputado federal negro e o primeiro senador negro. O parlamentar também entende esses grupos neonazistas devem ser tratados como criminosos e defendeu a criação junto a Policia Federal de um departamento específico para combater o preconceito e a discriminação racial e de minorias.

As lideranças presentes alertaram que a sociedade precisa ficar atenta ao crescimento de grupos neonazistas e do fortalecimento de partidos de extrema-direita, principalmente em países de primeiro mundo. Segundo eles, esses grupos pregam a xenofobia, a discriminação racial entre os povos e o preconceito sexual. Os presentes também destacaram que no tanto no Brasil quanto na Argentina, grupos neonazistas agem infiltrados em torcidas organizadas de clubes de futebol com o objetivo de atrair jovens para a causa neonazista.  

O deputado Marcon parabenizou o trabalho da Policia Civil do Rio Grande do Sul e a atuação permanente do delegado Paulo Cezar Jardim, titular da 1ª DP da Capital, no que diz respeito ao combate à discriminação racial e ações criminosas contra as minorias. O parlamentar determinou que todo o conteúdo do ato documentação
pelo trabalho incansável

O objetivo do ato foi de demonstrar que a sociedade civil e o poder público estão atentos, denunciando, fiscalizando e agindo quando manifestações de intolerância de qualquer natureza vêm à tona. 

O ato contou com a presença de lideranças políticas, do judiciário, do Ministério Público e de dezenas de entidades em defesa dos direitos humanos e contra a discriminação racial: deputado estadual eleito pelo PT – Edegar Pretto; Delegado Wilson Müller; Presidente da ASDEP/RS; Quilombo Areial da Baronesa – Gessi Fontoura; Asseps – Gonzalo Garcia; Ponto de Cultura Campo da Tuca – Antonio Matos; Instituto de Pesquisa e Estatística da População Afro – Juarez; Sinsociólogos – César Schultz; Sintec/RS – Carlos Paulleto; Sindicato dos Técnicos Agrícolas – Carlos Coelho; GT Angola Janga – Flávio Teixeira; Federação Israelita do RS – Mário Cardoni; GTB/RS – Eder Pereira; Movimento Nacional de Direitos Humanos – Beatriz Lang; Representação do Povo Charrua – Sérgio Varela; Caminho da Águas – José Leonel de Carvalho; Comitê de Mulheres do PT – Marta de Barros; Frente Parlamentar Quilombola – Pernambuco; CEUCAB/RS – Clóvis de Souza; CTB/RS – Guiomar Vidor; CGTB/RS – Eder Pereira; Secretaria de Direitos Humanos – Mário Azambuja OAB/RS – Paula Ribas; MPE – Comissão de Direitos Humanos – Francesco Conti; MNU – Celso Woithecowiski; FTN/RS – Enio Santos; Coop. Afro-Brasileira de Geração de Renda – Luis Pires; Federação dos Metalúrgicos do RS – Milton Viário; ABRACO – Josué Franco; Nuances – Célio Golin; Igualdade – Marcele Malta

Nas entranhas do poder existem coisas além da imaginação

Eu não tinha dúvida que o palhaço Tiririca, deputado federal eleito pelo PR em São Paulo com 1,3 milhão de votos, sabia ler e escrever, claro que não com a aquela caligrafia (ahahahah). Na realidade, o movimento para cassar Tiririca tinha o objetivo claro de impedir que mais quatro deputados federais da base de Dilma fossem eleitos, todos ajudados com o voto do Franscisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca. Um deles é o delegado Protógenes Queiroz, mentor da Operação Satiagraha, que prendeu o o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity ( o mesmo que operava com Antônio Britto por essas bandas) 

Ocorre que a sentença foi proferida pela 7.ª Vara Criminal Federal, liderada pelo juiz Ali Mazloum. Ele decretou a perda do cargo do delegado Protógenes Queiroz  e o escrivão Amadeu Ranieri Bellomusto por violação de sigilo e fraude processual - crimes que teriam cometido na investigação contra o banqueir. Ocorre que o juiz Ali Mazloum é conhecido por sua ligação com o ministro Gilmar Mendes e por diversos outros escândalos. O ministro Gilmar Mendes é o mesmo que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas numa das ações mais rápidas da justiça brasileira.

 

Em 2004, Mazloum foi investigado pela Operação Anaconda por suspeita de formação de quadrilha na venda de sentenças judiciais e, em 2004, foi absolvido pelo STF com votos dos ministros Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Carlos Velloso e Celso de Mello.  Ali Mazloum teria ameaçado policiais rodoviários federais encarregados de monitorar escutas sigilosas e tentado obter deles cópias das gravações que diriam respeito a ele e a outros implicados na Operação Anaconda. O juiz responsável pela escuta era e ainda é o titular da 10ª Vara, enquanto o juiz Ali Mazloum atuava na 7ª Vara. 

Outra novidade das entranhas do Poder é o estreito relacionamento da ministra Ellen Gracie com o ex-presidente da República, o tucano Fernado Henrique Cardoso (o Homem com o pé e outras coisas na cozinha ahahaha). A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie anulou em junho de 2003 a desapropriação das fazendas Estância do Céu, Santa Adelaide, Caieira, Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil hectares), de propriedade de Alfredo Southall, trazendo grandes desgastes para o INCRA e uma grave crise social no meio rural. 


Como vocês podem ver, nas entranhas do poder, existem coisas que vão além da nossa imaginação, e na minha opinião, só vamos mudar nosso país para melhor quando tivermos uma purga em nosso judiciário, judiciário esse que nunca foi questionado por suas decisões.