10 de mar de 2009

Camponesas denunciam justiça brasileira

No Estado do RS a jornada Nacional de Luta das Mulheres está demarcada por atividades realizadas no interior do Estado e na Capital gaúcha. Em Porto Alegre, cerca de 900 mulheres da Via Campesina, MTD e demais organizações urbanas, realizaram hoje (10) um ato público para denunciar as violências praticadas contra as mulheres e o povo. No ato de encerramento, em um momento simbólico, durante alguns minutos, as camponesas se colocaram de costas para o Tribunal de Justiça do Estado. Estavam ajoelhadas, de olhos vendados e representavam a imagem da Justiça brasileira. Após alguns minutos, levantaram-se e gritavam palavras de ordem, reafirmando o compromisso de não ficar de olhos vendados e de joelhos diante das injustiças cometidas contra as mulheres. Junto a luta das mulheres, também somaram a participação de servidores/as públicos/as de diversas categorias: professores, servidores da segurança pública e técnicos científicos, assim como, a participação de estudantes. No final do ato as mulheres da Via Campesina anunciaram que ainda no mês de março haverá um conjunto de lutas, pelo fim da criminalização dos Movimentos Sociais no RS, pela Reforma Agrária e pelo fim do modelo energético atual.
Imagem: Marcelo Rodrigues

Choque de gestão no velho oeste


O presidente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e mais dois assessores viram como se cobrava às dívidas no velho oeste. Ao ver o empreiteiro Marcelo Vargas sacar um revolver e exigir que a Corsan, a empresa que lhe deve uma suposta conta de R$ 183 mil reais há quase um ano não teve dúvida, pagou. Brincadeiras à parte, cabe destacar que o ato de desespero do empreiteiro se deve ao fato de que em setembro de 2008 , quatro diretores da antiga Superintendência do Vale do Sinos, com sede em Canoas, foram demitidos por suspeita de irregularidades constatadas em uma sindicância em oito contratos de obras e prestação de serviços, totalizando R$ 140 mil, entre setembro e dezembro. Outras 80 notas de serviços prestados tiveram os pagamentos suspensos temporariamente. Entre elas, as emitidas por Marcelo. Passados quase seis meses sem resultado da sindicância, o empreiteiro, afogado em dívidas, e tendo credores batendo a sua porta, achou por bem agir à moda do velho oeste. Já que a governadora Yeda gosta tanto dos métodos da iniciativa privada, deveria cobrar de seus subordinados o fato de um prestador de serviço ficar mais de seis meses sem receber uma resposta sobre o que lhe é devido ou não. Sobre o fato da diretoria da Corsan, ontem, anunciar 'lucro" recorde de R$ 211,9 milhões, fica a pergunta. A Corsan é um banco ? ou deveria investir esses recursos em obras de saneamento em municípios que despejam esgotos diretamente em nosso rios e córregos. Quero lucro zero e menos esgotos a céu aberto em nossas cidades.