19 de abr de 2009

Gerdau e a involução Darwinista do neoliberalismo

Nosso guru dos mercados livres, Jorge Gerdau Johannpeter em seu artigo, Saídas para a crise, publicado hoje (19) dia do índio, em Zé H, prega nada mais, nada menos, do que um protecionismo do governo brasileiro sobre os produtos importados para preservar a industria nacional. Achei que estava lendo um artigo de algum intelectual da esquerda (ahahaha).Para quem vivia dizendo que o mundo era globalizado e que no XI Fórum da Liberdade afirmou que queria menos Estado e mais mercado, podemos considerar que isso é uma avanço considerável (ahahahhah). "Não podemos esperar mais. Precisamos preservar o mercado interno, enfrentando nossos desafios estruturais e adotando medidas contra as importações predatórias.", se entrega. Numa teoria darwinista comparando o neoliberalismo de "Jorge" do ano passado com a declaração do "Jorge" desse ano, seria como se o homem de hoje voltasse a viver nas cavernas, e sem luz (ahahahahha). No final , é claro, ele desgarrega : Precisamos fazer a reforma tributária (menos imposto, menos estado) , reduzir os juros (nunca pediu na época do FHC) , melhorar a logística (o Padilha inaugurou 2 vezes a BR101 só com placas) , aprimorar a legislação ambiental ( acabar com a Fepam, Sema. etc) e aumentar a flexibilização das relações trabalhistas (trabalho semi-escravo), tão oneradas pelos encargos fiscais. Agora vai !

3 comentários:

  1. Nelson Antônio Fazenda19 de abril de 2009 22:55

    Quer dizer que o seu Gerdau resolveu abrir o jogo, meu caro Kiko?
    Quer dizer que a tão decantada pujança do grande empresariado privado precisa de uma ajudazinha do "papai" Estado?
    Pensei que fosse somente a mão invisível do mercado a garantir o sucesso dos - supostos - mais competentes, mais capazes.
    Na verdade, o que nenhum dos grandes e pujantes (?) empresários privados ousam confessar é que vivem a mamar nos fartos subsídios ofertados pelas gordas tetas publicas.
    Obviamente, para que consigam tal benesse, a corrupção tem de campear, solta.

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  2. O chato é que se ele se encalacrar, vamos achar bom o BNDES salvar (de novo) a pele dele.
    Então deveríamos ter um modelo de acompanhamento preventivo, com vistorias periódicas dos bancos de fomento e até TCE e TCU, motivados pela aplicação do capital do Estado sobre essas empresas.
    Precisamos cobrar eficiência e garantizar o dinheiro público investido nessas empresas do mesmo modo que o Banco Mundial se imiscui na administração pública.
    Vamos combinar que a maior parte do que eles (grandes empresários, Gerdau, Syrotski, Marinho, Silvio Santos) são, são porque alguém do Estado os escolheu para serem.
    Deixa eles se reunirem no fórum da liberdade, dizerem as sandices que os agradam, mas o patrimônio que eles pensam ter, ser privado, é 70% público.
    E esse patrimônio público deve ser fiscalizado e assegurado pelo TCU e TCE ao menos enquanto tiver incentivo público lá dentro e uma grande quantidade de cidadãos nacionais dependendo deles.

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  3. A cara de páu dos nazi-fascistas vai longe ... vai alí, onde tem grana do povo.

    Inté,
    Murilo

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