10 de jun de 2009

O corvo

Com 80 % de aprovação, Lula começa a asfaltar o caminho de sua sucessão presidencial. Quando eu era piá, ouvia meus avós falarem de um tal do presidente Vargas, da sua gestão, do seu estilo. Fiquei intrigado por aquela figura, que muitos anos depois fiquei sabendo que mesmo sem internet ou TV , conseguiu fomentar politicas nacionais para formar uma identidade nacional para o Brasil, mesmo sendo o nosso um país do tamanho que é. Meu trabalho de conclusão na Facu foi sobre a importância da rádio Nacional do Rio de Janeiro sobre a formação dessa identidade e como ela foi importante na difusão de uma cultura nacional. Foi ali que o brasileiro descobriu que aqui era um país só, com suas diferenças sim , com suas limitações sim, com seus defeitos sim, masi um único Brasil. Afinal, temos muito a caminhar, somos crianças, temos apenas 500 anos. Perto de países como China, Índia e a própria Europa, somo bebês de colo. Falo isso porque vejo no govero Lula um pouco dessa auto-estima alta do brasileiro sendo renovada, mesmo com crise internacional, recessão global e o diabo que carregue esses neoliberais. Redução de IPI, redução do preço do diesel, diversas faixas de imposto de renda, bolsa-família, investimento no ensino público, investimentos em infraestrutura (PAC), investimentos em saúde, investimento em saneamentto e habitação etc. Qual o cidadão que não sente orgulho de ser brasileiro, de apresentar aquele passaporte verdinho oliva e dizer lá fora que somos da terra do Pelé, do Ronaldinho e do Lula (ahahahah). Dilma, a sucessora, tem todas as condições de ser a próxima presidenta e dar continuidade ao projeto nacional. No entanto, tomem cuidado, pois a direitona conservadora fará de tudo para retomar o poder. Quem conhece nossas elites sabe disso. Lembram do Carlos Lacerda, o corvo. Era ferrenho opositor de Getúlio Vargas. O corvo dizia: esse homem não pode se candidatar, se se candidatar não poderá ser eleito, se for eleito não poderá tomar posse, se tomar posse não poderá governar. Pois essa parte do "não pode tomar posse" ainda está bem vivinha na cabeça de nossas elites. Depois da misteriosa morte do ex-assessor de Yeda, Marcelo Cavalcante tenho pra dizer que se fosse candidato não andaria em qualquer avião por ai ou tomaria água de qualquer copo. Os americanos sabem disso há décadas e não perderam mais nenhum presidente desde John Kennedy.

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