13 de nov de 2009

Pedágios: ela não desiste

Yeda não desiste mesmo e achou uma maneira, antes de sair, para conceder os pedágios comunitários ao custo de R$ 20 milhões ano, agora com o eufemismo da tercerização de serviços. É como ganhar numa megasena e pagar alguém para gastar seu dinheiro. Posso imaginar que daqui seis meses o custo da tercerização estará dando um suposto prejuízo para os tercerizados (ahahaha) e eles vão entrar na justiça pedindo reparação judicial. Povo que não tem virtude acaba por ser escravo.

2 comentários:

  1. Iniciativa criminosa.
    12/11/2009


    Este governo expressa intenção de entregar aos “amigos” os pedágios comunitários, instituídos no governo Alceu Collares, cuja destinação dos valores arrecadados era decidida pelos COREDES e sempre aplicada na própria rodovia. Os Coredes são os Conselhos Regionais de Desenvolvimento Econômico, constituídos por lideranças das respectivas regiões e nos quais tem assento Prefeitos Municipais, Presidentes de Legislativos Municipais, Reitores de Universidades ou Diretores de Faculdades na ausência de universidades. Há ainda outros membros. O importante é que os mesmos não são partidários. E dos pedágios fica 30% da receita para o DAER a fim de custear as operações. Os outros 70% das receitas eram depositados em contas próprias dos Conselhos em agências do Banrisul e empregados exclusivamente nas rodovias em questão. Infelizmente já faz um bom tempo que tais valores vêm sendo recolhidos ao caixa único de forma irresponsável, pois contrariando a legislação vigente. Importante ressaltar que um destes pedágios permitiu a duplicação da RS-239 entre Novo Hamburgo e Taquara, criando uma rodovia semelhante à Free Way. Recentemente andei nesta rodovia e me senti decepcionado vez que a mesma não mais recebe manutenção em razão dos desvios imorais de suas receitas. Agora que nos aproximamos de mais uma campanha eleitoral, vem dona Yeda com esta intenção de entregar aquilo que ao povo pertence aos amigos de ocasião. Dona Yeda incorporou o “espírito” entreguista do Antonio Britto de triste memória para mim e por certo para o povo consciente deste estado. Espero sinceramente que haja ainda um pouco de vergonha entre os membros de nossa Assembleia Legislativa não permitindo tamanho “assalto” aos interesses do povo.

    este texto estádesde ontem postado no meu blog, www.praiadexangrila.com.br

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  2. Nelson Antônio Fazenda13 de novembro de 2009 14:00

    Bem, na minha avaliação, deveríamos levantar as mãos aos céus pelo fato de a roubalheira no governo Yeda ter vindo à tona. Com isso, seu capital político despencou, o que a impediu de implementar com a força que desejava o seu projeto altamente deletério para o povo gaúcho. Assim mesmo, ela nos embutiu a venda de 40% das ações do Banrisul e o funesto empréstimo do Bird.
    Pois, agora, quando os órgãos da mídia hegemônica estão em pleno trabalho de inocentá-la das acusações de corrupção, eis que ela já se sente fortalecida para retomar seu projeto. Sem perguntar a um gaúcho que seja, usuário das estradas, tomou a decisão de terceirizar o que estava dando certo.
    Isto faz parte do projeto original. O projeto dos tucanos, demos e outros liberais(?) prevê que tudo o que estiver sob controle público ou estatal e que estiver dando lucro ou que tenha potencial para tanto, deve ser repassado para as mãos de uns poucos grupos empresariais. Estes vão se fartar com ganhos às custas do povo em geral.
    Na Assembléia Legislativa, o povo em geral pode contar, talvez, com uns 15 deputados apenas. Então, nesta instância dificilmente teremos alguma chance de êxito para as intenções populares. Assim, resta, para nos contropormos a tal projeto, a união, a mobilização e...a ação.
    Com a palavra o povo, que, segundo dizem, é o mais politizado do país e bom de briga.

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