4 de dez de 2009

Justiça condena professora a pedido do MPE

É muita falta de ter o que fazer de alguns membros do Ministério Público (MP) que moveram ação contra a professora Maria Denise Bandeira, que foi obrigada a pagar multa pecuniária para não sofrer processo penal, por ter obrigado um aluno a pintar as paredes de uma escola de Viamão que haviam sido pichadas por ele. Segundo a professora, ela aceitou pagar a multa para não enfrentar um duro processo penal. Deveriam ter dado uma medalha para a docente ao invés de criminalizar uma professora por oferecer uma punição didática ao aluno infrator.
O fato demonstra também que nosso MPE guasca realmente não corresponde mais aos anseios da sociedade. São dezenas de exemplos de omissão, descaso e alinhamento político com pessoas comprometidas nos nebulosos casos que envolvem os escândalos do governo Yeda.
No fatídico dia do assassinato de Elton Brum da Silva em São Gabriel a promotora daquela cidade afirmou na mídia que tudo tinha sido muito profissional por parte da BM. Outro membro do MP lutou e conseguiu o fechamentos das escolas itinerante do MST deixando as crianças sem aula, mesmo sabendo que os prefeitos se negam a dar transporte escolar para esses alunos. Um ex-secretário de Estado de Yeda, egresso do MPE conseguiu embaçar ainda mais a imagem da instituição ao proteger de forma velada interesses no caso Detran, e articulando a demissão da presidente daquele órgão.
Força professora ! a senhora deveria receber uma placa e uma homenagem, diante de tantos exemplos de corrupção e da roubalheira escancarada do erário público.

8 comentários:

  1. Isso que a ação da professora obteve a aprovação de, pelo menos, 95 por cento da população! Em razão desse extraordinário apoio os crápulas do MPE não estão divulgando a penalização da professora.Imagine se ela não tivesse esse apoio - ele teria sido trucidada...
    Dr. Alienista

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  2. Onde anda o CPERS, que não fala nada a respeito desse absurdo?

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  3. Que vergonha este MP que serve, ou se serve (farta distribuição de vagas pela destrambelyeda), do Rio Grande do Sul. Até agora não questionaram nada. e se prestaram para validar as desculpas deslavadas da compra da casa.

    E tem a turma fascista que luta contra os movimentos sociais e a favor do latifundio.

    Que vergonha!

    Claudio Dode

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  4. O MPE é uma instituição corrupta até a medula. Basta ver tudo que aconteceu no RS nos últimos anos. Deram até atestado de boa conduta para a cleptogovernadora.
    E o interessante é que, até bem pouco tempo, passavam a imagem de "virgens no puteiro" Fiscais da lei e defensores dos direitos difusos? Só quando o alvo é pobre e não dispõe de poder político ou econômico. Não tem diferença nenhuma do Arruda, a não ser o fato de que, talvez, não encham as cuecas de dinheiro para aliviar os falcatruas. O acerto é sempre mais em cima.

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  5. As ramificações da corrupção no Estado do RS está em todas as suas entranhas: executivo, legislativo e judiciário. Assim como a falta de ética. É inaceitavel o que ocorre nesses tempos sombrios, com o poder nas mãos dessa quadrilha qualificada. É uma vergonha ser gaucho, hoje!

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  6. Eu, fosse a professora, não teria aceito a transação oferecida pelo nefasto MP. Acontece que por algum fatalidade ela se veja envolvida em nova questão judicial, já terá antecedentes. Deveria ter enfrentado os bravos cheios de bravatas, para ver se teriam coragem de colocar na cadeia uma professora pobre, enquanto aquela professora que desgoverna o RS, fica ensinando como roubar aos gaúchos.

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  7. Insisto, onde anda o CPERS, que nada diz e nada faz para defender essa professora? É covardia política... Quem cala, consente!

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  8. O CPERS parece estar mais lacaio do que nunca. Ano que vem a Yoda provavelmente irá parcelar o 13º dos mendigos... err... professores, em módicas 13 parcelas (mesmo sendo ano eleitoral). Prova cabal de que ser honesto e decente neste país é sinônimo de trouxice. Porém, prefiro ser um trouxa com a consciência limpa.

    Não sou supersticioso, mas ultimamente o número treze tem trazido mau agouro ao nosso já desfalecido país (apesar de não ser o número dos tucanos).

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