5 de jun de 2014

Milionários no Congresso precisam de salário ou querem outra coisa ?



O jornal da Band fez ontem (04/06) uma reportagem e a propaganda de livro, baseado em reportagem sobre parlamentos europeus, que em alguns casos são bem espartanos, sem salário para deputados e muito nada de mordomia. Em tese eu concordo se o Brasil não fosse ainda tão desigual e se aplicada a mesma norma, tornaria o país ainda mais desigual. O problema é que contaram apenas a metade da historia. 

Primeiro, existe vários milionários no Congresso e estão em cinco partidos políticos: três do PMDB, dois do PR, do PP e do PSDB e um do PTB. O que esses milionários querem ?? ganhar R$ 29 mil ??
Assim como esses, existem outra dezenas de parlamentares riquíssimos que estão se lixando para a "merreca".

 Sabe o que eles querem ??? PUUUUUUDERRRRR. 


Segundo, não disseram, por exemplo, que a maioria dos parlamentares que hoje estão no Congresso nacional representam uma plutocracia, pois são financiados pelos grande empresariado, o latifúndio,empreiteiras, a banca internacional e o cartel da medicina e para esses grupos devem favor ou são os próprios donos dessas empresas. 

A guerra que os tucanos travam para voltar ao poder não é para o povo, mas para manipular orçamentos e concentrar ainda mais o poder e os meios de comunicação nas mãos dos mesmos que há 500 mandaram. 

Vejam o caso do senador Blairo Maggi (PR), chamado de o rei da soja, que também ganha o salário de R$ 29 mil no Congresso. Seu nome está na lista de bilionários da Forbes, portanto também não precisaria de salário e nem de benefícios do erário.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) e sua família são donos do grupo Iguatemi (do segmento de shopping), emissoras de tv, rádios e dono da fábrica da Coca-Cola no Ceará e possuem patrimônio avaliado em R$1,5 bilhão de reais, e em tese também não precisaria de salário do Congresso.

Mas o ponto que quero chegar é que aqueles que realmente defendem a classe trabalhadora no Congresso precisam do salário para sustentar seus mandatos. Portanto, para mudar isso é preciso de reforma política profunda.

De qualquer forma eu aceitaria um parlamento espartano por imposto de 75% sobre grandes fortunas no Brasil com é na amada França que a burguesia brasileira tanto ama, mas não declara renda lá.

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