23 de nov de 2010

O que Yeda não fez no setor da irrigação

O anúncio de que um período longo de estiagem se aproxima do RS deixa claro que a tal Secretaria Extraordinária da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, criada no desgoverno de Yeda, não passou de pura demagogia política. Na minha opinião, este final de ano vai mostrar que o Estado não foi preparado para tal evento climático, como a imprensa afirmava. 

No auge do verão, quando a seca estiver "pegando" nossas cidades do interior e da Região Metropolitana  é que veremos o tamanho da peça pregada nos gaúchos pelo governo Tucano. Pela entrevista concedida hoje (23), à rádio gaúcha, o secretário Rogerio Ortiz Porto enrolou enrolou, e não fez o balanço qualitativo e quantitativo das ações do governo no setor, e por fim,  afirmou que seriam necessários R$ 5 bilhões de reais em investimentos para resolver o problema.

O prefeito de São Borja e presidente da Associação dos Municípios da Fronteira-Oeste, Mariovane Weis, também foi entrevistado ,e afirmou que  há muito pouco investimento em irrigação, açudes e barragens na região, e que esses municípios ainda dependem do rio Uruguai, ( que  já  dá sinais de que sofrerá uma redução do fluxo de água com a estiagem que se aproxima). Segundo ele, a região depende da água para as plantações de arroz e soja, bem como para a criação de gado.

O certo é que o governo Tarso, por meio da Defesa Civil, Secretarias afins e Banrisul , junto com os prefeitos, precisam trabalham de forma articulada para amenizar o problema, dando agilidade aos processos de homologação dos decretos de emergência, acelerando o envio desses documentos para o Ministério de Integração Nacional.
A criação de uma verdadeira política de irrigação passa pelo aproveitamento racional dos recursos de água e solos fazendo o aproveitamento racional desses recursos com a maximização da produção e a utilização mínima desses recursos, além é claro, de apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de projetos com o apoio de todas as esferas do governo.

Um comentário:

  1. Só para lembrar que, no primeiro (ou segundo, não lembro bem) ano de mandato da Yeda, o orçamento do Estado destinava verba de 10 mil reais (eu disse 10 mil reais) para a Secretaria de Irrigação.

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