25 de jan de 2011

Albergue público é a cidadania traduzida em ação do Estado

No pacote de projetos que o governo Tarso Genro prepara para envio à Assembleia no mês de fevereiro, o da criação de albergues públicos para o acolhimento e atendimento de pacientes em tratamento de alta complexidade, juntamente com seus familiares, representa um dos mais relevantes do ponto de vista social e de cidadania. Há anos convivemos com a polêmica dos albergues patrocinados por deputados, que em troca da "solidariedade" aos doentes e seus acompanhantes recebiam um caminhão de votos de amigos e familiares das pessoas que utilizaram o serviço.

É lamentável assistir pacientes e os famíliares dos doentes perambulando pelas ruas da Capital à espera da hora da consulta ou do tratamento médico. A maioria delas chegam à cidade ainda na madrugada, em microônibus de prefeituras, e grande parte desses gaúchos e gaúchas têm pouco ou quase nenhum recurso financeiro para a alimentação, ou outras despesas básicas. Para esses cidadãos, passar um dia inteiro apenas com um pastel e um guaraná, ou até mesmo um pacotinho de bolachas recheadas é mais corriqueiro do que possamos imaginar. Basta ver ao redor dos grandes hospitais públicos a disseminação de vendedores de pasteis ou de lanches baratos, que na maioria das vezes tem muita coloria e poucos nutrientes, o que é lamentável, haja vista a necessidade de o paciente ter uma alimentação de qualidade ou equilibrada para que possa se recuperar.

Tenho a convicção que esses albergues públicos terão o apoio das comunidades, da sociedade civil, dos prefeitos e das lideranças políticas de todo o Estado, e que juntos encontrarão meios de manter e prestar um serviço de qualidade para esses cidadãos e cidadãs. 

Cuidar do seu povo e do bem-estar  da população é uma das funções do Estado, e são iniciativas como esta que traduzem o verdadeiro sentido da palavra cidadania.

Parabéns ao governo Tarso Genro pela iniciativa, mas sabemos que esta é apenas uma, entre tantas outras que serão necessárias para tirar o RS da vanguarda do atraso social e da estagnação econômica.

4 comentários:

  1. Tens total razão Kiko. E aí fico me perguntando por que até agora algum deputado não propôs tal no exercício do mandato, o que seria e é obrigação do estado?
    Sempre me perguntei isto e nunca consegui compreender o silêncio de todos os nossos deputados.

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  2. Kiko, o Tarso vai tirar o pão, digo, os votos de alguns inescrupulosos, que usam a "caridade" dos "seus" albergues, para se elegerem... "To morrendo de peninha deles".....rssssss!! Dá-lhe Tarso!

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  3. Meu post sobre a nova publicidade golpista da Globo News http://asarvoressaofaceisdeachar.blogspot.com/2011/01/nao-pense-na-cbn-muito-menos-na-globo.html

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  4. Concordo em parte. A proposta acaba parecendo um aperfeiçoamento da ambulancioterapia. Melhor seria se os pacientes não precisassem se deslocar, em tão grande número, para Porto Alegre. Querer um hospital em cada cidade é utopia, mas a criação de alguns centros regionais especializados seria viável e mais coerente.

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