28 de jan de 2011

Mais torres ? Mais justiça ?

Vista do MPE para a vila Chocolatão. (ar condicionado a 20 graus)
Enquanto aqui no Estado crianças estudam em escolas de lata, apenados se espremem em pocilgas denominadas de presídios e delegacias de polícia operam sem a mínima estrutura, há um outro lado, um mundo diferente, de fartura e bonanza na terra guapa.
Não precisa de legenda
  A chefe do Ministério Público Estadual, a procuradora Simone Mariano da Rocha, anuncia a duplicação das torres gêmeas e a construção de mais um anexo, tudo isso para promover justiça. O Poder Judiciário também já começou a construção de mais um prédio anexo ao Tribunal de Justiça, erguidos em 15 espaçosos patamares. Outras dezenas de foros já foram erguidos no interior, tudo isso no intuíto de provover a tal justiça.

Escolas de lata (39 graus, com ar da rua)

Próximo da sede do MPERS e do TJRS há uma vila, a Chocolatão, onde a cada ano dezenas de barracos pegam fogo, ratazanas e baratas caminham faceiras no meio do lixo, ao lado de crianças ,que desde cedo já sabem  que os restos de papelão, as garrafas pets e as latinhas de cerveja descartadas são os seus meios de sobrevivência. Desculpe ! mas fazer prédios nababescos não significa promover justiça.
Chocolatão: mais justiça e menos prédios de luxo


4 comentários:

  1. Muito bem e suscintamente dito!

    Os nababos do judiciário acham incômodo estar cercados dos que estão 'na baba'. Com isto, para evitá-los, usam alguns bilhõe$ a mais em salários pricipescos, seguranças... E palácios mais assépticos e guarnecidos, para que não caiam migalhas de justiça dos locais onde banqueteiam-se com a iguaria.

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  2. Bravo, Kiko! Vou te dizer, eles se julgam deuses, ou no mínimo, semi-deuses... Estão "acima do bem e do mal", sentem-se como se fossem o supra-sumo, a matéria melhor e mais "nobre". Mas isso é claro, pela ótica deles (pela minha, ñ o são). Para eles, tudo o que existe de melhor. Bem, mas e os outros? Os outros são o resto.
    Maria Ivony

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  3. Ultimamante se prestam até o papel rídiculo de caçar cursos, como fizeram a pedido do lobby das grandes empresas jornalísticas!

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