
A Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST envia nota-convite para dois importantes atos que ocorrerão

A Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST envia nota-convite para dois importantes atos que ocorrerão
Se for correta a informação de que em apenas 10 anos de cobrança de pedágios, as tarifas para veículos de passeio e comerciais com dois eixos subiram 92 % acima acima da inflação (IPCA) ,então temos que banir esses gatos do Estado imediatamente. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e usado oficialmente para avaliar a inflação no Brasil. A planilha, segundo o deputado Raul Pont, tem componentes fora da realidade. O deputado afima que os gastos incluem assessorias e consultorias. "O pedágio vive da manutenção de estradas e não de consultas e estudos", diz o parlamentar. Na CPI dos pedágios,realizada em 2006,na Assembléia Legislativa, foram identificadas notas frias, lançadas pelas concessionárias como se fossem despesas de manutenção das rodovias e que foram alvo de investigação na Receita Federal.
Ofício 254-cs da Agência de Regulação dos Serviços Delegados do Estado (Agergs) respondeu à Assembléia Legislativa sobre a participação da agência na elaboração do projeto do governo Yeda para prorrogação dos pedágios que tramita na Assembléia Legislativa.A AGERGS afirma que não participou da elaboração do projeto 279/08 para prorrogação dos pedágios que tramita na Assembléia Legislativa, conforme Yeda havia dito. Na realidade Yeda usou a Agergs transformando a participação de um grupo de trabalho que o governo criou para discutir o aperfeiçoamento do programa de concessões como se fosse uma "participação efetiva" na elaboração do projeto. O objetivo: dar um "verniz" técnico à proposta.
Estudos da agência afirmam categoricamente que todos os pólos de pedágios foram reprovados no quesito qualidade, ficando abaixo do aceitável, e que nenhum estudo sobre prorrogação, novas tarifas, inclusão de trechos, praças e valor de obras foi elaborada pelo corpo técnico da AGERGS.
O estudo apresentado pela Secretaria de Infra-Estrutura e Logistica do RS sobre os desiquilibrios econômicos dos pólos foi apresentado três meses antes de a Fundação Getúlio Vargas ter revelado seus estudos ( OS ESTUDOS DA FGV SÃO ÀS BASES PARA TAL ESTUDO).
O governo Yeda além de tomar às dores das concessionárias e usar orgãos de Estado para transparecer ares de idoneidade ao PL 279, também GANHOU poderes extra-sensoriais e de vidência.
O resultado do debate na TV COM, realizado ontem à noite (08), recebeu um recorde de ligações, a esmagadora maioria repudiando os atuais contratos de pedágios.Com mais de seis mil ligações, 73% responderam que a proposta é ilegal contra apenas 27% que opinaram pela legalidade dos contratos. Segundo o advogado Ricardo Giuliani, advogado das empresas das concessionárias de pedágio, o debate não é uma disputa entre o bem e o mal. Ponto
Foi anunciado hoje (08) que as concessionárias estudarão as mudanças solicitadas pelos deputados para aprovar o projeto dos pedágios. TUDO BALELA ! O que o governo (concessionárias) quer é
A PRORROGAÇÃO, E SÓ !
Neste momento 10h45min (08), representantes das Comissões de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, da Câmara de Vereadores e diversas entidades ligadas ao movimento negro e aos quilombolas realizam manifestação em frete ao Palácio da Polícia. Exigem que o delegado determine a busca do assassino de duas lideranças quilombolas ocorridas no início do mês. Após, a representação se dirigem à Policia Federal onde solicitarão o acompanhamento do caso. Na quarta-feira haverá uma missa, às 19h no quilombo dos Alpes e na quinta-feira às 10h ocorrerá uma audiência pública na Câmara de Vereadores, organizada pelo vereador Guilherme Barbosa e pelo deputado estadual Dionilso Marcon, ambos do PT.
Enquanto o comando da Brigada Militar ainda comemora os 171 anos da corporação, até hoje (8/12), mais de 171 gaúchos perderam suas vidas, vítimas de homícidio. Conta-se nesta cálculo apenas aqueles que morrem no ato do crime. Intrigante é que nesta fórmula se a pessoa é baleda, mas tem seu óbito no hospital,o indicador não é abastecido com esse número. Ou seja, é bem possível que esse registro esteja defasado , mas para baixo.
Oitocentas famílias foram selecionadas dentre 13 acampamentos do MST existentes no RS e serão assentadas em áreas desapropriadas pelo governo federal nos municípios de São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Ao contrário das lavouras de eucalipto da falida Aracruz , os assentamentos da reforma agrária trarão uma função social para às terras. Produzirão comida saudável para a população, movimentarão o comércio local e contribuirão no desenvolvimento social da população e da região. No dia 18 de dezembro, será realizado um ato público na fazenda Southall, em São Gabriel, para comemorar sua desapropriação e o assentamento das famílias. Assim como a fazenda Anonni, situada ao norte do Estado, a Southall será mais uma referência da reforma agrária para o país, colocando uma pedra no sapato daqueles que acham que os agriculores e agriculturas sem terra são um problema de meio ambiente, conforme afirmou Tarso Teixeira, presidente do Sindicato Rural de São Gabriel ao jornal Zero Hora deste Domingo (o7/12).
Provavelmente se a Aracruz tivesse adquirido a Fazenda Southall em São Gabriel, como já o fizera em dezenas de muncípios do RS — em muitos casos de forma ilegal e em nome de terceiro s em faixas de fronteira, conforme o próprio Incra denunciou — com o objetivo de plantar LAVOURAS DE EUCALIPTOS, a cidade estaria em maus lençóis neste momento. Segundo relato de vereadores e lideranças da região sul do Estado, a quebra da Aracruz teve efeito imediato naqueles municípios que apostaram nas forças do "mercado do eucalipto". Apavorados, sabem que a nova fábrica não sairá do "papel", portanto, haverá excesso de matéria prima para atual planta situada em Guaíba. O famoso O Horto Florestal da Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro (RS) — o mesmo ocupado por 2 mil mulheres da Via Campesina em março de 2006 — foi "desligado" e seus empregados demitidos. Aliás nenhuma crítica do meios de comunicação, nem mesmo um chiadinho dos arautos da grande mídia foi realizado sobre esse tema. Deveriam gritar, esbravejar, urrar contra o fechamento do horto, afinal tanto defenderam essa empresa aqui no RS. Além dos estragos sociais, econômicos e políticos também a política de meio ambiente foi afetada no estado, com a perseguição implacável de técnicos da Fepam que resistiram a determinação do governo Yeda de "liberar áreas " para a Aracruz plantar suas lavouras.
Acabo de receber a ligação de um caminhoneiro que está fazendo o trecho (Fortaleza - São Paulo - Porto Alegre - 4090 km ). Eu o questionei sobre a quantidade de pedágios que havia pago ao logo dos mais de 2 mil quilômetros de rodovia, ainda faltam 2 mil para chegar a Porto Alegre . Ele me disse "nenhum centavo" . Bom ! insisti ! Mas as estradas são péssimas ? "não ! melhores que as nossas". Não consigo imaginar às consequências a nossa população se a Assembléia Legislativa aprovar o projeto de Yeda de prorrogar por mais 15 anos os atuais contratos de pedágios. Se em 2,5 mil quilômetros não existe pedágio e as estradas estão boas,então deveríamos trafegar em verdadeiras auto-estradas de quatro pistas (um verdadeiro tapete).
Segurança,câmeras,aaaaa.... A parte da ação deixa pra lá, conforme admitiu a Secretaria de Segurança (major Fernando Alberto Grillo Moreira, chefe do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública-Ciosp), 19 das 48 câmeras da Capital precisam de manutenção (eufemismo para estragadas).
Para quem ainda não sabe, à ministra Dilma Rousseff mãe, avó e tia do PAC, tem seu próprio Blog de discussão política: é o http://dilma13.blogspot.com/ . Para quem deseja conhecer a futura candidata do presidente Lula à presidência da república, é uma boa pedida. Quem posta os materiais é Daniel Pearl. Coicindência ! Daniel Pearl (o famoso) era jornalista, e repórter do jornal The Wall Street Journal. Foi raptado por um grupo de terroristas em Karachi no Paquistão. Daniel foi assassinado, esquartejado em 10 partes. Um vídeo foi gravado e, inclusive, na época, ficou disponível na internet.
O arquivamento de uma ação no Tribunal de Justiça Militar, na qual teriam sido manipuladas provas em favor do então tenente-coronel Jorge Alfredo Pacheco de Barcelos, em um processo de prevaricação é mais profunda do que nós mortais podemos imaginar.
Há dois meses, quando a ex-secretária da transparência do governo Yeda, Mercedes Rodrigues, pediu pra sair do govenro por falta de apoio à criação da estrutura da secretaria, dois altos dirigentes (CCs) de Yeda, colocados na Emater já estavam em Roma, viajando, pelo visto a turismo, com dinheiro público. Só em diárias para alimentação, o chefe de gabinete recebeu US$ 6.700,00 dólares (cerca de R$ 16 mil). Em hospedagem paga pelo Estado recebeu outros US$ 1.577,00 para gastos com aluguel de carros e combustíveis. O diretor administrativo da Emater, também viajou a Roma. Ao todo, a expedição a Roma custou mais de R$ 40 mil aos cofres públicos. Cabe ressaltar que a Emater passa por grandes dificuldades devido a política de Yeda, políticas que envolvem demissão de funcionários e arrocho salarial. Reportagem do jornalista Giovani Grizotti (RBSTV) desvenda mais uma maracutaia no govero Yeda. Diretores da Emater ( Luiz Antônio Vial- chefe de gabinete e Cilon Fialho - diretor adminsitrativo) viajaram com dinheiro público para a Europa, mas justificando que captariam recursos para dois eventos que foram realizados antes mesmo da viagem dos dois ao destino.
A mulher de Luiz Antonio Vial também viajou no mesmo período e se encontrou com o marido ( surpresa !!!! qem será essa senhora ???? é parente de um alto e graduado tucano investigado na CPI DO DETRAN ) A COISA ESTA APENAS TOMANDO FORMA.
O BURACO É BEM MAIS PROFUNDO. AGUAAARDEMMMMM

Imagem: http://satiro-hupper.blogspot.com/
A terceira estrofe do hino rio-grandense representará o que seremos das concessionárias de rodovias se nos próximos quinze dias o aguerrido e valoroso povo gaúcho não se mobilizar contra o projeto do governo Yeda de prorrogação dos contratos de concessão das praças de pedágio. Ela quer mais 15 anos (de 2013 para 2028) para as atuais empresas. Se aprovado, os deputados perderão toda a autonomia sobre o tema, trasferindo ao Daer e as concessionárias o poder de decisão de retirar e colocar praças de pedágios onde bem entenderem, impedir rotas de fuga (vias alternativas) e explorar o filão publicitário nas faixas de domínio. Se a estrofe do hino ainda vale, tem que ser agora.
Ontem (26), em uma conversa com um amigo e colega jornalista ,que prefiro não revelar o nome, comentei o fato de que o PT precisava urgentemente beber novamente da fonte que lhe deu vida, correndo o risco de receber das urnas em 2010 um diagnóstico de envelhecimento precoce. Qual a minha surpresa ao visitar, como faço diariamente o, blog do rsurgente ? O belo artigo de Emir sader sobre esse mesmo tema que colo abaixo e que também está no site da agência Carta Maior: EMIR SADER
"PT envelheceu internamente e precisa se revigorar"
O impulso inicial que deu vida ao PT e desembocou no governo Lula, se esgotou. O dinamismo, a referência hoje está no governo e não no PT. Este precisa revigorar-se social e ideologicamente, para voltar a desempenhar um papel importante no campo político e ideológico do país, que tem na conjuntura já aberta da sucessão presidencial a maior das suas batalhas contemporâneas. A análise é de Emir Sader.
Emir Sader
O PT foi a maior esperança da esquerda brasileira – e talvez mundial, em um momento de esgotamento da esquerda tradicional. Depois de mais de duas décadas de existência, desembocou no governo Lula que, medido pela imagem ideológica que o partido tinha na sua fundação ou que exibiu na sua primeira década de vida, seria irreconhecível.
Não se trata agora de fazer uma breve história do partido e saber onde aquele fio original foi cortado e outro perfil foi se desenhando. Certamente ele tem a ver com a projeção da imagem de Lula, por cima e, de certa forma, de maneira independente do partido. Trata-se agora de tentar entender a situação em que se encontra o partido – paradoxalmente com um perfil político extremamente baixo, quando Lula exibe níveis recordes de apoio, de 80%. Em suma, o sucesso do governo não é o sucesso do PT, que ainda não saiu das duas crises que o envolveram nos últimos anos.
O PT sofreu dois duros golpes desde a vitória de Lula, em 2002. O primeiro, o perfil assumido pelo governo, com Palocci funcionando quase como um primeiro-ministro e impondo uma hegemonia neoliberal e continuísta ao governo. Tal como havia se configurado na parte final e decisiva da campanha eleitoral, se constituiu em torno de Lula um núcleo dirigente do governo, que tinha em dois dos arquitetos da vitória – Palocci, com a Carta aos brasileiros, e Duda, com o “Lulinha, paz e amor” -, referências fundamentais.
Palocci dava a linha geral, manejava os recursos, impunha – até mesmo a Lula – o discurso geral do governo. O PT presenciou tudo isso, ferido pela crise de expulsão e posterior saída de outros de seus membros, impotente. Não conseguir defender a reforma da previdência, que atentava contra tudo o que havia defendido, nem as orientações econômicas do duo Palocci-Meirelles, se defendia das posições de ultra-esquerda, que prenunciavam um caminho de isolamento, sectarismo e derrota.
Pouco tempo depois, quando o governo ainda não decolava, veio a chamada “crise do mensalão”, em um momento em que o partido ainda não tinha se refeito da primeira crise. Foram os piores anos da história do PT – 2003-2005. A imagem do partido foi revertida de partido ético, da transparência, para partido vinculado a negociatas e à corrupção, uma reversão da qual não conseguiu e dificilmente conseguirá sair. Apesar das eleições internas, que recuperaram um pouco da auto-estima, sem forjar uma nova direção com capacidade de redefinir o papel do PT e suas relações com o governo.
Lula e o governo se safaram da crise a partir dos efeitos das políticas sociais que se fortaleceram com as mudanças dentro do governo – especialmente a queda de Palocci e o enfraquecimento das suas orientações dentro do governo – e com o papel dinâmico que Dilma Rouseff passou a imprimir nas ações governamentais.
Mas, de alguma maneira o governo se safou com a crise exportada para o PT. A imagem que ficou foi a de que “os petistas” haviam cometido graves erros, que quase comprometeram irremediavelmente o governo Lula. E as acusações sobre José Dirceu e sobre os principais dirigentes partidários confirmavam essa versão. E o baixo perfil das direções posteriores, tanto a que foi eleita no PEC, quanto posteriormente pelo Congresso, foram na mesma direção, pelo baixo perfil dessas direções, pela falta de capacidade de iniciativa política e de mobilização da própria militância do PT.
O Congresso, ao invés de um grande balanço do primeiro governo de esquerda, conquistado ao longo das lutas de toda a história do PT, acabou sendo mais um acerto de contas entre as tendências sobre a crise do partido. Criticas à política econômica reafirmaram certo grau de independência diante do governo, mas em geral a avaliação deste e, sobretudo, as propostas para o segundo governo, não foram o centro do Congresso, desperdiçado para recuperar a capacidade de ação do PT.
No entanto, os problemas vêm de mais atrás e são mais profundos. A via moderada escolhida pelo PT já se assentava numa perda do peso da militância jovem e da militância social, marcante já no Congresso de 2000, realizado em Pernambuco. O partido perdeu capacidade de empolgar e mobilizar os que lutam ou poderiam ser despertados para a luta por um outro país, por “um outro mundo possível”. Uma parte destes trabalham em torno do MST ou de outros movimentos sociais, outros permanecem no PT, mas sem ímpeto de ação. O envelhecimento interno do partido é óbvio, não apenas na idade dos seus membros, mas também na falta de idéias, de criatividade, de alegria, de encarar os novos desafios com um rico e pluralista debate interno.
É como se o PT estivesse ainda sofrendo os efeitos de uma quase morte da experiência de governo, tivesse se safado por pouco, mas tivesse exaurido suas energias na sobrevivência, não voltando a ganhar ímpeto, criatividade, iniciativa, capacidade de liderança e, principalmente, de mobilização de novas camadas.
A elaboração de uma plataforma pós-neoliberal e o apoio decidido à organização das bases sociais pobres que apóiam substancialmente ao governo Lula – se constituem nas duas maiores tarefas que o PT tem que enfrentar, para se renovar, se revigorar. Encarar frontalmente o tema da plataforma com que vai lutar para o governo posterior ao de Lula e recompor suas bases sociais de apoio, na direção das grande massas do nordeste e das periferias das grandes metrópoles – onde residem os imensos bolsões de pobreza beneficiados pelas políticas sociais do governo – para reconquistar energia, capacidade de luta, de mobilização.
Porque o impulso inicial, o que deu vida ao PT e desembocou no governo Lula, se esgotou. O dinamismo, a referência hoje está no governo e não no PT. Este precisa revigorar-se social e ideologicamente, para voltar a desempenhar um papel importante no campo político e ideológico do país, que tem na conjuntura já aberta da sucessão presidencial a maior das suas batalhas contemporâneas. É uma nova grande possibilidade para o PT, onde se disputa o futuro do Brasil na primeira metade do século – na consolidação, correção de rumos, aprofundamento das linhas progressistas do governo atual ou no catastrófico retorno do bloco de direita ao governo.
O papel do PT será essencial se assumir a luta pelo cumprimento desses dois objetivos essenciais: formulação da plataforma pós-neoliberal para a campanha de 2010 e trabalho duro na organização das grandes camadas pobres que dão sustentação ao governo Lula.
Antes mesmo de os tucanos de alta plumagem assumirem assento fixo no Conselho do Grupo RBS, já é claro a mudança de posição do conglomerado em relação a temas polêmicos relacionados ao governo do PSDB (pedágios, corrupção, violência e o esfolamento dos servidores públicos). Tudo é tratado de forma "pasteurizada" e sem aprofundamento, ou com posição favorável ao governo. È comum pela manhã nos programas de entrevista de políticos da rádio gaúcha, por exemplo, a presença quase que semanal de ex-ministros de FHC, mesmo quando o tema tem relação apenas com o governo Lula.
O Movimento Nacional de Luta pela Moradia - MNLM realizou passeata no centro de Porto Alegre neste início da tarde (26/11). Denunciaram que há centenas de prédios abandonados em todoo Brasil e que podem servir de moradia popular. Segundo Beto Aguiar, um dos coordenadores do movimento, no centro de POA existe edifícios abandonados há mais de 25 anos.
Após passar por grandes dificuldades financeiras no final do governo FHC (Dólar 4 real 1 ) o grupo RBS se viu obrigado a se desfazer de "ativos" para escapar das garras do mercado. Um dos novos "colaboradores" e salvadores do grupo foi o tucano de alta plumagem e minstro do apagão de FHC, Pedro Parente. Parente foi guindado ontem (25) a integrar o Conselho da RBS na condição de vice-presidente executivo do grupo. Outro conselheiro (sócio) é Luiz Henrique Fraga, representante do Gávea Investimentos, tem alto grau de parentesco com Armínio Fraga, outro tucano, que já possui 12,6428% no capital da RBS Comunicações SA, holding dos negócios do grupo (não é pouco).Os tucanos estão bem aninhados aqui no RS, bem no alto do morro Santa Tereza.



Para Marcon, o assentamento de quase mil famílias de agricultores no RS traduz num marco de desenvolvimento econômico e social para o Estado e em especial para a cidade de São Gabriel . “O governo Lula está fazendo a sua parte pelo governo federal, investindo na agricultura e na reforma agrária, enquanto isso, o governo Yeda utiliza os recursos públicos para reprimir os trabalhadores”, desabafa. Segundo o deputado, em pouco tempo os assentados estarão produzindo alimentos, gerando e distribuindo renda e impostos para os municípios e para o Estado.
Há uma expressão popular que diz: "não pode pagar o justo pelo pecador" que o bom Aurelião comenta assim: "não deve ser castigado ou repreendido aquele que não tem culpa, ficando impune o culpado". Ocorreu-me a expressão quando refleti sobre o impasse que está posto entre o governo Yeda e o magistério estadual por conta da greve decretada há alguns dias. Entenda-se, aqui, o pecado não como transgressão religiosa, mas como sinônimo de erro, culpa, maldade. Os professores, e disto têm ciência até os lápis sem ponta, formam uma das categorias mais mal remuneradas de todo o funcionalismo. A eles pode-se, quem sabe, equiparar os policiais que desempenham tarefa igualmente nobre. Uns educam, outros protegem, mas os dois ganham menos do que merecem. E, nesta altura da história gaúcha, ambas as categorias encontram-se mobilizadas por melhores condições de trabalho.
É sintomático, então, que o mesmo governo que há meses vem sendo alvo dos protestos dos dois movimentos tenha resolvido editar, no último dia 28 de outubro, um decreto que visa, nitidamente, intimidar, ao velho e mau estilo ditatorial, qualquer manifestação, justa ou não, do funcionalismo. A pretexto de regulamentar a lei de greve dos funcionários públicos, o decreto de Yeda corta o ponto, desconta o salário e interrompe progressões de carreira daqueles a quem seu governo negou o diálogo e que, sem outra alternativa, se viram impelidos ao extremo recurso da paralisação.
Ora, se os professores conquistaram, com anos de luta, um Plano de Carreira e um Piso Salarial Nacional, é justo que este direito lhes seja assegurado. É igualmente sensato que, se os professores, como sempre fizeram, vão recuperar as aulas perdidas por conta da greve, seus pontos não devam ser cortados. E se os policiais são obrigados a expor suas vidas à crescente perversidade dos delinqüentes, é justo que a eles sejam oferecidas condições ideais de trabalho (leia-se salário digno e equipamentos de proteção e defesa). Não incorrem em erro, culpa ou maldade, portanto, aqueles que, diante da violação ou da ameaça a seus direitos, legitimamente protestarem. É como penso.
Mas não é como pensa Yeda, cujo governo, além do castigo do decreto desmedido, tem repreendido com violência todos os movimentos sociais sem compreender que, justamente por este comportamento, é que perde qualquer razão. Fosse este um governo democrático de verdade, houvesse para a justiça um mínimo espaço neste Poder Executivo e pudessem o bom senso e a humildade substituir a arrogância da governadora e de sua secretária de Educação, se poderia dar fim imediato à greve do magistério com um acordo.
Nenhum professor vai à greve sem razão. Se o faz, é sempre porque está no limite. É porque vê esgotada qualquer outra forma de alertar os governantes e a sociedade de que há risco iminente de perda de direitos que lhe são fundamentais para a manutenção da dignidade e de alguma mínima perspectiva de futuro– caso do Plano de Carreira - ou que implicam – caso do Piso Nacional – em conquistas pelas quais lutaram uma vida inteira e que são essenciais para a manutenção do ânimo de continuar exercendo este verdadeiro sacerdócio que é o magistério. Quando tocam sinetas debaixo de sol e chuva, estes bravos homens e estas mulheres guerreiras o fazem para que nós, pais, alunos, deputados, prefeitos, governadores, homens e mulheres, tenhamos consciência de que, sem um sistema educacional digno, com garantia de salário, condições de trabalho e qualidade de ensino, é o futuro que se põe em risco. O futuro de todos nós. É por todos nós, então, que tocam as sinetas.
Elvino Bohn Gass
deputado Estadual do PT
Mesmo que o governo Yeda arregale os olhos e torça o nariz, o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) dá a dimensão da importância de nossos educadores . Não é atoa que os gaúchos receberam a melhor nota (45,06), seguido por São Paulo, reconhecido como o mais rico e mais poderoso do Brasil com (44,86). Na redação também fomos acima da média, com 62,57. A publicação desses dados vem bem a calhar, pois um Estado fustigado pela corrupção, pelo achatametno salarial e perseguição aos seus professores e servidores, demonstra o alto grau de profissionalismo de nossos mestres e da comunidade escolar como um todo. A secretária de educação deveria se pronunciar sobre o assunto, ou será que não eh uma pauta positiva , como diz a governadora.

A BM, nos seus 171 anos, recebeu dois duros golpes esta semana. O primeiro foi o indiciamento pela PF do cel. Cairo Camargo, presidente da Associação de Oficiais da BM ,por supostos envolvimento em desvios no INSS. A outra foi ao sul dos trópicos (Santa Vitoria do Palmar) onde o comando local da BM fez a "festa" com jovens: com direito a algemas, boinas e carro oficial.
É vergonhoso para um Estado que ser diz o mais politizado do Brasillllll, ter que assistir a governadora Yeda, de forma arrogante, mandar um cala-boca aos professores.
O militar citado por suposta fraude aos cofres do INSS é o coronel reformado Cairo Bueno de Camargo, presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (AsofBM) e Associação Nacional dos Oficiais das Polícias Militares. Ele confirmou que, pela manhã, os federais estiveram na sua casa e apreenderam uma agenda sua.
O deputado Dionilso Marcon (PT), pediu ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), para que o seu projeto, que trata da criação do plebiscito sobre os pedágios e que está na Comissão de Constituição e Justiça, tramite junto com a proposta que trata da antecipação da prorrogação dos contratos entre o governo estadual e as concessionárias de rodovias. O pleito de Marcon ampara-se no artigo 182 do Regimento Interno da Casa. Este dispositivo determina a tramitação conjunta de duas matérias correlatas e a supremacia da mais antiga. O deputado criticou a insistência do governo Yeda Crusius para antecipar a prorrogação destes contratos, que só vencem daqui a cinco anos.



A Brigada Militar completa hoje 171 anos de existência. O número 171 simboliza não só o aniversário da instituição, mas também cai como uma luva para retratar o jeito "esperto" do seu comandante. Ele faz vistas grossas ao estado de penúria e de abandono dos seus mais de 22 mil servidores, mas utiliza os parcos recursos da BM para reprimir movimentos sociais, bater em professores e agricultores ao invés de combater a real criminalidade.
Até hoje, não foi anunciada nenhuma "estratégia" , plano, projeto ou meta do comando da BM para, pelo menos, conter ou aumento da criminalidade, que campeia solta em nosso Estado.
A custa de um "desumano torniquete fiscal" imposto pelo governo Yeda, a infra-estrutura da segurança pública foi sucateada ( rádios, coletes, comunicações e armas). Hoje é comum ligar para o 190 (emergência) e ninguem atender. Pensar a segurança pública não representa apenas a compra de algumas viaturas, mas sim, devolver a dignidade aos seus servidores, com salários dignos, que muitas vezes são assassinados ou baleados em "bicos" nos mercadinhos de esquina ou como seguranças de lojas, para posteriormente serem abandonados pelos seus comandos.
Parabéns aos servidores a BM, pela sua resistência.
Foto: eduardo Seidl
